Capítulo 20. Brahmeiros

1140 Palavras

9 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo — Qual é o trabalho, tio? — A pirralha perguntava. Estava sentada de pernas cruzadas, como gente grande. Aline só ficou mais bonita conforme cresceu. A mulata mais parecia uísque, só ficava melhor com o envelhecimento e tinha uma filha linda. A pirralha só tinha dez anos e já era passista-mirim, com todos os não-me-toques que a mãe conseguiu impregnar em sua cabecinha. — Esse vai ser perigoso, mas o tio ajuda com sua tropa. — Eu lhe sorri. — Tua mãe já ‘tá ligada no que é... Vou pagar como sempre. Só toma cuidado! — Pode deixar, tio! — Ela sorriu. — Agora vai lá! — Olhei na direção do baile. Realmente esperava que não fosse um baile agitado naquele domingo, mas me enganei — na real, esqueci que era final de mês... tempo de dinheiro! Feliz

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