Bárbara | Babi 💖 - Rio De Janeiro 🌞
Entramos no hotel juntos, um dos seguranças trouxe o carrinho de pôr bolsas, agradecemos e o Everton pôs as bolsas lá.
__ vou só fazer o bagulho lá, pode ir indo até o elevador se quiser loira.- falou e eu assenti indo mesmo, tava louca pra dar um banho na minha bebê e tomar um também, são apenas sete e alguma coisa da manhã e o calor já está de matar um.
O segurança pôs o carrinho dentro do elevador e eu entrei, foi o momento que o Everton apareceu com cara de puto.
__ o que foi? - não consegui segurar minha língua e ele negou com a cabeça entrando no elevador e apertando o décimo primeiro andar.
__ essa desgraça o que tem de luxo, tem de m*l atendimento, deixei agendado dois quartos separados, chego aqui e só tem um. - falou visivelmente estressado, engoli em seco sabendo que teríamos que cochilar na mesma cama até o horário do almoço.
Não respondi nada, fiquei na minha e ele na dele, não vejo problema em dividimos o quarto até depois do almoço, mas também não falei pra não parecer outra coisa.
Nem demorou muito e o elevador parou no andar, vejo ele sair com o carrinho e andamos até o quarto cinco, ele respira fundo tentando não se estressar mais ainda e passa o cartão na porta, deu espaço pra eu entrar com a neném e logo entrou fechando a porta.
Passo os olhos pelo lugar vendo uma tv smart pequena na parede, uma cama king enorme, quase do tamanho do quarto todo, uma mini geladeira com algumas coisas dentro, uma porta que deduzo ser o banheiro e uma pequena varanda.
__ jaja chega um café pra nós loira, quer ajuda pra dar banho na ratinha? - perguntou e eu estalei a língua no céu da boca por ele chamar minha filha assim e ele riu.
__ não seu feio, só separa as coisinhas dela aí, me dar o sabão líquido e a toalhinha dela. - pedi e assim ele fez, abriu a bolsinha dela e pegou tudo que eu pedi, me entregando.
Caminho até o banheiro com a minha bebê no colo que já estava sonolenta novamente, é incrível como bebê pequeno dorme né, aí vai crescendo e vai fazendo a mãe sofrer com o sono acumulado, é f**a.
__ sem escândalo em gatinha, não me faz passar vergonha. - brinquei enquanto tirava a roupa dela, logo depois tirei a fralda que estava melada de cocô, tirei o excesso com papel e dei banho nela na pia mesmo, era grande e tinha espaço o suficiente já que ela era pequenininha.
Abro a torneira na água morna e já escuto o som do choro agudo dela, não sei a quem puxou, odeia banho, Deus me livre.
Despejei um pouco de sabão líquido nela e esfreguei bem o corpinho dela tirando o cheiro de carro e viagem, nem demorei muito, era só pra ela relaxar e dormir mais um pouco, já que eu também tô doida pra cochilar e aposto que o Everton também.
Enrolo ela bem na toalha e volto para o quarto vendo que ele separou tudo certinho, até parece que convive com nós duas por muito tempo, coisas básicas se tornando raridade, é f**a quando você não tem o básico e quando alguém chega e faz, você acaba ficando boba.
__ quer ajuda pra ajeitar ela? - perguntou e eu balancei a cabeça negando. - então tá bom, vou tomar meu banho, é o tempo que o café chega. - assenti pondo a neném na cama e ele entrou para o banheiro.
__ agora sim né minha perfeita, linda e cheirosinha.- brinquei com a lelê enquanto enxugava ela.
Depois de enxugar ela, passei o talco de bebê nela, coloquei a fralda descartável depois de passar a pomada de assadura e deixei ela com um macacão de alcinha, tava um calor e por mais que tenha ar no quarto, preferir deixar ela levezinha.
Deixei ela ali no meio da cama e liguei a tv com uma musiquinha baixa, três palavrinhas, ela é tão pequenininha e já ama tanto, acho que vai ser o preferido dela, porque toda vez acalma e faz ela dormir.
Enquanto ela curtia o momento dela ali, eu ajeitava as coisas na bolsa, não vamos embora agora, mas também não dar pra deixar tudo jogado e bagunçado pra arrumar depois.
Quando termino de organizar tudo escuto batidas na porta, fiquei cabreira pra abrir, mas lembrei que era o café.
Abrir a porta e dei de cara com uma moça com uma bandeja na mão.
__ bom dia, obrigada. - agradeci, ela sorriu amigável e saiu, fechei a porta novamente e pus a bandeja em cima de uma mesinha de duas cadeiras que tinha ali, foi no momento que o Everton saiu do banheiro.
__ demorei loira? - perguntou.
__ nem tanto, come e olha ela, preciso de um banho também. - ele assentiu e eu peguei o vestidinho que separei e entrei correndo para o banheiro.
Tirei meu short e a blusinha que estava, tirei a calcinha e finalmente entrei no box ligando o chuveiro, suspirei quando sentir a água gelada descendo sobre mim.
Tudo que eu tava precisando, um banho gelado, depois que você vira mãe e começa a amamentar, tudo que você sente é cheiro de leite em você, e leite de peito fede, pelo menos é a minha opinião.
Passei o sabonete líquido que tinha ali no banheiro e esfreguei bem o corpo, sabe o cheiro de viagem? Pois é, tava misturado com o fedor do leite, e não tava legal não, me lavei duas vezes com o sabonete e finalmente sair do boxe me enxugando.
Vesti a calcinha, botei os tapas p****s para o leite não ficar vazando e finalmente o vestido, estendi a toalha por ali, peguei a roupa que estava vestindo antes e dobrei antes de sair do banheiro pra guardar na bolsa.
Abro a porta saindo do banheiro vendo o Everton ajeitando minha bebê na cama que já estava no último sono, a tv tocando a música bem baixinha e a comida intacta na mesa, franzi a testa sem entender e fui até a bolsa, guardando a roupa e passando perfume.
__ não comeu? - perguntei e ele negou com a cabeça.
__ te esperei pô, odeio comer sozinho.- rir fraco e assenti, pior que eu também.
Vi ele sentar na mesa e me aproximei sentando também, meus olhos chega brilhou quando vi crepioca, ovo e pão, amo.