📖 Almas de Fera
Capítulo 16– d****o
O quarto de Zaira permanecia silencioso.
O ciclo das raposas tinha atingido o seu ponto mais intenso, e a princesa sentia a sua energia animal mais agitada do que nunca.
O seu corpo estava muito quente, o coração batia rapidamente e as emoções pareciam muito mais fortes do que o normal.
E o seu d****o s****l só aumenta drasticamente.
Zaira respirou fundo, tentando acalmar-se, como os anciãos lhe tinham ensinado.
— Concentra-te... inspira... expira... — repetiu para si mesma.
Do lado de fora do quarto, Selene e Arion permaneciam atentos.
Mesmo através da porta fechada, conseguiam sentir o cheiro do d****o da filha que estava extremamente instável.
Selene suspirou, preocupada.
— Está a ser muito difícil para ela.
Arion assentiu.
— É o primeiro ciclo dela depois do acidente. Era esperado que fosse mais intenso.
Nesse momento, o ancião Orion aproximou-se.
— Como está a princesa?
— A energia dela continua muito elevada — respondeu Selene.
O ancião assentiu calmamente.
— Então devemos continuar com as ervas calmantes e os exercícios de meditação. O mais importante é que ela se mantenha calma e se sinta segura.
Selene sorriu.
— Não sairemos daqui.
Dentro do quarto, Zaira abraçou uma almofada e fechou os olhos, sentindo um calor profundo queimando o corpo dela.
Embora estivesse a fazer o possível para manter o controlo, sentia-se exausta.
Poucos instantes depois, ouviu uma batida suave na porta.
— Posso entrar? — perguntou Selene.
— Sim, mãe...
A rainha entrou trazendo uma bandeja com chá de ervas preparado especialmente pelos anciãos.
Sentando-se ao lado da filha, Selene acariciou-lhe os cabelos.
— Estás a ser muito forte, meu amor.
Zaira baixou as orelhas.
— É mais difícil do que eu imaginava.
— Eu sei — respondeu Selene suavemente. — Mas não estás sozinha. O teu pai, eu e todo o reino estamos aqui contigo.
Zaira encostou a cabeça no ombro da mãe.
— Obrigada, mãe.
Selene sorriu e abraçou-a.
Do lado de fora, Arion observava a cena pela porta entreaberta.
Um pequeno sorriso surgiu no rosto do rei.
A sua pequena estrela estava a crescer.
E, apesar das dificuldades, estava a aprender a controlar a poderosa herança das raposas.
Continua...