45 - Hariel

1864 Palavras

Hariel desceu do ônibus com a mochila jogada no ombro e os passos decididos. O centro do Rio fervia naquele meio de semana, com buzinas nervosas, camelôs gritando ofertas e o cheiro de asfalto quente misturado com fritura no ar. Ele passou pelos rostos apressados, ignorou as vitrines de roupas, os ambulantes com fones de ouvido falsificados, e seguiu direto para a rua das joalherias populares. Não era um cara de luxo. Nunca foi. Mas aquela compra... não era sobre preço. Era sobre o que representava. Atravessou a calçada estreita, subiu três degraus m*l nivelados e entrou numa loja pequena, de balcão de vidro e ventilador de parede. O cheiro era de produto novo e mofo antigo, como se o tempo tivesse parado ali dentro. — Boa tarde, patrão — disse o atendente, se ajeitando atrás do balcã

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