4° Me sinto leve... Solta...

611 Palavras
– Tudo bem? - JC pergunta e a Jenne me abraça – Amiga que susto, quem é ele? – Meu cunhado não queria mais vou ter que falar para a minha mãe. – Ele te ameaçou? - Pergunta a Jenne. – Sim, mas minha mãe é delegada, meu pai agente do FBI, então eles vão resolver. Puta merda falei de mais. – c*****o Jenne, e tu leva essa X9 pro morro, deixa o PJ saber. – Para de ser louco mané, - dá um tapa tá testa dele - se a mina fosse X9 já tinham invadido o morro. – Sei não, vou passar a fita pro PJ. – Eu já falei pra ele, que meu cunhado é delegado. – Mas tu não falou dos seus pais - eu dou de ombro. – Vamos gata, já estamos atrasadas. E tu JC, bico fechado, na hora certa ela conta. Deixamos ele resmungando e fomos pra sala, eu curso farmácia, sempre ficava lendo as bulas, querendo entender, então resolvi mudar o ramo da família (risos). O dia passou rápido e por precaução eu mando uma mensagem pro Bê, conto o que aconteceu e pergunto se pode vir me buscar. Quando sai fiquei procurando o Bê, e de longe vi o Luiz me olhando com cara de ódio, droga ele sabe que sou muito próxima da Gabi e que com certeza eu sei onde ela está, ele vinha em minha direção, eu olho pro lado assustada e vejo o PJ do outro lado da esquina, encarando o Luiz, que nem percebeu e me assusto quando meu irmão para o carro. – Vamos bruxa. - Eu nem reclamo entro com tudo no carro e PJ acena com a cabeça em quanto Jenne me dá um tchau de longe. - Tá quieta, não brigou comigo, o que aconteceu? Quando ia responder meu celular tocou, atendo sabendo que é a Gabi. – Oi meu amor. – Fala – Grossa! Quem está aí? – O chato do meu irmão. - Ele me olha com cara feia. – Pode por no viva voz – Certeza? – Sim – OK, está no viva voz. - dou de ombros, Bê me olha com expectativa. – Oi Maninho – p***a Gabi, quer matar a gente de preocupação? Porque não falou comigo? Eu te ajudava com aquele escroto. – Oh meu amor, eu sei que sim, mas eu não queria deixá-los preocupados. – Como não? Você some do nada. – Mas eu estou bem... como a muito tempo não ficava me sinto leve... Solta... – Aqueles acidentes, era ele não era? - Ele pergunta entre os dentes, eu baixo a cabeça, não conseguia encara-lo, Gabi fica em silêncio, e eu vou ao seu socorro. – Quando você volta? Já arrumei o quarto da pensão pra você. - eu falo – Que p***a de pensão o que, você vai pra casa. - O Bê pergunta puto. – Não eu não vou Bê, e peço que não me julgue, eu preciso seguir sozinha e longe de todos, se ficar reclamando eu nem volto. – Cala a boca Bernardo. Grito com ele e dou um tapa no seu ombro. – Aí tô dirigindo - ele reclama – Eu volto, vou pra pensão e assunto encerrado. – Ok - respondemos juntos. – Mas vai falar com os pais? – Ainda não estou preparada. – Eles estão preocupados. – Eu sei que estão, mas eu prefiro assim. Agora preciso desligar, amo todos vocês. E Bê, não fala para os pais, que falou comigo. - Ela desliga a ligação sem ao menos dar tempo dele responder, na mesma hora ele olha pra mim e fala, conta tudo.
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