Bárbara | Babi 💖 - Recife | PE 🌙
O silêncio daquele carro estava me matando, a minha bonequinha dormia como se não houvesse amanhã, fazendo eu quase chorar por saber que a noite vai ser péssima, já que ela tá dormindo desde das duas da tarde e já são quase oito da noite, segundo o Everton, estávamos quase chegando no lugar, minha b***a já não aguentava mais ficar sentada.
Apesar de ter parado para descansar, eu ainda estava morta de cansada, depois do maldito beijo eu não preguei os olhos.
Ele não podia ter feito isso, não podia me usar dessa forma, o que o Emerson vai pensar de mim quando ficar sabendo? Não quero nem imaginar.
Suspiro fundo tentando tirar esses pensamentos de mim, tô a viagem inteira tensa, chega minhas costas ardem de dor, vejo ele me olhar de r**o de olho mas nem ligo.
Vejo a placa "bem vindo a recife" e fico até mais leve, agora sim estava mais perto do tal lugar que iríamos ficar e longe dos b.o que nos envolvia no Rio de janeiro.
__ estamos perto de verdade agora, é uma comunidade, mas é diferente do Rio, aqui não é tão explícito como lá. - apenas assenti e ele não falou mais.
O carro andou mais um
pouco e logo subiu uma ladeira e parou em uma rua com pouco movimento.
Tinha poucas casas aqui e pouquíssimo movimento, mas como ele falou, não tinha ninguém com armas ou vendendo drogas na frente de todo mundo, era uma outra realidade.
Ele para em uma casa normal, toda branca por fora, muro alto e cercas elétricas.
__ essa vai ser a casa que vamos ficar por um tempo, os quartos ficam no primeiro corredor.- falou parando o carro. - aqui a chave, entra com a ratinha, vou resolver uns bagulhos e já broto. - estalei a língua no céu da boca com raiva por ter que ficar sozinha em um lugar que não conheço nada, mas ele não ligou e nem deu moral.
Desci abrindo o portão e entrei dentro vendo um mini quintal por ali, olhei pra trás e ele ainda estava lá no carro esperando eu entrar de vez e fechar o portão, acenou com a cabeça como se mandasse eu entrar logo e assim eu fiz, entrei e fechei o portão de alumínio que tinha.
Olho ao redor vendo uma outra grade, toda branca, coloco a mini chave no lugarzinho, ainda com a minha neném apagada no colo e abro, finalmente entrando no terraço da casa, que tinha uma mini mesa e umas cadeiras ao redor, me fazendo deduzir que seja pra tomar um chá da tarde, comer um biscoito ou bolacha e levar um vento na cara.
A porta era de vidro, coloco a outra chave e abro para os lados entrando na sala que tinha um sofá tipo L grandão, alguns quadros de frases sobre a bíblia, um ar condicionado e uma tv, acabei dando um sorriso fraco me sentindo confortável.
Coloco a neném em cima do sofá com o intuito de acordar ela, dar um banho, um tête, sei que criança recém nascido até uns três meses só faz dormi, mas a minha passa do limite.
Cheirei o pescoço dela que resmungou abrindo os olhinhos.
__ acordou filha.- falei com ela enchendo ela de beijinhos que riu baixinho.
Fiquei brincando com os brinquedos educativos dela ali, até dar o tempo do corpo dela esfriar, ainda nem sabia como era o resto da casa, mas sabia que minha bebê precisava se refrescar e tirar o cheiro da viagem.
Tirei a roupinha que ela vestia deixando ela apenas de fralda e calcinha, sair da sala entrando na primeira porta que eu vi, era um quarto, com uma cama de casal e ao lado um mini berço, tinha também um guarda roupa e eu resolvi abrir e acabei sorrindo boba ao ver várias roupas no estilo que eu gosto e também várias roupinhas, fraldas e tudo que minha filha tem direito, é incrível como o Vt pensa em tudo, está sempre um passo a frente.
Coloquei a neném com cuidado no berço, coloquei alguns brinquedos ali para ela não chorar e fui separar as coisas para ela tomar um banho, peguei uma fralda descartável, uma calcinha e uma blusinha de alça, perfume, shampoo e sabonete, pomada e a escovinha de cabelo, apesar dela ter pouquinho e bem ralinho.
Deixei tudo organizado e aproveitei que a neném estava calma e fui procurar o banheiro, sair abrindo de porta em porta, na verdade só tinha mais duas, e foi a segunda que eu achei o banheiro, simples, porém adptado para os banhos da bebê, o Everton é ótimo como tio, sempre pensando na Helena.
Abri a torneira que dava para a mini banheira que tinha em cima da pia e a água era morna, deixei ela encher até a metade e desliguei, voltando novamente para o quarto.
Pego o sabonete líquido, a toalha, o shampoo e minha neném no colo voltando para o banheiro, ela já começa com os mini gritinhos quando ver a água, um drama só.
__ sem drama garotinha, um banho pra ficar cheirosinha pra mamãe. - cheiro o pescoço dela que dar uma gargalhada, deixo as coisas por ali e tiro a calcinha dela, em seguida a fralda que estava só xixada, despejo um pouco de sabonete líquido na água e vou colocando ela aos poucos, já ouvindo os resmungos, seguido do choro alto. - calma amor, vai ser rapidinho.- falo tentando conter o choro dela.
Dou um banho nela rapidinho ouvindo o chorinho fino.
__ pronto amor, acabou já. - falei saindo com ela do banheiro e ela ainda chorava baixinho, r**m de banho é essa.
Volto para o quarto pondo ela no bercinho dela e começo enxugando ela que ainda resmungava, chatinha demais.
Passo pomada nos lugares que tem que passar, e logo depois já coloco a fralda descartável, colocando a calcinha e por fim a blusinha de alça.
Penteei os poucos cabelos dela e passei o perfume, coloquei os brinquedos dela por ali no berço com ela e fui cuidar em mim também.
Minha filha é bem chatinha, birrenta, mas em questão sobre isso, sobre deixar ela no berço com os brinquedos dela pra eu fazer as coisas em casa, ela não faz birra nem nada.
Guardo as coisinhas dela que tirei do lugar e fui procurar uma roupa pra mim, como amamento eu prefiro sempre um vestido ou uma blusa que seja fácil de abaixar, não gosto de nada apertado, porque na hora que a criança chora, a mãe perde até o juízo.
Pego um vestidinho solto, meus produtos e vou tomar um banho rapidinho.
Entro no banheiro vendo a bagunça que deixei quando dei o banho da minha boneca e cuidei em logo ajeitar, pelo visto, essa casa tem um banheiro só, vai ser babado.
Esvaziei a banheira, enxuguei o chão que molhou um pouco e finalmente fui tomar meu banho, tava louca pra comer um cachorro quente hoje, espero que tenha os ingredientes pra fazer.
Enquanto tomava banho meus pensamentos voou para o maldito beijo, eu não podia, mas tava lembrando o quanto encaixou, o quanto ele beija bem e tem um gostinho doce na boca.
Fiquei extremamente p**a por ele ter feito isso, eu sou a mulher do irmão dele, ele tinha que no mínimo me respeitar, sabe que estou confusa em relação a tudo que o Emerson aprontou e ainda tem o puerpério que estou passando e mesmo assim, ele ousou me beijar, me deixando mais ainda confusa, mas não posso negar o que eu sentir.
Me sentir viva, desejada e o pior é que foi bom, tão bom que só de lembrar eu fico toda molhada, que pecado.
Saio dos meus pensamentos e termino meu banho em paz.
Saio do box fechando o chuveiro e me enxugo, coloco o vestido sem calcinha e sutiã mesmo, ajeito os produtos na pia do banheiro e saio estendendo a toalha.
Passo pelo quarto vendo minha boneca brincando intertida e solto um risinho, parece que sabe que preciso fazer as coisas e fica quietinha, aproveitei para ir na cozinha, abrir a geladeira e vi que tinha de tudo, como sempre o Vt exagerando, mas melhor pecar pelo excesso do que deixar faltar.
Passo um tempo procurando e acho a salsicha, pego seis unidades e fecho a geladeira, abro o armário a procura de uma panela pequena e acho uma preta linda de inox, ligo a torneira enchendo um pouco a panela e coloco as salsichas dentro, ligo o fogo e coloco para escaldar.
Deixo ali e volto para o quarto pegando o celular pra mandar uma mensagem para o VT, sei que estamos de bico virado um para o outro, mas hoje eu queria comer um cachorro quente e só falta o pão.
📱Whatsapp 📱
__ oi, se puder trazer dois reais de pão para o jantar, fiz cachorro quente. - mandei a mensagem e deixei o celular de lado, morrendo de vergonha.
Nem no celular peguei novamente, vi ele apitar com mensagem, mas me neguei a pegar, só fui terminar meus afazeres.