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Prometida Ao Mafioso

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casamento contratual
HE
os opostos se atraem
amigos para amantes
casamento arranjado
máfia
herdeiro/herdeira
drama
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intro-logo
Sinopse

Alicia descobre no dia da sua formatura que sua vida foi prometida, ainda no ventre de sua mãe, ao herdeiro de uma poderosa família mafiosa: Daniel Castellano. Forçada a se mudar para a mansão dos Castellano, ela se vê presa a um casamento arranjado com um homem frio e indiferente, que a enxerga como parte de um acordo comercial.

Enquanto tenta se adaptar a essa nova realidade e à vida controlada por regras e aparências, Alicia começa a perceber que, por trás da fachada impenetrável de Daniel, há mais do que ele permite mostrar. Mas tudo se complica quando Jonathan King, um antigo amigo e paixão do passado — e inimigo declarado de Daniel — ressurge em sua vida com intenções ocultas.

Dividida entre o dever e o desejo, entre a segurança e a liberdade, Alicia precisa decidir se é possível encontrar o amor onde menos espera… ou se deve romper com tudo para viver uma paixão proibida, sem imaginar que por trás de um dos dois se esconde um traidor com um plano perigoso.

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Capítulo 1
O céu alaranjado do fim da tarde era o cenário perfeito para aquele momento. O som dos aplausos e gritos de comemoração ecoava quando joguei o chapéu para o alto junto com os outros formandos. Virei e abracei Anne com força. Ela riu, me apertou de volta, e por alguns segundos, a gente só comemorou. Depois de tantos anos, noites viradas e provas intermináveis… a gente conseguiu. Formadas em Direito. Juntas. Eu só não sabia que, dali a algumas horas, minha vida viraria de cabeça pra baixo — e que a comemoração seria a última coisa que eu lembraria com paz por um bom tempo. — Ansiosas para a festa de formatura? — perguntou Pedro, meu colega de classe e namorado de Ane, com um sorriso animado. — Eu só saio de lá carregado, mas, é claro, acompanhado da minha namorada. Anne revirou os olhos, cruzando os braços. — Nem brinca com isso, Pedro! — resmungou, mas não conseguiu esconder o sorriso. — Vocês viram meus pais? — pergunto, olhando ao redor. Eles eram os únicos que ainda não tinham me cumprimentado. — Acho que vi o Sr. Brown agora há pouco. Estava com um cara de terno. — diz Pedro. Franzi o cenho. Intrigada. — Gente, vejo vocês na festa! Anne, não esquece a máquina fotográfica! — aviso, enquanto tento me equilibrar no salto alto, como se estivesse caminhando sobre corda bamba. Procuro meus pais na multidão, sendo parada algumas vezes por pessoas que me cumprimentam e desejam boa sorte na carreira de advocacia. Agradeço rapidamente e sigo em frente. Depois de algumas voltas, finalmente os encontro. Meu pai está encostado em um carro preto, conversando com o homem que Pedro mencionou. Ele gesticula muito e passa a mão no rosto, claramente nervoso. O que está acontecendo? Antes que eu me aproximasse, mamãe apareceu e me puxou para um abraço apertado. Ela chora, passando a mão no meu cabelo e me apertando, como se eu fosse desaparecer a qualquer momento. — Você está tão linda, tão crescida. Tenho tanto orgulho de você, querida. — ela dizia, com a voz chorosa. — Está muito emotiva hoje, mamãe. Nem parece que me evitou o dia todo. — brinco, com um sorriso. — Mas agradeço todo o apoio que me deu durante esses anos. — Fiz tudo por você, querida. — Eu sei, mamãe. — Espero que um dia me perdoe. — Ela diz, a voz embargada pelo choro. Franzo a testa, me afastando um pouco. — Ei, o que aconteceu? Perdoar pelo quê? — Alicia, onde esteve? — Papai me abraça rapidamente, mas logo volta a atenção para mamãe, que continua chorando. — Desse jeito, vai assustá-la, querida. Alicia, entre no carro. Abro a boca para responder, mas nada sai. Em vez disso, apenas obedeço e entro. Nervosa, tento não roer as unhas enquanto espero. Alguns minutos depois, eles retornam em silêncio. — Aconteceu alguma coisa? — pergunto, olhando para eles. — Quer passar no seu restaurante favorito depois da festa? — Papai desvia do assunto. — Não, provavelmente vou tomar uns drinks e fazer um after na casa da Anne… — respondo, distraída, observando os carros passando ao nosso lado. — Não acho uma boa ideia… você deveria vir direto para casa. Que tal viajarmos para a Europa? — diz ele, enquanto dirige. Mamãe continua calada, seu silêncio me deixando ainda mais nervosa. Algo está errado. — Europa? Assim, do nada? — minha voz sobe um pouco. — O que deu em vocês? De quem estão fugindo? Vejo meu pai apertar o volante com força, os dedos ficando vermelhos. Ele não responde. O silêncio toma conta do carro, e ambos continuam me ignorando pelo resto do caminho. Mesmo que recusem a falar, vou descobrir mais cedo ou mais tarde. Eles sabem que não podem esconder nada de mim por muito tempo. Papai para o carro, e eu desço, batendo a porta com força. Sem olhar para trás, sigo direto para o salão em busca dos meus amigos. Ainda há poucas pessoas por aqui, mas logo o lugar estará lotado. — Chegou bem na hora. — Anne sorri, me entregando um copo. — Aqui está sua margarita. Tomo tudo de uma vez. — Ei, vai com calma! — ela ri, pegando outro drink. — Não quer ficar bêbada logo no começo da festa, né? Sim. Eu quero. — Vem, vamos dançar! — puxo Anne para o meio da pista. — Quero dançar até meus pés doerem. Ela ri e me abraça de lado. Nos conhecemos no ensino médio e, no começo, não nos dávamos muito bem. Mas, na faculdade, acabamos fazendo alguns trabalhos juntas e percebemos que tínhamos muito em comum. Desde então, nos tornamos inseparáveis. A bebida me faz suar, e depois de alguns minutos na pista, saio para pegar mais um drink no bar. Enquanto espero, meus olhos captam um movimento familiar—o mesmo homem que estava conversando com meu pai agora vem em minha direção. Antes que eu possa reagir, mamãe surge e o puxa para longe. Dessa vez, não vou ignorar. Sem hesitar, sigo os dois até o estacionamento — o coração batendo acelerado, mas sem entender por quê. Assim que viro o corredor, meus passos travam. Ela está ali. Minha mãe. Caída de joelhos no chão, os ombros sacudidos pelos soluços. — Por favor… só mais um pouco de tempo! — ela implora, desesperada, a voz embargada pelo choro. O homem à sua frente nem se abala. — O tempo de vocês terminou, senhora — responde com frieza. — Ei, o que está acontecendo? — grito, fazendo os dois se sobressaltarem. — Saia de perto da minha mãe, ou eu chamo a polícia! — Isso não será necessário. — a voz do meu pai ecoa firme enquanto ele se aproxima, os olhos carregados de uma mistura de tensão e pesar. — Por favor… só alguns minutos a sós com a nossa filha. É tudo que peço. O homem apenas assente com a cabeça e vai embora. Olho para meus pais em choque. Eles não têm mais como esconder. — O que está acontecendo? Quem é esse homem?! Por que ele está perseguindo vocês? — minha voz sai trêmula, quase num sussurro desesperado, enquanto encaro meus pais esperando por uma explicação. Papai dá um passo à frente, mas eu recuo instintivamente — Alicia, não era para ser assim. Íamos conversar em casa, com calma. — Ele passa a mão pelos cabelos, desfazendo o penteado, visivelmente nervoso. — Mas ele mandou esse homem para nos ameaçar e… — Ele quem? — interrompo, a voz cortante. — Daniel Castellano… —meu pai responde, e o nome paira no ar como uma sentença. Repito em voz baixa, quase sem acreditar: — Daniel Castellano… — repito, tentando puxar pela memória. Então a ficha cai, fria e pesada. — Você está falando do Castellano. O chefe da máfia. — Sim — meu pai confirma, a voz baixa, os olhos perdidos em algum ponto do chão, evitando me encarar. — Você sabe quem ele é. — É claro que sei. Todo mundo sabe. Ele não é só um nome… é uma ameaça. — Temos um acordo — ele continua, hesitante. — Um acordo antigo. Antes mesmo de você nascer. Silêncio. Eu encaro meu pai como se visse um estranho. E, de certa forma, é exatamente isso que ele se tornou. Mamãe se ajoelha aos meus pés, soluçando. — Me perdoe, filha. Me perdoe… — ela chora. — Não tivemos escolhas… — O que vocês fizeram? — minha voz sai trêmula, sufocada pela raiva que começa a subir. — Que acordo foi esse? Meu pai fecha os olhos por um segundo, como se estivesse prestes a confessar um pecado. — Anos atrás, assinamos um contrato. — Papai continua, já que mamãe m*l consegue falar. — Na época, não tínhamos escolha. Fizemos isso pelo bem da nossa família… e pelo seu próprio bem, Alicia. Ele fecha os olhos por um instante antes de soltar as próximas palavras, como se pesassem em sua língua. — Você foi prometida a Daniel Castellano. Sinto meu corpo travar. O barulho distante da festa parece desaparecer, e por um momento, só consigo ouvir o som do meu próprio coração batendo forte. — O quê? — Minha voz sai baixa, quase um sussurro, como se meu cérebro precisasse de tempo para processar. — Vocês estão dizendo que… me prometeram para um mafioso? Papai mantém os olhos baixos, enquanto mamãe continua chorando, incapaz de me encarar. — Não tínhamos alternativa… — ele repete, a voz carregada de culpa. — Tente entender… Dou um passo para trás, sentindo uma mistura de raiva, incredulidade e algo que não quero admitir. Medo. — Isso é alguma pegadinha? — Olho ao redor, esperando que a qualquer momento alguém apareça com uma câmera escondida, dizendo que tudo não passa de uma brincadeira de mau gosto. — Nunca brincaríamos com algo assim. — Papai responde, sério como sempre. E eu sei que é verdade. Ele nunca foi de fazer piadas. Mas, naquele momento, desejei que, só dessa vez, ele estivesse mentindo. Era difícil aceitar que meus próprios pais tinham me vendido sem meu consentimento, como se eu fosse um objeto sem valor. — Eu não posso fazer isso. Deve haver uma maneira, qualquer coisa... — Ando de um lado para o outro, tentando pensar. — Sempre existe uma alternativa. — Não para um Castellano. Tudo funciona do jeito deles. — Papai responde. Me belisco uma, duas, três vezes. Nada muda. Isso não pode ser real. Casar com ele? Impossível. Ele representa tudo o que desprezo—um homem fora da lei, corrupto, mafioso. — Vou fugir… pra bem longe. Um lugar onde ele nunca possa me encontrar — digo, com a voz trêmula. O nervosismo aperta meu peito, e por um segundo, sinto que minhas pernas vão ceder. Antes que meus pais possam responder, o homem retorna. Seu olhar percorre meu corpo dos pés à cabeça com frieza calculada. Em silêncio, ele tira o celular do bolso, observa a tela por um instante e diz, com a voz firme: — A Srta. Alicia já está pronta. Não! Olho para meu pai, desesperada. — Pai…? — minha voz sai trêmula, quase um sussurro. — Me diz que isso é mentira… eu não posso me casar com aquele homem! O homem observa tudo em silêncio, o maxilar travado e o olhar frio. Parece odiar cada segundo daquela cena. — Se tentar fugir, seus pais morrem. — Sua voz firme me faz gelar. — Suas malas já estão no carro. Agora, despeça-se e venha. — Eu não quero ir… eu não posso! — digo entre lágrimas. — Acabei de dar o primeiro passo… acabei de me formar. — Anda logo, senhora. Sem truques… ou pode se despedir dos seus pais de vez. O homem saca uma arma, e eu travo no lugar, o coração martelando no peito. — Isso não é necessário — meu pai diz com calma, erguendo as mãos em rendição. — Sem truques — o homem repete, a voz firme como gelo. — Eu preciso de uma explicação pra isso. Por que fizeram isso comigo? — minha voz falha, as lágrimas descem sem hesitar. — Eu não vou me casar com esse homem! — Senhora, não dificulte as coisas — o homem alerta, apontando a arma para a cabeça do meu pai. O choque me paralisa. Trêmula, dou um passo à frente e apenas abraço meus pais com força, as lágrimas escorrendo sem controle. Mesmo sabendo que, de alguma forma, eles são os responsáveis por tudo isso… não consigo sentir raiva. Seja qual for o motivo… um dia, eu vou tentar entender. Talvez eu nunca possa questioná-los como gostaria, mas isso não vai me impedir de buscar respostas. Eu preciso entender por que me entregaram a ele.

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