Everton | VT 🥵 - Rio De Janeiro 🌞
Enquanto tomávamos café calados, eu pensava nos b.o's que teria que resolver, assim que botar os pés em Recife.
Tanto no Rio, como no Recife e em outros lugar, eu tenho o comando de algumas favelas, tem sempre um mano meu de frente me representando, mas tem sempre uns caô que eu preciso ir pessoalmente resolver, é f**a.
__ vamos ficar muito tempo no tal lugar que vamos? - perguntou comendo a crepioca dela.
__ se pá sim loira, acho que bagulho de um mês pra eu resolver uns b.o lá e também pra despistar os caras, se ligou? - ela assentiu contra gosto.
Não tinha muito o que fazer, ou era viver dessa forma até os filhos da p**a desistirem, ou vala na certa.
__ preciso arrumar um postinho por lá para vacinar a Helena, ela daqui uns dias faz três meses e como não vamos estar no Rio, impossível deixar sem a vacina. - falou toda preocupada e eu ri, m*l sabe ela que eu já organizei tudo.
__ já te disse pra confiar em mim loira, já tá tudo no esquema, única coisa que você tem que fazer é cuidar da ratinha, o resto é comigo. - ela assentiu terminando de comer e eu fiz o mesmo, precisava dormir nem que seja duas horas, daqui pra Recife ainda tem chão.
Depois de comer ela levanta indo até o banheiro escovar os dentes e eu vou até a varanda acendendo um fino, precisava relaxar e pôr as idéias no lugar.
Enquanto subia um, eu pensava no giro que a minha vida deu e nas responsabilidades que eu peguei, mesmo sem ter um pingo de culpa no bagulho.
Não vejo problema em cuidar e proteger a loira e a ratinha, mas fico cheio de ódio quando vejo que só a minha vida e as delas mudou, só nós estamos andando pra lá e pra cá pra não dar de cara com os b.o's do Emerson.
O Emerson sempre foi dessa forma, sempre quis f***r todo mundo pra tirar o dele da reta, e eu me pergunto como que a loira não se ligou na dele, tento até jogar umas, mas só nessa semana que ela estava lá em casa, brigamos umas três vezes, quando eu ousei abrir minha boca pra falar do mano.
Ela pode tá fodida como for por conta dele, mas ainda sim não enxerga o cuzão que ele é, então eu prefiro nem me meter mais, minha parte eu tô fazendo, tentando manter ela e a ratinha bem e vivas.
__ não vai dormir? - ouço a voz dela e olho de relance, toda bonitinha, um pecado.
__ vou loira, tava só botando as idéias no lugar.- ela assentiu. - porquê, quer uma conchinha? - fiz graça e ela arregalou os olhos como se aquilo que eu falei fosse muito errado, coé.
Sem responder ela deu as costas quase saindo da varanda, fui mais rápido e puxei ela pelo braço, puxei tão forte que nossos corpos quase grudaram.
__ foi m*l a brincadeira, não quis passar do limite. - ela respira fundo e assente, sabia que estava nervosa, a respiração dela não negava. - p***a loira, não posso ser o único a sentir a merda de tensão que tem entre nós, ou eu tô louco? - pergunto e novamente ela não consegue falar nada, vejo ela umedecer a boca e engolir em seco, com a mão que puxei ela até mim, eu agarro a nuca dela puxando fraco o cabelo dela fazendo ela se arrepiar.
__ não faz isso Everton.- fala, mas os olhos e o corpo dela pedia outra coisa, filha da p**a, feiticeira.
__ então fala que não quer, fala que não tá sentindo o mesmo que eu. - pedi e ela tentou desviar o olhar, ri de lado e trouxe o rosto dela pra mais perto, sem perder mais tempo eu junto a minha boca na dela, no início ela parecia estática, não se mexia, mas depois rendeu e p**a que pariu, que beijo do c*****o, encaixou direitinho p***a.
Nossas línguas brigavam por espaço, o cigarro já tinha caído da p***a da minha mão, com uma mão eu apertava a cintura dela e com a outra puxava o cabelo, sinto ela arranhar minhas costas com aquelas unhas grandes dela e meu corpo arrepiar.
Soltamos por falta de ar e ela pareceu cair na real, os olhos encheu de lágrimas e quando eu ia falar ela saiu quase que correndo para a cama, bufei com ódio por ter me emocionado no bagulho e ter feito isso.
Me joguei no sofá ali na varanda mesmo sentindo o vento gelado que vinha do quarto e com os pensamentos a mil, apaguei.
[ ••• ]
Acordo com o chorinho da ratinha e resmungo de dor e calor, p***a dormir valendo na varanda, o sol já tava se pondo.
Levanto rapidinho e entro no quarto vendo tudo organizado, a ratinha e a Babi já prontas, ela evitou me olhar e eu fiz o mesmo, peguei minha roupa, a escova de dentes, a pasta e entrei no banheiro.
Primeiro escovei os dentes e depois tomei um banho rapidão, só pra tirar o calor mesmo.
Sair do boxe me enxugando e vestindo a roupa, enrolei a que eu tava e sair do banheiro guardando tudo na mala.
__ vamos? - perguntei a Babi que ainda estava evitando me olhar, e ela apenas assentiu, coloquei as bolsas no carrinho que já estava por aqui, me certifiquei que peguei tudo e finalmente saímos daquele quarto.
Chamei o elevador, entramos e apertei o térreo.
Entre nós só se ouvia os resmungos da ratinha, tava um clima chato do c*****o, tudo isso por eu ser um emocionado da p***a.
O elevador para no térreo e seguimos até o meu carro que está na frente do hotel, como já deixei pago, não tem problema algum, era só pra descansar mesmo e dormir um pouco.
Coloco as malas no porta malas enquanto a Babi ajeita a Helena na cadeirinha, dou o aval para a contenção e entro no carro junto com a loira que estava com um bico tamanho do mundo, é f**a.
__ vai ficar bolada? - perguntei ligando o carro e ela não respondeu respirando fundo. - não sei porque tanto estresse no bagulho por conta de um beijo.- falei bolado guiando com o carro e escuto ela rir cheia de ódio.
__ talvez seja porque eu sou casada né, inclusive com teu irmão.- falou toda debochada e eu estalei a língua no céu da boca, cheio de ódio na mente.
__ então liga pra ele p***a, liga e manda ele vim assumir as merdas que ele faz, bater no peito e cuidar da família que ele formou.- falei puto e um pouco alto.- é tão casada que o mano nem mensagem pra tu manda e nem pensou duas vezes antes de ir embora.- toquei no ponto fraco mermo, quis me taxar de o****o p***a, vi ela engolir em seco com os olhos cheios de lágrimas e preferir me calar.