*Maju*
Então acabo contando tudo o que sei e desde quando sei ele bate no volante com muita força, estava com muita raiva, eu nunca havia visto meu irmão desse jeito.
– Porque não me contou, não pediu ajuda, deixou ela sofrendo. - O Bê pergunta bravo.
– A anos estou tentando convencer aquela cabeça dura, mas acho que ele a ameaçava de alguma forma, para ela ficar tão na defensiva.
– Você tem dúvidas, e o que vamos fazer?
– Nada, não ouviu o que ela disse.
– Como vou ficar sem fazer nada, sabendo tudo o que sei?
– Não sei, só sei que o Luiz estava me esperando na saída da faculdade, ele sabe que sei onde a Gabi está.
– Vai ter que contar pro pai, pra ele colocar um segurança pra você. - Eu faço cara do gatinho do Sherek
– Ah não Bê, segurança não.
– Eu não vou poder te buscar todos os dias. - Eu cruzo os braços desistindo.
2 meses depois...
– Hoje que a Gabi chega? - Bernardo me pergunta em um cochicho.
– Sim por volta das 15hs
– Eu te encontro na faculdade e vamos juntos buscar ela.
– Beleza
– O que estão cochichando aí? - Minha mãe pergunta
– Nada mãe, só pedi ajuda pro Bê, sobre a faculdade.
– Porque será que não acredito em vocês?! - Ela retruca.
– Já tô de saída. - Dou um beijo no Bê e depois na mãe, e fujo dali, deixando Bê com cara de merda.
Estou ansiosa, mas parece que a hora não passa...
Foco nas atividades da faculdade, eu andei faltando, agora preciso correr, é final de semestre.
Olho no relógio e são 14:30hs, mande uma mensagem pro Bê.
Whats Maninho ??❤️
– Tá chegando?
– sim, pode descer.
– blz
– Miga vou precisar ir, você anota pra mim por favor? - Falo para a Jenne.
– Claro, na hora que estiverem indo pro morro me fala que encontro vocês na barreira.
– Fechou. - Dou um beijo nela e vou encontrar meu irmão. Ele chega e vamos pro aeroporto buscar a Gabi, tô com uma saudade da minha n**a, a gente briga, mais eu a amo demais. Chegamos e ficamos esperando por uns vinte minutos, pois o voou dela atrasou um pouco, mas logo vejo ela vindo.
– Cara Cancun fez bem pra ela. - O Bernardo fala olhando para a área de desembarque.
– Voltou outra mulher.
Nós dois estamos babando na nossa irmã, que vem em nossa direção com o sorriso de orelha a orelha, ela está usando um vestido rosa bebê, tomara que caia, colado no corpo, que por sinal está mostrando todas as suas curvas, minha irmã está parecendo mais jovem, de bem com a vida antes ela só vestia roupas que tampava tudo, camisetas, calças, até parecia ser mais velha, agora olhando pra ela assim, sinceramente, tô de boca aberta, ela chega já me abraçando.
– c*****o, quem é você e o que fez com a minha irmã?
– Olha boca menina, mas tenho que concordar, tá gostosa irmã. - Ele abraça ela forte também
– Agora vamos sair daqui pois tem câmeras. - Eu digo apreensiva.
– Verdade, tem um restaurante no caminho pra comunidade Esperança, estão com fome?
– Eu tô com fome, mas quero porcaria.
Ela fala rindo, estou amando essa nova versão dela, antes ela m*l conversava. - Diz a Gabi.
– Hummm adoraria coxinha de queijo com coca-cola e depois um pedaço gigante de bolo de chocolate.
– hummm delícia, eu quero também.
– Suas gordas. - Diz o Bê, e a gente ri da acra dele.
Gabi começa a contar como foi em Cacun, que fez amizades com uns Brasileiros, eles moram no Rio de Janeiro, ela estava pensando em ir visitá-los, eu estou muito feliz, de verdade. Chegamos na lanchonete e pedimos nossas gordices, o Bê pediu um suco de laranja e um sanduíche natural.
– Credo, sou mais minha coxinha, olha que delícia. - Falo puxando a coxinha com queijo esticando, a Gabi acha graça e faz igual pra provocar o Bê.
– Para de porquice, parece duas crianças. A gente só ri. - Reclama o Bê, acabamos de comer e o Bê olha sério pra ela e fala:
– Tem certeza que não quer ir pra casa?
– sim eu tenho, eu já não pertenço aquela casa a 5 anos.
– Você sabe que sempre vai pertencer aquela casa. - Eu falo.
– Não é a mesma coisa depois que você casa e aprende a se virar sozinha, você quer seu canto sabe?
– Mas na comunidade? - Bê começa a falar, mas a Gabi corta
– Sim, lá eu estarei segura, e qualquer coisa, eu ligo para vocês.
– Promete?
– Prometo.
– não vai falar nada Maju? - Bernardo pergunta serio.
– E o que eu teria pra falar?
– Que vai estar para o que ela precisar. - Ele me dá um tapa na cabeça
– Aí i****a. - bato de volta - eu não vou falar nada porque não vou sair de perto dela, minha amiga mora lá, então pra mim não vai ser surpresa, eu vou lá de vez em quando. Ele n**a com a cabeça e não diz nada.
*Gabi*
Chegar ao Brasil é um misto de medo e felicidade, medo do Luiz me encontrar, e felicidade por ver meus irmãos. Cancun pra mim foi a melhor coisa que podia acontecer, pois eu realmente me refiz, juntei todos os caquinhos que estava o meu coração, colei tudo bonitinho, refiz meu guarda-roupa, arrumei o cabelo fiz as unhas, coloquei cílios, estava me sentindo a última bolacha do pacote.