Quando o elevador chegou ao térreo, ele saiu com sua habitual compostura, cumprimentando brevemente o recepcionista com um aceno de cabeça. Do lado de fora, seu motorista já o aguardava no carro preto com vidros escurecidos. Getúlio entrou sem dizer uma palavra, fechando a porta atrás de si. "Para o escritório," ordenou ele, a voz firme como sempre. O motorista assentiu e colocou o carro em movimento. Enquanto a cidade passava pelas janelas, Getúlio refletia sobre os próximos passos. Chantagens não eram novidade para ele, mas esta precisava ser meticulosamente executada. Rafael já havia se aproximado perigosamente da verdade em uma ocasião, e Getúlio não podia se dar ao luxo de ser descuidado novamente. "Clara precisa desaparecer," murmurou para si mesmo, olhando pela janela. "E Rafael

