– Tudo bem? - JC pergunta e a Jenne me abraça
– Amiga que susto, quem é ele?
– Meu cunhado não queria mais vou ter que falar para a minha mãe.
– Ele te ameaçou? - Pergunta a Jenne.
– Sim, mas minha mãe é delegada, meu pai agente do FBI, então eles vão resolver.
Puta merda falei de mais.
– c*****o Jenne, e tu leva essa X9 pro morro, deixa o PJ saber.
– Para de ser louco mané, - dá um tapa tá testa dele - se a mina fosse X9 já tinham invadido o morro.
– Sei não, vou passar a fita pro PJ.
– Eu já falei pra ele, que meu cunhado é delegado.
– Mas tu não falou dos seus pais - eu dou de ombro.
– Vamos gata, já estamos atrasadas. E tu JC, bico fechado, na hora certa ela conta.
Deixamos ele resmungando e fomos pra sala, eu curso farmácia, sempre ficava lendo as bulas, querendo entender, então resolvi mudar o ramo da família (risos).
O dia passou rápido e por precaução eu mando uma mensagem pro Bê, conto o que aconteceu e pergunto se pode vir me buscar. Quando sai fiquei procurando o Bê, e de longe vi o Luiz me olhando com cara de ódio, droga ele sabe que sou muito próxima da Gabi e que com certeza eu sei onde ela está, ele vinha em minha direção, eu olho pro lado assustada e vejo o PJ do outro lado da esquina, encarando o Luiz, que nem percebeu e me assusto quando meu irmão para o carro.
– Vamos bruxa. - Eu nem reclamo entro com tudo no carro e PJ acena com a cabeça em quanto Jenne me dá um tchau de longe. - Tá quieta, não brigou comigo, o que aconteceu?
Quando ia responder meu celular tocou, atendo sabendo que é a Gabi.
– Oi meu amor.
– Fala
– Grossa! Quem está aí?
– O chato do meu irmão. - Ele me olha com cara feia.
– Pode por no viva voz
– Certeza?
– Sim
– OK, está no viva voz. - dou de ombros, Bê me olha com expectativa.
– Oi Maninho
– p***a Gabi, quer matar a gente de preocupação? Porque não falou comigo? Eu te ajudava com aquele escroto.
– Oh meu amor, eu sei que sim, mas eu não queria deixá-los preocupados.
– Como não? Você some do nada.
– Mas eu estou bem... como a muito tempo não ficava me sinto leve... Solta...
– Aqueles acidentes, era ele não era? - Ele pergunta entre os dentes, eu baixo a cabeça, não conseguia encara-lo, Gabi fica em silêncio, e eu vou ao seu socorro.
– Quando você volta? Já arrumei o quarto da pensão pra você. - eu falo
– Que p***a de pensão o que, você vai pra casa. - O Bê pergunta puto.
– Não eu não vou Bê, e peço que não me julgue, eu preciso seguir sozinha e longe de todos, se ficar reclamando eu nem volto.
– Cala a boca Bernardo. Grito com ele e dou um tapa no seu ombro.
– Aí tô dirigindo - ele reclama
– Eu volto, vou pra pensão e assunto encerrado.
– Ok - respondemos juntos.
– Mas vai falar com os pais?
– Ainda não estou preparada.
– Eles estão preocupados.
– Eu sei que estão, mas eu prefiro assim. Agora preciso desligar, amo todos vocês. E Bê, não fala para os pais, que falou comigo. - Ela desliga a ligação sem ao menos dar tempo dele responder, na mesma hora ele olha pra mim e fala, conta tudo.