A porta do quarto se fechou atrás do fotógrafo, e o silêncio pairou pesado no ar. Rodrigo sentou-se na beira da cama, seus olhos fixos em Clara como um predador que finalmente tinha sua presa. Ele respirou fundo, absorvendo cada detalhe: os cabelos dela espalhados sobre o travesseiro, a expressão inerte em seu rosto, o movimento quase imperceptível de sua respiração. "Agora é só você e eu, minha querida," disse ele, sua voz carregada de um tom doentio de satisfação. Ele se inclinou sobre Clara, seus dedos deslizando pela lateral do rosto dela. Clara tentou mover a cabeça, mas o corpo ainda não respondia. Sua mente gritava, mas era como estar presa em um pesadelo do qual não podia acordar. Rodrigo aproximou os lábios dos dela, beijando-a com um fervor que fazia sua pele se arrepiar de de

