Pré-visualização gratuita O encontro na fronteira
📖 Almas de Fera
Capítulo 1 – O Encontro na Fronteira
O sol começava a desaparecer no horizonte, pintando o céu de tons dourados e avermelhados. As vastas terras do continente das Feras viviam mais um dia de paz.
Ao norte, erguiam-se as majestosas planícies da Tribo dos Leões. Grandes construções de pedra dourada adornavam a capital, e no centro de tudo encontrava-se o enorme palácio real.
No alto das muralhas, observando o reino, estava o rei Kael.
Alto, forte e de presença imponente, Kael era admirado por todos. Os seus longos cabelos loiros brilhavam sob a luz do entardecer, enquanto os seus olhos vermelhos observavam cada detalhe do horizonte.
Apesar da sua juventude, Kael era conhecido como um governante justo e corajoso.
— Majestade, a patrulha está pronta — informou um dos guardas, ajoelhando-se.
Kael assentiu.
— Hoje irei patrulhar pessoalmente a fronteira oeste.
Os guardas trocaram olhares. A fronteira entre os territórios era segura, mas Kael gostava de verificar tudo com os próprios olhos.
Pouco tempo depois, Kael cavalgava acompanhado por alguns guerreiros.
O vento soprava suavemente quando um cheiro estranho alcançou o seu olfato aguçado.
Kael levantou imediatamente a mão.
— Parem.
Todos obedeceram.
— O que aconteceu, Majestade? — perguntou um soldado.
Kael fechou os olhos por um instante.
— Há sangue.
Sem perder tempo, ele desceu do cavalo e seguiu sozinho pela vegetação.
Após alguns minutos, encontrou algo inesperado.
Entre as ervas altas, deitada junto a uma rocha, encontrava-se uma pequena raposa de pelagem ruiva. A ponta da sua cauda era n***a, algo pouco comum.
Ela estava gravemente ferida.
Havia arranhões profundos nas patas e sangue manchava o seu pelo.
Kael aproximou-se lentamente.
— Uma raposa...? Como foste parar aqui?
A pequena criatura estava inconsciente.
Kael observou-a por alguns segundos. Embora não pertencesse ao seu território, abandoná-la ali significaria a morte certa.
Sem hesitar, retirou o seu manto e envolveu cuidadosamente a raposa.
No instante em que a pegou nos braços, a pequena raposa moveu ligeiramente as orelhas, como se reconhecesse o calor.
— Não te preocupes — disse Kael calmamente. — Vais sobreviver.
Os soldados ficaram surpresos quando viram o rei regressar carregando uma raposa.
— Majestade, pretende levá-la para o palácio?
— Sim. Chamem imediatamente os curandeiros.
Ninguém ousou questioná-lo.
Enquanto regressavam ao reino, a pequena raposa permaneceu inconsciente nos braços do rei, sem imaginar que acabara de entrar na vida daquele que mudaria completamente o seu destino.
Continua...