Pré-visualização gratuita 1 Cicatriz.
1 Cicatriz.
Cicatriz narrando.
Quem vive no morro aprende cedo que o silêncio nunca dura muito tempo .
Abro os olhos e fico alguns segundos parado, escutando.
Então escuto o primeiro disparo , Depois mais três.
Cicatriz. - Caralho...
Levanto da cama num pulo.
Meu corpo inteiro entra em alerta, Não é rojão.
Não é comemoração, É guerra.
Pego a pistola que tá em cima do criado-mudo e caminho até a janela.
Lá embaixo, o morro parece um formigueiro.
Homens correndo.
Moto subindo.
Gente gritando.
E então o rádio chia.
Xx — Patrão! Patrão! Tão invadindo pela Baixada!
Meu maxilar trava.
Filhos da p**a.
Eu sabia que uma hora eles iam tentar.
Só não imaginei que teriam coragem.
Passo a mão pela cicatriz que corta meu rosto.
Um hábito antigo.
Uma lembrança constante.
A marca que me deixaram naquela noite.
A marca que me transformou no homem que eu sou hoje.
Cicatriz — Quantos?
Xx — Mais de trinta homens armados.
Dou uma risada seca.
Trinta.
Eles realmente achavam que era suficiente.
Pego o fuzil e saio do quarto.
Quando chego do lado de fora já encontro meus soldados armados.
Todos esperando uma ordem.
Todos olhando pra mim.
Porque nesse morro existe uma regra.
Enquanto eu respirar...
Ninguém toma o que é meu.
Cicatriz — Fecharam as entradas?
Xx — Sim, patrão.
Xx — Os olheiros?
Cicatriz — Todos posicionados.
Assinto.
Cicatriz — Então tá na hora de mostrar pra esses arrombados por que esse morro continua sendo nosso.
Os caras concordam com a cabeça,
A adrenalina toma conta do ambiente.
Saio de casa , e caminho em direção à rua principal.
O som dos tiros aumenta.
Mais perto.
Mais intenso.
Mais mortal.
Quando viro a esquina, vejo um dos meus homens cair.
Um tiro no peito.
O corpo bate mais ele tá vivo , faço sinal, e puxam ele pro canto .
Meu sangue ferve , não por ele ter ferido
Por que isso faz parte do jogo.
Mas porque alguém ousou desafiar meu comando.
Alguém ousou entrar no meu território.
Levanto o fuzil , Miro. Disparo.
Um. Dois. Três.
Um deles cai , , Logo atrás dele, outro.
E outro.
O caos toma conta do morro.
Tiros cruzam o céu.
Vidros quebram.
Mulheres puxam crianças para dentro de casa.
Portões batem.
Os becos se transformam em campos de batalha.
E eu avanço.
Sem medo.
Sem hesitação.
Porque eu já morri uma vez.
Naquela noite em que fui traído.
Na noite que eu pensei que nao ia cosegui,
Mas sobrevivi.
E desde então existe apenas uma coisa que me mantém vivo.
Vingança.
Um homem aparece na minha frente.
Arma apontada. , Olhos arregalados.
Ele hesita.
Eu não.
O disparo acerta sua perna.
Ele cai gritando.
Me aproximo devagar.
Vejo o terror estampado no rosto dele.
Cicatriz — Quem mandou vocês?
Ele cospe sangue.
Xx — Vai pro inferno.
Dou um chute na costela dele.
Cicatriz — Perguntei quem mandou.
Xx — Nunca vou falar.
Ajoelho ao lado dele.
Encosto a arma na testa dele.
Cicatriz — Todo mundo fala.
Dessa vez ele treme.
Mas antes que consiga responder, uma explosão ecoa pela comunidade.
O chão treme.
Meu rádio chia novamente.
Xx — Patrão!
Cicatriz — Fala!
Xx — Invadiram o galpão!
E aí a minha ficha cai , Me levanto imediatamente.
Cicatriz — Segurem a linha de frente!
Xx — Mas, patrão...
Cicatriz — Agora!
Corro pelos becos , Desviando dos tiros.
Dos corpos. , Da fumaça.
Cada segundo importa.
Porque alguma coisa me diz que essa invasão não é apenas uma disputa de território.
É pessoal , Muito pessoal.
E quando chego próximo ao galpão, vejo as chamas começando a subir.
Meu olhar endurece,por que eles não vieram aqui querendo o morro, não vieram tomar mercadoria , vieram tenta me deixa fraco , e isso quer dizer que tem coisa maior pra acontecer ,só que eles não me conhecem, não sabem quem eu sou , mais eles vai descobrir.
Cicatriz - fumaça, sobe pro galpão.
Fumaça - tô chegando.
Os fogos estouram no céu, e isso quer dizer que acabou a invasão, mais não acabou , por que isso tá só começando.
Meu Vulgo é Cicatriz, mais isso vocês já sabem , o que vocês não sabem é por que , e isso vocês vão saber depois , sou dono do morro do Alemão, eu herdei o morro do meu pai , e eu não tinha vulgo , por que nasci e cresci no morro , e todos me conheciam , então eu usava o meu nome mesmo. Na verdade só as iniciais, mais depois do que aconteceu, eu mundei , não só o vulgo , mais tudo , por que naquela noite o RF morreu, e o cicatriz nasceu .
Fumaça - p***a , eles vieram pra dar prejuízo.
Cicatriz - tentaram, e tu já sabe o que fazer .
Fumava- já é, ele já tá na salinha .
Cicatriz - tô indo pra lá, quero o relatório na minha mesa quando acabar.
Subo na moto que um dos vapor trouxe pra mim .
Saio do galpão, e vou direto pra salinha, por que hoje eu mostro pra mais um filho da p**a que acha que eu durmo no ponto, mais faz tempo que eu não sei o que é dormi , muito menos no ponto , e hoje eles vão saber disso de um jeito não muito agradável.
continua .
MEUS AMORES , MAIS UM LANÇAMENTO PARA VOCES , ESPERO QUE GOSTEM E ME ACOMPANHEM EM MAIS UMA HISTÓRIA CHEIA DE MISTÉRIOS , DESCOBERTAS , E REVIRAVOLTAS , ENTAO NAO DEIXE DW ADCIONAR NA BIBLIOTECA, INDICA PARA AS AMIGAS , E PRINCIPALMENTE, DE COMETAR BASTANTE .