MEIA MENTIRA PODE?

1720 Palavras
O SANGUE!!! Depois que saiu do banho Marcos foi ver a filha pois ele já estava com muita saudade dela, principalmente daquele cheirinho que ela tem desde que nasceu, ao entrar no quarto, viu que ela estava acordada no berço, a babá não estava no quarto, então, a pegou e foi até a janela cheirando sua cabecinha, e falando baixinho: —Como eu amo você e sua mãe! Anne, que tinha ido atrás dele no quarto do casal e não o encontrou seguindo pro da filha ao abrir a porta, o viu de pé na porta, o ouviu e logo falou: —Nós sabemos e nós também te amamos! Ele se virou e disse: —Oi meu amor, você está aí! Meu amor vem até aqui! Ela se aproximou colocando o braço em volta da cintura dele, falando: —Marcos, o que está acontecendo? Eu te conheço, alguma coisa está acontecendo não está? —Sim, mas não é o momento para nós conversarmos! Vou te contar, mas na hora certa, só te peço que você confie em mim, Anne aconteça o que acontecer, confie em mim! —Marcos, por que você não me fala de uma vez o que está acontecendo! Você sabe que eu não gosto de ficar assim no escuro, essa sensação de achar que estão me escondendo alguma coisa é pior do que saber logo, mesmo estando assim impossibilitada como eu estou agora…meu amor, você está de resguardo, quando passar, nós vamos nos sentar e conversar, mais por hora peço que confie em mim, tá bom! Eu tenho um pedido pra te fazer o Evans Lewis, quer vir visitar vocês, ele quer ver Analu, então, ele pode vir? —Sim, meu amor, se ele é um parente, mesmo que seja distante e sempre um parente né! —Sim Anne, mais ninguém pode saber que ele está por perto, nem minha mãe, Nem ninguém da sua família, Promete pra mim que você não vai falar sobre ele com ninguém, é muito importante que ninguém saiba! —Nossa Marcos, assim você me assusta! Ele é um fugitivo? —Mais ou menos, —Como assim mais ou menos Marcos? —Anne, depois eu te explico melhor o que ele e pra nós, por agora só te peço que me ajudar a guardar esse segredo pode ser? Como Anne não respondeu, ele a olhou ao ver que ela estava pensativa, perguntou de novo: —Então Anne, posso contar com a sua descrição? Você me ajuda a guardar esse segredo? —Sim meu amor, sim, Marcos, então, deixe vê se eu entendi, só nós dois podemos saber que ele está por perto! —Sim, meu amor, você entendeu direitinho! Eu estava aqui achando que você não ia aceitar, mas você mais uma vez me surpreendeu! Anne, você não imagina como eu estou aliviado de dividir esse peso com você! Afinal eu estava aqui imaginando como eu ia fazer pra ele vir te visitar. —Marcos, você acha seguro um homem desses perto da nossa filha? —Como assim? ele não fez nada de errado! —Como não Marcos, você acabou de dizer que ele é um homem fugitivo! —Não Anne, eu disse mais ou menos, ele não se dá bem com a família e por isso ninguém quer ele por perto, é bem diferente. Ele está longe a muito tempo, mas ele é um cara bem legal, assim que ele soube do seu estado, ele veio e me procurou se colocando a disposição pra qualquer coisa, então, posso falar com ele que pode vir? —Sim, meu amor, se for assim então, tudo bem, Eu concordo! —Ótimo! Então vamos almoçar? —Sim, foi pra isso que eu vim te procurar! —Anne não fala pra minha mãe, —Tá, tudo bem! —Obrigado meu amor, bem que meu pai disse que você ia entender. —Como assim, seu pai sabe dele? —Sim, quando ele veio me ver no hospital, meu pai estava comigo! Então, eles se encontraram. —E tudo bem pro seu pai? —Sim, ele e meu pai se dão bem! E assim eles seguem abraçados para sala. Marcos, Anne e dona Sofhia, sentaram pra almoçar! Depois de almoço a senhora se despediu e foi embora ficar com o marido, que até então, ela acreditava que ele tinha ido pra uma reunião falar sobre assunto do hospital e que não foi nada produtivo, m*l sabia ela que o marido e o filho estava mentindo e que a preocupação do marido era por causa da situação do filho e da nora, que estão preste a ser vítima de uma bomba, que está preste a estourar a qualquer momento, e que a família tanto Quikis como na Vallério, pode nunca mais se recuperar desse baque, já que todos que estão ligada a Anne e Marcos que uma vez atingido, todos por perto serão atingidos. E pra passar pelo vendaval que está por vir, todos terão que estar bem unidos pelo bem da Anne e da Analu. Depois de almoço Marcos e Anne fora se deita um pouquinho pois até às quatorze horas Anne podia descansar bastante, Marcos aproveitou também pois a conversa com o senhor Lewis, foi bem exaustiva. A tarde chegou, Cláudia e a mãe chegaram, Anne que já tinha tirado uma boa soneca e já estava bem descansada, sentada no sofá da sala às esperando subirem, já que o porteiro avisou, que elas estavam subindo! Logo elas chegaram, assim que elas entraram, Anne já foi logo falando: —Por favor, leve as mãos e passe álcool gel que está ali — ela fala apontando para o álcool em cima da mesa, como elas já sabem os procedimentos, já foram fazendo tudo direitinho sem reclamar, a mãe logo perguntou, então, hoje eu vou poder pegar minha neta no colo? Porque até agora eu ainda não a peguei! —Sim mamãe, vai sim! E vamos todas, tirar fotos juntas, afinal vocês são a minha família, né! —Sim, meu amor — fala dona Cleyde, toda animada, elas foram pro quarto da Analu, e lá ficaram por muito e muito tempo, enquanto isso Marcos nem do quarto saiu, pois não fazia questão nenhuma de ver a cara da sogra. Anne pediu à babá que batesse as fotos delas com Analu, e assim elas passaram uma tarde maravilhosa, a mãe não queria nem dá à neta para a tia Cláudia, segura um pouquinho antes de ir embora. Cláudia então falou, amanhã eu venho sozinha sem a senhora, só assim eu vou ter a minha bonequinha só pra mim! —Não, claro que não! Você não vai fazer isso com a sua mãe! Ou vai? Rindo, Anne pergunta a Cláudia: —E aí irmãzinha, como vai a vida de faculdade, estágio e namoro? —Uau! Bom, eu estou indo muito bem em tudo! E Márcio está se comportando maravilhosamente bem também! —Nossa jura! Logo ele! Que sempre foi muito mulherengo! —Ah irmã, mas comigo é diferente ou ele anda direitinho ou fica sem mim! —Uau! Isso é poder — Anne fala rindo onde todas riram. Elas ficaram mais um tempo juntas conversando até que Analu adormeceu, Cláudia então colocou ela no berço e elas saíram do quarto e foram pra sala, fizeram um lanche e ficaram na varanda conversando, então Anne falou: —Mamãe, por que meu sangue é diferente de todos da família? Ao ouvi-la, a mãe que estava bebendo água cuspiu a água da boca pois não esperava a filha lhe fazer aquela pergunta. Ela teve uma crise de tosse! Cláudia teve que ajudá-la dando tapinha nas costas e levantando os braços dela. Cláudia então, fala: —Como assim seu sangue é diferente do nosso, que história é essa? E o que isso tem haver? Isso lá importa? —Isso mesmo, Marcos me falou que eu quase morri porque ninguém achava o tipo sanguíneo compatível ao meu! Então eu falei, que isso não podia ter acontecido já que a mamãe tinha o mesmo tipo do meu! Foi aí que ele me disse que não! Que ninguém da minha família era compatível comigo! Tiveram que pedir de fora, então eu fiquei pensando e me lembrei que quando era menina, cai de bicicleta, lembra mamãe? Eu cai muito feio, me cortei no aro da roda da frente, perdi bastante sangue e o médico disse que eu estava bem fraca, que era melhor que tomasse sangue, pra poder me recuperar mais rápido, você ligou desesperada pro papai, dizendo que eu ia precisar de sangue, Mais naquela época você entrou na sala e voltou com um curativo no braço! Eu e o papai achamos que você doou sangue pra mim. Ele te perguntou na época, e você disse que sim, com a cabeça, mas disse. Foi tudo tão rápido, logo eu pude tomar o sangue, Mas, dessa vez seu sangue não serviu, porque não é o mesmo que o meu! Mamãe, como pode? Eu não estou entendendo nada. Tem alguma coisa que eu devo saber? Se tiver pode contar, eu aguento…Anne, não tem nada pra te contar! Cláudia está tarde! precisamos ir. —Mamãe, eu sou adotada? É isso? — Perguntou Anne já chorando. —Anne, não fale o que você não sabe! — Falou a mãe desviando o olhar. Assistindo aquela conversa estranha, Cláudia fala olhando para a mãe: —Fala mamãe, eu também quero saber! Bom, isso é bem fácil, eu posso fazer um teste de DNA, para tirar minhas dúvidas, sabia? —Para de besteira vocês duas, tchau meu amor, a mamãe te ama muito — falou se despedindo e segundo para a porta, mas antes de sair olhou mais uma vez para a filha e falou: — Fique bem — dito isso saiu igual um foguete, seguiu direto pro elevador sem esperar pela Cláudia, já lá gritou: —Cláudia, você vem ou não vem? Cláudia abraça Anne dizendo: —Minha irmã, não fica pensando nisso, você não é adotada, seu sangue deve ter puxado o sangue r**m da família dela, por isso ela não quer falar, você sabe que ela não gosta deles. Elas se despedem, e Cláudia vai embora também. Já Anne, fica ali sentada pensando na reação da mãe, e diz pra si mesma: —Aí tem coisa e eu vou descobrir. Ah, se vou!
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