O silêncio no quarto foi rompido pelo som seco da cadeira de afastando. Getúlio se levanta, sua bengala batendo ritmicamente no chão enquanto ele se aproximava de Clara. A luz da lâmpada incandescente refletia em seu rosto austero, e o olhar frio e calculista que ele lançava sobre Clara fazia seu peito se apertar ainda mais. Getúlio parou ao lado da cama, puxando o celular do bolso interno de seu paletó. Ele desbloqueou o aparelho com calma, cada movimento meticuloso e calculado. O brilho da tela iluminou suas feições, e ele girou o celular na direção de Clara, aproximando-o do rosto dela. "Olhe," disse ele, sua voz seca e autoritária. Clara queria desviar o olhar, mas era impossível. Seu corpo permanecia paralisado, e ela foi forçada a encarar a tela. A primeira imagem era nítida: Rodr

