Narrado por Lorena
Acordei no peito do Raví, tava enrolada no cobertor branco do chalé, meu corpo ainda tava dolorido da noite anterior mas no bom sentido, tivemos uma noite longa por aqui se é que vocês me entendem. Raví tava com os olhos fechados, mas o braço firme me prendendo contra ele, como se soubesse que, quando o dia amanhecesse, o mundo real ia bater na porta de novo. Ele começou a se mexer indicando que já tava se acordando.
— Acorda não, só mais cinco minutos — murmurei, desenhando um círculo invisível com o dedo no peito dele. Se eu pudesse, passava o dia todo assim.
— Hum... se tu continuar mexendo aí, vai acordar é outra coisa mulher. — Impressionante como tudo com o Raví ele leva pro lado da safadeza, não sei se todo homem é assim, mas sendo bem sincera eu adoro esse lado dele.
— Eu gosto quando tu acorda com vontade… —
Ele riu, abriu os olhos que ainda estavam fechados, e puxou meu rosto pra um beijo demorado, daqueles que aquecem o ventre e deixa a gente excitada.
Mas a magia tinha hora pra acabar. Me levantei da cama e fiz um café rápido pra gente, não sei se quando aluga esse chalé ele já vem com comida ou ele comprou e trouxe mas tinha umas coisas no armário da cozinha e na geladeira. Tomamos o café entre beijos e muitas risadas, queria aproveitar o máximo de tempo que a gente ainda tinha aqui nesse lugar.
Depois do café a gente tomou banho, se arrumou em silêncio, e logo estávamos a caminho do hotel onde o restante da equipe dele tava hospedada. A partir dali, eu voltava a ser a "menina da equipe". Sem beijo, sem toque, sem i********e, mas que tava na cara que da equipe dele eu não era coisa nenhuma. Que a gente tinha algo que ia muito além do profissional.
No resto do dia Raví passou com a equipe resolvendo umas coisas e eu fiquei no quarto descansando.
Quando a noite chegou e fomos pro show a movimentação nos bastidores era uma correria danada. Cada técnico, produtor, músico e segurança sabia exatamente o que fazer, e Raví, mesmo focado, não parava de me olhar disfarçado, ele me comia com os olhos e dava uns sorrisos em safados na minha direção.
Eu tava com um vestido vermelho colado, decote discreto, mas suficiente pra chamar atenção. Eu tava muito bonito e Raví não economizou elogios antes da gente sair do hotel, atingi meu objetivo da noite que era ver ele me desejando a todo momento. Eu tava com um um crachá da equipe pendurado no pescoço pra manter o disfarce e claro que manter o nosso segredo também.
Enquanto ele repassava os últimos detalhes com o produtor e o pessoal do som, eu fiquei mais afastada, mexendo no celular, observando o vai e vem de r**o de olho, não queria chamar atenção e também como sou tímida só queria passar despercebida.
Mas foi aí que ele chegou, Dieguinho Lux.
Era impossível não reconhecer: alto, bonitão, pele dourada, sorriso de quem se achava o dono do mundo e uma fama de galinha carimbada que todo mundo sabia. Ele tava com duas pulseiras de ouro brilhando no braço, colar de ouro também, camiseta preta, chapéu de cowboy, bota de vaqueiro no pé e uma arrogância que dava pra sentir no ar.
Ele veio cumprimentar o Raví com aquele jeito de “tamo junto”, abraço de tapinha nas costas, riso alto, papo rápido de camarim. Aparentemente coisa normal de artista quando se encontra. Mas logo os olhos dele caíram em mim, logo eu que tava tentando passar despercebida.
— Ô, e essa deusa aqui? — perguntou, me olhando de cima a baixo sem um pingo de vergonha.
— Faz parte da minha equipe, ela dá suporte no figurino, maquiagem, essas coisas. — Raví falou com um sorriso no rosto, quem não conhecia o Raví de verdade achava que ele tava de boa, mas quem conhecia dava pra ver que ele tava sem graça. Não sei se era ciúmes ou se era medo do nosso segredo ser revelado.
— Que equipe boa é essa que tu tem em Ravizinho? — Deu pra sentir o tom de ironia na voz dele.
Raví sorriu sem graça, mas ficou calado. Era aquele sorriso falso, de quem já tava começando a engolir a raiva.
— Cê é muito linda, preta. De verdade — disse Dieguinho, se aproximando de mim. — Se um dia tu quiser mudar de emprego, me chama, viu? Eu pago mais e trato bem que só… — Ele falou e deu uma piscadinha pra mim, ele tava falando com segundas intenções.
— Obrigada... mas meu trabalho aqui tá ótimo — respondi com um sorriso sem graça, querendo sumir. Queria que ele se tocasse e parece de falar comigo, mas cês sabem como homem sabe ser inconveniente, imagina um homem com a autoestima lá em cima ? É uó. Ele apenas riu me analisando de cima a baixo.
— Tá perdendo nada... mas se mudar de ideia, meu Insta é aberto. —
Balancei minha cabeça em formato de positivo de forma educada e me afastei um pouco dele querendo cortar aquele assunto. Raví ficou em silêncio, olhando pro chão.
— Bora trabalhar, né? — Disse finalmente voltando pra pose dele e com um sorriso no rosto.
Durante o show, Raví foi profissional. Subiu no palco, entregou tudo como sempre, a voz potente, uma presença absurda que só ele tinha. O público gritava, seus músicos dançavam com ele, deixando o show ainda mais legal, o som estourava. Mas eu conhecia aquele olhar dele e por mais que ele tentasse não mostrar, ele tava travado.
Quando saiu do palco Raví não falou comigo, e nem quando fomos para o ônibus. Mas só tive a confirmação que ele tava diferente mesmo quando estávamos no ônibus voltando pro hotel.
Raví não sentou do meu lado, sentou com o guitarrista e mais dois técnicos um pouco mais afastado. Passou o caminho inteiro rindo, contando história, fazendo piada. Com os outros ele tava normal mas comigo ele tava me ignorando completamente.
Eu me encolhi no meu canto, mordendo a língua, engolindo a ansiedade. Algo havia incomodado ele e eu sabia exatamente o que tinha sido.
Assim que chegamos no hotel, fui direto pro quarto. Ele entrou atrás de mim, bateu a porta e jogou a mochila que ele leva pro show no chão com força.
— Se divertiu, foi, mulher? — ele disparou se encostando na parede.
— Como assim? — perguntei tentando entender a raiva dele, ele não havia conversado comigo em nenhum momento.
— Gostou da gracinha que o Dieguinho fez? Achei que tu ia sair dali direto pra cama dele. — Não sei se eu ficava mais triste com a insinuação dele ou com o comportamento que ele tava tendo comigo.
— Raví… — sussurrei tentando me aproximar.
— Não, falando sério de verdade. Eu tô aqui me virando pra tá contigo, alugando chalé pra fazer uma surpresa e te deixar feliz, arriscando meu nome, minha carreira e tu fica sorrindo pra macho que fica dando em cima de tu?! Ainda mais na minha cara ? Tenho que ter muita cara de o****o mesmo. — Ele soltou um riso de deboche me olhando sério.
— Ele foi s*******o, sim! Mas eu só sorri por educação, Raví! Eu tava sem graça e não queria chamar mais atenção, queria só cortar o assunto. —
— Sem graça? Mulher, tu táva era se derretendo! Se ele insistisse mais um pouco tu tinha ido embora com ele, né? Afinal, ele é mais rico, mais famoso… — quanto mais ele falava pior eu me sentia.
— Tu sabe que não foi isso... Eu não dei a******a pra ele, nem pensei em nada disso. Tu me conhece, eu não ligo se ele tem dinheiro ou fama Raví, é você quem eu amo. —
— Não conheço e nem sei de nada! Vai ver tu só tá aqui comigo porque eu pago tudo, né? Porque é bom se envolver com um cara que tem dinheiro e com fama então… — As lágrimas escorriam dos meus olhos, abracei ele mesmo ele tentando me empurrar pra longe.
— Raví, não fala besteira... Cê sabe que eu sou tua. Só tua. Olha pra mim Raví, me escuta por favor. —
Ele me olhou, seus olhos estavam escuros, o maxilar travado.
— Então prova, mulher — ele sussurrou, pegando meu rosto com as duas mãos. — Prova que tu é só minha, que tu me ama mesmo como tu diz. — E me beijou.
Não foi um beijo carinhoso. Foi bruto, possessivo, como se quisesse tirar de mim qualquer vestígio de outro homem. A mão dele desceu pra minha cintura, me empurrando contra a parede do quarto.
— Tira essa p***a desse vestido. — Ele falou me afastando dele e me olhando.
— Raví… — sussurrei sem saber se eu sentia medo porque eu nunca tinha visto ele assim ou se eu me sentia feliz por saber que ele tinha ciúmes de mim, uma prova que ele gostava de mim..
— Eu disse pra tirar. — Ele falou enquanto começava a desabotoar a blusa dele.
Obedeci com os dedos trêmulos, assim que fiquei só de lingerie ele se aproximou e rasgou o sutiã e minha calcinha, depois me virou de costas empurrando meu corpo contra a parede.
— Tu gosta disso, né? De me deixar doido, de me ver com ciúmes… Nunca senti tanta raiva como tô sentindo agora. — Senti seu hálito quente contra o meu pescoço e seus dedos passando pela f***a da minha i********e.
— Eu só quero tu, Raví… — Sussurrei já me sentindo molhada com a língua dele passando pelo meu pescoço e orelha.
— Então sente o quanto eu sou teu. — Ele me empinou pra ele e me penetrou por trás sem demora. Forte e rápido, senti ele enterrando tudo de uma vez.
As mãos dele segurando meus quadris, o corpo colado no meu, o cheiro da raiva misturado ao t***o.
— Gosta quando eu te tomo assim? Quando eu te como igual uma put@ ? — perguntou puxando meu cabelo e sussurrando contra o meu rosto..
— Gosto... muito. — Gemi sentindo ele meter.
— Fala que é minha. Eu quero ouvir tu dizer, tu é só minha. —
— Eu sou tua Raví, só tua… — me segurei na parede com força, as estocadas eram intensas, pesadas, com a respiração dele no meu ouvido.
Eu fui a primeira a gozar, com os joelhos bambos, enquanto ele me virava de frente e me carregava pra cama.
Ele terminou de tirar a calça e voltou a me possuir com a mesma força, mas agora com o olhar cravado no meu.
— Tu gosta de me deixar doido né? Gosta de sentir eu dentro de tu? — Ele segurava meu maxilar com força mas sem me machucar.
— Gosto. Me fode Raví, me faz tua. —
Cada estocada dele era firme, rápida, possessiva, como se quisesse marcar território dentro de mim. O atrito fazia meu corpo estremecer inteiro, minhas pernas se abriram mais, implorando sem palavras para que ele não parasse.
Meu peito subia e descia em desespero, e a cada investida eu me perdia mais nele, como se nada fora daquela cama existisse. Era selvagem, era bruto… e ainda assim, eu nunca tinha me sentido tão viva.
Senti o calor crescer no baixo-ventre, arrepiando minha pele inteira, até não aguentar mais segurar.
— Raví… eu vou gozar… — confessei entre gemidos, mordendo o lábio.
— Isso. Goza de novo pra mim. — ele ordenou e eu gozei de novo. Minhas pernas tremendo, meus olhos revirando e minha respiração cansada.
Quando tudo passou, ele me puxou pro peito dele e ficou em silêncio. A respiração dele ainda estava pesada. As mãos, agora calmas, me acariciando.
— Desculpa, mô... é que eu fico doido com tu, de verdade. — disse dando um beijo no topo da minha cabeça.
— Eu sei. Mas me avisa antes de querer me matar só pelo olhar. —
— Eu não sei te dividir, não. Meu coração fica aperreado só de imaginar tu com outro macho, quase que eu não conseguia me segurar. — falou e eu o olhei.
— O meu também fica, o bom é que agora você sabe como eu me sinto. — disse e ele me deu um beijo sem falar mais nada, às vezes é bom pesar o clima.
Fechei os olhos, coloquei minha cabeça sobre o peito dele novamente sentindo seu coração bater.