Capítulo 32 Narrado por Alejandro — Não, não... — ela murmura, se remexendo na cama do hospital, mesmo sob efeito da sedação. — Ela está muito agitada — diz a médica, franzindo a testa. — Ela vai ficar bem? — pergunto, tentando esconder o aperto no meu peito. — Vai, sim. Não corre risco de vida. Pode ficar tranquilo — responde com firmeza, e sai do quarto. Fico ali, parado, observando Yolanda. Mesmo sedada, ela se move, suando, balbuciando palavras desconexas: “Ajuda”, “Perigo”, “Sou a próxima”. É como se estivesse presa em algum pesadelo do qual não consegue acordar. — Como ela está? — Juan pergunta ao entrar. — m*l. Está alucinando. — Por quê? — Tentou se matar. Precisou ser sedada. Deve ser o trauma... — Está todo mundo comentando sobre ela. — Quem vazou? — Alguém do hospit

