DANTE (O passado cobra. O poder responde. O amor não recua.) Existem nomes que não se dizem em voz alta. Não por medo infantil mas porque pronunciar certos nomes é como acender luz num lugar onde monstros ainda respiram. Eu conhecia aquele padrão. Movimentação rápida. Dinheiro limpo demais. Silêncio coordenado. A ligação para Lara não foi improviso. Foi assinatura. — É ele — murmurei, encarando os relatórios projetados na parede. — “Ele” quem? — Lara perguntou, sentada à mesa, os dedos entrelaçados com calma treinada. Respirei fundo. — O homem que me ensinou tudo, e tentou me destruir depois. O silêncio que caiu não era vazio. Era denso. — Nome — ela exigiu. — Augusto Valença. Ela franziu a testa. — O magnata do setor financeiro? O filantropo? — O predador — corrigi.
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