Sebastian observava as estações mudarem através do vidro do seu escritório, o mesmo vidro que outrora ocultara os seus segredos e agora apenas refletia a sua solidão. A cada novo mês marcado no calendário sem Elizabeth, a ideia da sua perda deixava de ser um medo abstrato e tornava-se uma verdade crua que lhe esmagava o coração com cr*ueldade. Acostumou-se ao eco da sua própria voz em um quarto de hotel vazio e ao peso de uma aliança de casamento que acabou guardada numa gaveta, como o restante da suas promessas quebradas. Compreendeu que a enxurrada de presentes e súplicas era o último suspiro de um homem que se recusava a aceitar a sua própria ruína. Com o tempo, o desespero foi substituído por uma melancolia gélida. Compreendeu que Elizabeth não apenas o havia abandonado. Ela se transf

