Estive com a minha amada. Nunca pensei que seria tão fácil a encontar, mas aproveitarei cada momento de uma forma única.
Todos os alfas que já conheci sempre passaram a esperar e sofrer no período de duzentos anos, até no que sei quatrocentos anos só para encontrar a companheira. Sofia estava linda como sempre, uma Deusa com aquele sorriso grande e encantador.
— Te amo meu amor. — Ela diz sorridente me abraçando a cintura, meus lábios encostaram em sua pele macia, um beijo suave em sua tempora.
O dia estava perfeito no parque. Com poucas pessoas, uma tarde de amor e carinhos como eu havia planejado por um bom tempo.
Sofia se aninhou em meu colo. Estávamos ainda molhados por conta do mergulho desastroso.
***
Caminhamos por toda a extensão do gramado, quando avistei a mais bela árvore,robusta e repleta de folhagens que nos oferecia uma boa sombra. Perfeita para um piquenique.
O lago era de frente para ela. Isso acabou me dando uma péssima ideia que na verdade teria sido apenas uma brincadeira de minha parte. Vou morrer de tanto tapas, mas não deixarei esse dia acabar como qualquer outro.
Nem consegui me conter e esperar ela terminar de arrumasse as coisas para o piquenique. Já ia arrastando Sophia para a água.
— Aaah! Jasp! Eu... Não sei nadar! — Ela se debatia em meu colo.
— Até parece... Nem sabe mentir. — Ela rio muito, me preparei e a joguei sobre as aguas esverdeadas.
Se Arrependimento matasse…
Ela estava se afogando bem na minha frente. E eu não conseguia fazer nada. Nem ao menos pular na água para tentar a salvar.
Estava tomado pelo medo de perder meu anjo ao ponto dos músculos ficarem rígidos me mantendo estagnado no lugar. Meus pés estavam presos, enraizados no chão quando um homem forte pula na água e a pega no colo.
Ele a colocou deitada no chão. Estava com uma sunga vermelha desrespeitosa que me fez agir por instinto desviando o olhar. Quando ele ia realizar a famosa respiração boca a boca... Mermão... Ciúmes me consumiu até o último fio de cabelo.
Quando dei por si, já estava apertando a sua mão numa chave de braços, levando ela em suas costas. Uma imobilização muito dolorosa se for bem efetuada.
— ARG! Só quero ajudar! Quanto mais os segundos passar... Ela não vai sobreviver Senhor. — Meu aperto ficou mais forte. Ele não passa de um Aproveitador barato de quinta.
— Ela é só minha. MINHA ENTENDEU? — Joguei dominância sobre ele e o soltei seu braço para que ele salvasse minha amada.
— Com todo respeito Senhor Alfa. Preciso realizar essa manobra para retirar a água dos pulmões dela. — Percebi sua reverência quanto ao meu título, ele sabia do que sou capaz e mesmo assim tentou uma aproximação.
Ele se ajoelha trêmulo e faz o que precisou ser feito, porém nada acontecia. Então ele começou com as massagens cardíacas.
A cada contagem da massagem, eu pedia com fervor para a Lua que a me desse em meus braços viva.
Se passaram três longos minutos! Merda!
Me senti incapaz, impotente, irresponsável... Todas as palavras que começavam com " I ", me tornava a pessoa mais i****a do mundo.
Porque não a escutei? Porquê! Porquê!
Nem esperava mais por alguma reação de Sophia, até que sua respiração volta como num solavanco. Isso me fez descongelar. Ela estava desengasgando, colocando toda água para fora.
Voltando para mim.
O salva vidas se afasta e some, enquanto me mantenho agarrado a minha vida no chão. Ela tremia, mais de medo do que de frio quando os braços se apossaram de seu corpo molhado.
— Me perdoa! Por favor! Fica comigo.
— Eu tinha te avisado, merda! — ela estava furiosa e com razão, mas se manteve ali nos meus braços.
Ela realmente estava com frio. Segurei seu corpo mais firme ao meu. O salva vidas voltou com um cobertor para ela. Estava calor, mas a temperatura de seu corpo se manteve absurdamente baixa por conta do choque emocional que levou.
— Por favor? — Ela segura a mão dele. Que merda ela estava fazendo? Querendo me irritar? Porque a danada estava conseguindo. — Tenho problemas com a minha pressão.
O que? Não ficamos doentes nesse tipo de aspecto. Isso seria uma desculpa para dar em cima dele? É isso mesmo escritora?
— O que você está fazendo? — proferi sussurros no ouvido dela e segurei o seu braço sentindo todos os poros dilatarem deixando os pelos arrepiados. — Você quer me ver matando alguém hoje?
— Não ligo para nada que você faça! — Ela estava furiosa? E eu?
— Você é só minha, entendeu? Só. Mi. Nha! — Apertei sua cintura possesso. Ela treme e novamente se arrepia em resposta. Sofia solta da mão do... Do... Ah esquece! To nervoso de mais para encontrar uma palavra para me referir a ele.
Antes de ir para o salão de festas, apressei os passos até numa joalheria, herança de família. Voltei para casa. Me arrumei e Já estava pronto as sete horas e vinte minutos.
Merda! Atrasado de novo.
Sempre me atraso para os lugares. Se não fosse assim, talvez eu não seria eu mesmo. Pois é, todos esperam que um homem seja perfeito em todas as ocasiões. Mas eu não sou esse tipo de homem que mulheres caem aos seus pés.
Pensa num cara desastrado que sou.
Já estou na festa. Ainda não a vi. Meus olhos percorriam o salão. Alguns já bebiam, outros dançavam. Só uma palavra me definia nesse momento — O nervoso.
Minutos se passou e nada dela chegar. Uma loira vem ao meu encontro. Ela era extravagante, com um sorriso malicioso. Tentou de tudo, até praticamente se esfregava em mim, precisava manter ela bem longe para não ter encrencas então tive que tomar alguma medida contra os assédios.
— Está faltando macho para você nessa festa é? — Empurrei para longe. Ela me olha espantada.
— Nossa Alfinha, achei que tivesse precisando de uma companhia e... — Eu a corto, meu lobo esbraveja.
— VOCÊ NÃO ME ESCUTOU? SAIA ANTES QUE EU ARRANQUE A SUA CABEÇA!
A p*****a esconde o rosto com vergonha e some. Melhor assim, não quero ter problemas em uma noite especial como hoje.
E como se a escritora não tivesse satisfeita com a minha vida. Me traz uma diaba lá de onde nem sei que lugar para deixar o que era perfeito num desastre total.
Pelo pouco que sei... É a minha cunhada.
Muita falta de sorte a minha viu. Bufei estralando o pescoço e evitando aumentar a tensão de meu corpo.
Sofia estava se transformando e pelo cálculo que deduzimos, teríamos pouco tempo. Preciso levar ela para a floresta Worksford. Assim o fiz com a mala sem alça no meu encalço.
Floresta a dentro, nos aproximamos do local mais profundo da região. Preciso manter a calma por aqui, meus pensamentos eram totalmente em Sofia enquanto a esquentadinha da irmã dela ficava me importunando a todo instante com perguntas sobre nós dois e praguejando algo contra mim.
— Tire as mãos dela! — A loira me lança seu olhar mortal. Se eu não tivesse tão ocupado agora com a minha mulher com certeza estaria em uma briga mortal nesse mesmo momento.
Sofia estava se contorcendo no chão enquanto a irmã pegava em sua mão e falava em sua ouvido, meus instintos de proteção se mantém no auge, espreitando qualquer movimento ou ameaça.
— Calma, deixa fluir. Não lute contra a transformação. — seu rosto foi suavizando enquanto seu corpo mudava aos poucos dando espaço à uma belíssima loba de pelos cinzas e olhos azuis. Ela fugava em meus cabelos, sua irmã agora ria junto comigo, porque Sofia estava um pouco atrapalhada em suas quatro patas. Resolvemos nos transformar e caçar um pouco, assim ensinar Sofia a lidar com a nova forma e isso foi a melhor idéia que tivemos. Ela era brincalhona e me derrubava a todo instante. Rolamos na grama úmida em uma brincadeira divertida enquanto Jordan procurava por rastros.
— Ei, Dan! — ela vai até a sua irmã conversando por telepatia. Agora percebi que sua pelagem é totalmente diferente de todas que vi no bando, mas pode ser algum engano meu.
— Vamos para casa? — A loira contesta.
— Vai na frente, preciso aproveitar esse tempo com meu companheiro. — Sofia choraminha pedindo, ou melhor quase suplicando.
— Está bem. Mas depois quero conversar com vocês dois. — Seu olhar Severo me fez tremer, a sensação era estranha, mas por quê?
Seu cheiro não e comum, lembra exatamente ao de um alfa, mas não sendo isso. Uma camuflagem para o verdadeiro odor que provinha de suas pelagens albinas.
Como isso veio acontecer? Eu sou um Alfa! Como posso me sentir inferior a ela? Como meu lobo pode estar recuando assim desse jeito?
Uma frase martelava em minha cabeça constantemente — quem essa garota é? Fiquei perdido em meus pensamentos, relembrando alguns boatos que surgiram aos redores da alcatéia.
Será que minha futura cunhada tem alguma ligação com os Mercenários? Sacudi os pensamentos para longe tentando deixar de lado suspeitas improváveis. Sinto as mãos do meu amor me envolver num abraço gostoso, ou quase me envolvendo porque ainda estou na minha forma Lupina.
Sofia conseguiu se transformar na sua forma humana sem precisar necessariamente de nossa ajuda e isso foi surpreendente para mim, abaixei a cabeça encontrando ela nua e agarrada em meus pêlos. Um grunhido de satisfação e desejo toma conta de minha garganta.
Sofia também está gostando do aconchego que os pelos macios lhe proporcionaram, os olhos dela estavam fechados e sua respiração mais profunda. Sob a luz da Lua cheia ficamos ali, um sentindo o outro, provando a boa sensação que o companheirismo trazia.
Chegamos na casa da minha cunhada estranha, seria mais uma vez a beira da morte — Pensei esagerado. A casa era bonitinha até, mas a cara que a dona esquentadinha fez quando nos viu, colados um no outro, foi de arrepiar até os cabelos de lugares inimagináveis.
Ela faz mesmo o papel de uma irmã protetora sim, mas como ela seria a primeira vez que vi na vida. Chega a ser até uma mãe. Vamos colocar mais um pouco de Hiper; mega; super; máster nessa proteção toda. Fiz um biquinho satisfatório em relação aos meus pensamentos sobre o monstro em minha frente, ela fungou virando a cabeça na direção contrária tornando na busca que estava fazendo antes.
— Ele vai com a gente não é? — Sofia pergunta fazendo minha cunhada parar, o Anjo/monstro olhou para a irmã. As duas praticamente brigavam com telepatia e eu tinha o meu dom especial que poderia funcionar ou não, mas decidi em arriscar, então me vi determinado em usa - lo caso Sofia precisasse de um apoio ou proteção.
Olha! Olha! Cara, vou morrer! Eu não sou cagão, mas quem não se sentiria m*l em ver que a pessoa te olha como se fosse sambar com suas tripas??
O que vocês faria se uma doida dessas fosse parte de sua família?
Eu, literalmente correria para as montanhas. Isso mesmo! Não são só bonitas, mas seguras também. Estava pensativo enquanto elas brigavam alternando olhares de raiva e tristeza para mim, estava ficando angustiado com a ideia de ter que me afastar de Sofia.
Vou me casar e levar Sofia em bora para bem longe. A quimera em pessoa me encarou novamente como se tivesse lido meus pensamentos. Minha noiva esta nervosa?
Espera!
Como não consigo ouvir a conversa se nem se quer consigo sentir o que elas sentem nesse momento? Estranho...
Só um ser é capaz de bloquear a conexão de um Alfa. Seria um híbrido de lobo, vampiro e bruxa. Mas eles não existem Há anos, porém estou eu na frente de um fenômeno da natureza.
Preciso relatar isso ao Supremo.
— Desculpa a minha irmã, as vezes ela age como se fosse a minha mãe. — Sofia dá um puxão no braço da irmã que fica sem reação alguma.
— Não é mesmo irmãzinha? — Tornou a me olhar com seu sorriso angelical. — Aliás, você me deve uma, Jordan Losnack!
Aaah esse é o sobrenome delas, soa bem familiar para mim. Já devo ter visto em algum registro. Jordan suaviza a expressão. E convidou - nos para sentar, ela prepara um café e depois coloca bolo na mesa, até o instinto de sobrevivência de minutos atrás desapareceu ao ver aquela iguaria campeira em minha frente.
Um Conselho lhes dou — se querem me comprar... Que me comprem com bolos! Me servi de algumas fatias enquanto elas conversavam outro assunto relacionado a escola entre outros assuntos rotineiros. Aproveitei para conhecer melhor as duas e observando tudo ao meu redor, um menino entra e abraça elas, contente e feliz por chegarmos e uma moça de cabelos coloridos aparece também cumprimentando a todos, continuei comendo o bolo após eles resolverem nos deixar na cozinha.
— Muito bem, senhor Jasper. Chegou a hora de termos aquela conversinha! — Apontou o indicador para meu nariz me fazendo parar com a mastigação na mesma hora.