bc

Caveira: Série reis do morro – Livro 01

book_age18+
121
SEGUIR
1.2K
LER
proibido
família
HE
os opostos se atraem
playboy
badboy
poderoso
bandido
colarinho azul
drama
doce
bxg
alegre
patada
campus
affair
friends with benefits
seductive
like
intro-logo
Sinopse

Júnior Alencar, conhecido como Caveira, é o homem de 30 anos que comanda a Rocinha com mão de ferro e respeito. Possessivo, sedutor e com um jeito cafajeste que derrete qualquer mulher, ele sempre teve tudo o que quis, exceto a única pessoa que realmente mexeu com o seu coração: Camila, de apenas 19 anos. O problema? Ela é a mulher de Serjão, seu braço direito e homem de confiança.

chap-preview
Pré-visualização gratuita
Capítulo 01: Sei que mexo com você
CAVEIRA Eu não virei o dono do morro sendo bonzinho. Quem olha de fora acha que é só dinheiro, poder e mulher. Mas ninguém vê o que tem por trás. Não vê as noites sem dormir, os corpos no chão, as decisões que não têm volta. Aqui em cima, quem vacila… some. Estava encostado na laje, olhando o movimento lá embaixo. A favela nunca dorme de verdade. Sempre tem alguém subindo ou descendo, moto passando, som estourando em algum canto. Esse era o meu reino. E eu era quem ditava as regras. — E aí, Caveira? — ouvi a voz do Serjão chegando perto. — Fala — respondi seco, mantendo o olhar fixo nas ruas lá embaixo, como se nada mais importasse. Ele parou ao meu lado, cruzou os braços e soltou uma baforada de fumaça. — Vai colar no baile hoje? — Tô vendo — respondi, sem muito ânimo. — Vai sim, mano — insistiu, rindo. — Faz tempo que tu não aparece. O pessoal gosta de te ver lá. O movimento fica melhor quando tu tá presente. Soltei o ar pelo nariz, quase um riso de lado, e antes que pudesse responder qualquer coisa, ouvi uma risada. Diferente. Leve, provocante, cortando todo o barulho do morro. Virei devagar, e lá estava ela, Camila. Dezenove anos, mas com um olhar que parecia saber de tudo desse mundo. Cabelo solto, caindo sobre os ombros, uma roupa colada ao corpo que desenhava cada curva daquele jeito que me fazia perder o juízo. Ela andava devagar, rebolando aquele rabø gostoso, como se soubesse exatamente o efeito que causava em mim. E o pior? Ela sabia. Tinha certeza absoluta disso. Seus olhos bateram nos meus. Seguraram, não desviou. Nem por um segundo. Aquilo já estava virando rotina. Ela sempre fazia isso. Chegava, me olhava, me desafiava com aqueles olhos grandes e brilhantes, como se dissesse, sem precisar abrir a boca: eu sei que tu me quer, Júnior. Sei que mexo com você. — Tá olhando o quê? — Serjão perguntou, seguindo o caminho do meu olhar. Cerrei o maxilar com força, sentindo a mandíbula doer, e desviei o olhar primeiro. Era o que eu sempre fazia. Porque se ficasse olhando mais um pouco, não ia ter volta. — Tua mina chegou — falei, com a voz mais dura que consegui, tentando esconder a confusão dentro de mim. Ele sorriu, todo orgulhoso, e bateu a mão no meu ombro. — Valeu, parceiro! To indo curtir o baile com minha mulher. Hoje a gente vai se divertir muito, né, gata? — gritou na direção dela. Ela sorriu, mas aquele sorriso não foi para ele. Foi para mim. Um sorriso de canto, cheio de malícia, antes de se aproximar e dar um beijo rápido na bochecha do meu parceiro. — Claro que vamos, meu amor — respondeu, com a voz toda doce, mas me olhando direto, sem tirar os olhos dos meus nem por um segundo. — E aí, Caveira… tudo bem contigo? Falei seco, sem demonstrar nada: — Tudo tranquilo. Serjão, alheio a tudo isso, sorriu satisfeito e passou o braço forte pela cintura fina dela, puxando-a para perto de si. — Vamos lá, gata! Hoje a gente vai curtir pra valer! — disse ele, já a puxando devagar para longe da laje, em direção à rua onde o baile acontecia. Ela deixou ser levada, os dedos dela deslizando de leve pelo braço do Serjão, os cabelos esvoaçando com o movimento, mas antes de dobrar a esquina, virou o pescoço para trás, me olhou com aquela cara de safada, passou a língua devagar nos lábios, e jogou aquele sorriso de malvada. Passei a mão no rosto, irritado pra caramba comigo mesmo. Como é que eu, o dono do morro, o homem que ninguém ousa desafiar, ficava desse jeito por causa de uma mina? E pior, por causa da mina do meu amigo? — Ela é mulher do Sérgio, Júnior. Esquece isso. É coisa que não se mexe. — falei baixo, praticamente ordenando a mim mesmo, como se pudesse controlar o meu coração e o meu desejo do mesmo jeito que controlava o tráfico e a segurança da favela. Mas não adiantava nada. Eu podia mandar em todo mundo ali, podia decidir a vida e a morte de quem vacilasse comigo, mas dentro da minha própria cabeça, às vezes, não mandava em nada. E o pior é que ela sabia. Camila percebia cada vez que eu travava, cada vez que respirava mais fundo na presença dela. Ela jogava comigo, e pior: ela sabia que ia ganhar. Para tentar tirar aquela imagem do rosto, da pele, do cheiro dela da minha mente, peguei o celular no bolso da calça. Desbloqueei a tela e procurei rapidamente o contato de Vivi. Uma mina que eu transavä de vez em quando, bonita, gostosa, que sabia muito bem como agradar um homem e que nunca pedia nada além de de sëxo. Era o que eu precisava. Escrevi rápido: "vem pra cá agora. To precisando de companhia". Ela respondeu na mesma hora, como se estivesse esperando meu chamado. "Já tô indo, gostoso 😈". Em seguida, chegou a foto. Ela vestida numa lingerie azul, pequena daquele jeito, mostrando tudo o que tinha de melhor, com a legenda: "tô indo aí pra você tirar". Sorri, sentindo o corpo reagir, e apertei o meu päu por cima da calça, já imaginando o que ia acontecer em pouco tempo. Era a solução. Se eu matasse o dësejo com outra, parava de olhar o que era do meu parceiro. Era isso que eu tinha que fazer. Tinha que colocar a cabeça no lugar. Guardei o celular e respirei fundo, olhando novamente para a festa lá embaixo. A música alta batia forte, parecendo o coração de todo mundo ali. Mas a minha mente ainda estava naqueles olhos castanhos, naquele sorriso que parecia feito só para me provocar.

editor-pick
Dreame-Escolha do editor

bc

Unscentable

read
1.9M
bc

He's an Alpha: She doesn't Care

read
754.1K
bc

Claimed by the Biker Giant

read
1.8M
bc

Holiday Hockey Tale: The Icebreaker's Impasse

read
986.8K
bc

A Warrior's Second Chance

read
364.0K
bc

Not just, the Beta

read
350.5K
bc

The Broken Wolf

read
1.1M

Digitalize para baixar o aplicativo

download_iosApp Store
google icon
Google Play
Facebook