Logo o carro parou no estacionamento do condomínio deles, pois a única coisa que Anne queria nesse momento era poder estar no seu lar com a sua família de três! Com muito cuidado Marcos saiu com a filha nos braços, o motorista ajudou Anne a sair do carro, Marcos deu o braço pra ela, e assim seguiram pela portaria, já lá dentro a espera do elevador Anne olhou pro marido e disse:
—Meu amor, sua mãe aceitou de boa nós não irmos pra casa dela?
—Sim, ela disse que já sabia porque quando uma mulher sai do hospital com seu filho nos braços a única coisa que ela quer é sua casa, seu cantinho.
—Ai que bom, eu estava com receio de ter magoado-a.
—Anne, minha mãe gosta tanto de você que nada vai fazer ela ficar magoada com você, ela só nos quer ver feliz
—Verdade, todos pais querem isso pros seus filhos! E nós não vamos ser diferentes.
Nesse momento Marcos pensou na sogra, ficando apreensivo, pensando, quando vai ter coragem de falar sobre esse assunto com a esposa, que a mãe não é a mãe dela! Ele sacode a cabeça para espantar aqueles pensamentos, pois esse não é o momento, e se depender dele, adiará, o máximo que puder, pois não quer ver a sua amada sofrer com essa história nem tão cedo. O elevador chegou, eles entraram, Marcos apertou o botão e as portas se fecham, o elevador começar a subir quando ao chegarem no andar, a porta se abriu, eles saíram do elevador, caminham em passos lentos, já que ela está operada, quando chegaram na porta do apartamento a porta já estava entreaberta, Marcos deu passagem pra que a Anne entrasse primeiro e quando ela empurrou a porta todos gritaram.
"BEM VINDAS"
Anne levou um baita susto, pois ela jamais esperaria que todos estivessem ali esperando-os, seus pais, Rose e Pedro, Claudia e Márcio, que enganou eles direitinho dizendo que precisava ficar no hospital pra trabalhar.
E seu sogro, que assim como seu pai é muito difícil sair de casa, mas esse não é qualquer evento e a chegada da primeira neta deles, então, é claro que eles não iam perder esse momento tão especial pra todos.
Quando todos gritaram Marcos levou o dedo na boca e fez, xiii, para que não gritassem tão alto pois a ANALU iria se assustar, logo todos se lembraram que se excederam, e abriram caminho para que eles terminassem de entrar, Anne foi até o sofá e se sentou,
Marcos logo perguntou ao Márcio:
—Cara, como você chegou aqui primeiro?
—Então, eu falei pro Jofre, pra vir bem devagar e além do mais ele me deu uns minutos de vantagem então, eu vim que vim —ele fala piscando pro irmão que rir e o abraça.
Marcos, se aproxima da Anne e a pergunta: —Amor, levo ela pro quarto dela ou você vai ficar com ela aqui mais um pouco?
—Me dê ela aqui um pouquinho, depois levamos juntos!
—Tá bom, ele se aproxima e coloca a filha nos braços da mãe, que assim que pega e leva o rostinho da pequena Analu, até seu nariz, a cheirar, dona Cleyde, logo se senta ao lado da filha para que assim possa baba a neta, dona Sofhia, faz a mesma coisa, todos riram, Rose vendo aquela cena logo fala:
—Olha, já estou até vendo a disputa entre as avós —ela fala rindo onde todos riem também.
—Verdade! — Disseram, Cláudia e Márcio juntos.
Já Marcos não disse nada, pois ele não sabe até quanto essa harmonia vai ser possível, ele vai pra cozinha seu pai vai logo atrás, o quanto os dois estão sozinhos ele fala:
—Filho, precisamos conversar!
—Sobre o que papai?
Marcos sobre o Evans Lewis!
—Aqui não, vem comigo.
Os dois foram pro quarto do casal depois que entraram Marcos trancou a porta já falando:
—Pai, ele esteve no hospital para vê-las, eu não pude fazer nada, eu não sei como vou fazer!
Eu disse pra Anne, que ele é um parente distante! Mas eu não quero mentir pra ela pai, isso não vai acabar bem!
—Verdade, temos que nos encontrar com ele e saber qual e as intenções dele.
—Sim, vamos fazer isso, ele me deixou o contato dele, mais tarde ligarei e marcarei com ele! O senhor vai comigo?
—Sim filho, com certeza!
—Eles ouviram batidas na porta, Marcos abre e encontra Márcio que logo fala:
—Caramba, o que vocês têm de tão importante para conversarem de portas fechadas?
Marcos, Anne está lhe chamando para levarem a bebê pro quarto! Ela quer que eu filme vocês entrando no quarto!
—Tá, então vamos!
Mas o que vocês estavam conversando de portas fechadas?
—Como é curioso esse menino! —Marcos fala bagunçando o cabelo do irmão e falando:
—Assunto do hospital que não é pra ninguém sabe né Márcio, você sabe assunto da diretoria!
—Tudo bem, isso é assunto de vocês, eu nem quero saber!
Marcos esfrega a cabeça do irmão mais uma vez e fala:
—Mas um dia vai ter que saber afinal vai chegar a sua vez de ficar a frente de tudo por lá.
— Deus me livre! Pode ficar a vontade e não tenha pressa de sair do seu cargo — Márcio fala rindo pro irmão.
E assim os três segue e chega na sala, assim que Anne vê o marido logo fala:
—Amor pega ela e vamos colocá-la no berço, pois não quero ela muito no colo pra ela não ficar manhosa, e depois só querer colo.
—Sim verdade — disse Marcos, se aproximando e pegando a filha dos braços da esposa, em seguida eles seguem pro quarto de Analu, quando Anne chega em frente a porta, ela vê a placa com o nome da filha pendurada.
—Quem mandou fazer essa placa?
Ficou linda! — Ela fala olhando pro marido, que rir e fica todo prosa.
—Quando foi que você fez, Marcos?
—Meu amor, isso é uma longa história, que depois eu vou ter o prazer de te contar —ele fala coçando a nuca.