
Antes da casa cheia, antes dos filhos geniais, antes dos churrascos com seis padrinhos e das apostas sobre o sexo de um bebê que insistia em se esconder… havia silêncio.
Havia uma menina chamada Iva, que sonhava com domingos em família, com uma mesa comprida e risadas que se misturassem ao cheiro de pão de queijo.
Havia um rapaz chamado Rafael, que acreditava em amor como quem acredita em terra fértil com paciência, com fé, com mãos abertas.
Eles se encontraram.
Não com fogos, mas com constância.
Não com promessas, mas com presença.
Vieram Caio e Tito, dois gêmeos com mentes inquietas e corações gigantes. Um desmontava o mundo para entender, o outro observava em silêncio para sentir.
Vieram os amigos: Cassio, Junior, Leonor, Gisele, Lucas, que não eram só companhia, eram família escolhida.
Veio Rael, com seu jeito contido, e Veridiana, com sua coragem de recomeçar.
E por fim, veio Maria Cecília, a menina que virou travessura, afeto e poesia e que fez os irmãos comerem dobrado com seus olhos brilhantes e planos secretos.
A história da família Alencar não começou com grandes eventos.
Começou com escolhas pequenas.
Com um olhar no batente da porta.
Com um beijo entre correções de trabalhos.
Com um “vamos tentar” dito no meio da bagunça.
E foi crescendo.
Com cada abraço, cada pergunta difícil, cada ultrassom misterioso, cada almoço improvisado.
Com cada vez que Iva e Rafael se olharam e souberam:
— A gente fez tudo certo.
Este é o começo.
De uma história sobre amor que vira lar.
Sobre filhos que viram mestres.
Sobre amigos que viram irmãos.
Sobre uma vida que, mesmo imperfeita, é absolutamente inteira.

