17 de maio de 2015, Morro do Batan, Realengo Precisei deixar um recadinho ‘pra Ana que eu sairia e poderia me demorar. Saí com um dos garotos enviados por Naval ‘pra me levar até a casa. Tinha um grande caminhão na frente do lugar, quase parecia uma mudança profissional — como eu nunca nem tive oportunidade de fazer na vida. O ambiente tinha tanta gente armada que a rua pareceu vazia — claro, podia só ser coisa da minha cabeça. Quer dizer, o som do baile já ‘tava estourando. O branquinho que me buscou em Macaé foi quem chegou. Não ‘tava armado ou, ao menos, não pareceu. — A gente trouxe umas paradas boas. — Foi o que ele falou ao seguir até o caminhão ‘pra abrir a porta. — Já tem gente ‘pra descarregar. Conheceu a casa? — S-sim! — assenti com a cabeça. — Vai ficar nela? — Ela é mai

