Crow e Haru: A revanche

1826 Palavras
Uma luta se iniciara na entrada da caverna e que iria dar início ao confronto entre duas equipes. De um lado a Equipe Mega Boy, que iria combater a Facção da Morte, para defender o ideal de manter o equilíbrio entre o Mundo dos Vivos e o Mundo dos Mortos. Entretanto, como era previsto, a Facção da Morte queria dar um jeito de acabar com esse equilíbrio, o que para Dead, que lidera a organização era uma besteira. Por que dar esse equilíbrio, sendo que vivos e mortos poderiam interagir entre si? Para ele, isso não fazia sentido. Por outro lado, os integrantes da Facção da Morte se mostraram aptos em ajudá-lo no que precisasse, além de dar apoio para cumprir com o seu objetivo. Eram leais a ele, da mesma forma que um certo grupo de pessoas. O honravam e realmente o tinham como um líder. Nunca iriam imaginar que alguém como ele estaria fazendo isso. Impondo aquilo que passaram a achar que era certo também, com exceção de Dark Skull. Um integrante introvertido, que não falava muito e que se manifestava apenas para lutar ou salvar alguém dos integrantes, como fizera anteriormente. Os outros nunca perguntaram qual era o motivo dele estar no meio deles, até porque o tinham como grande aliado. Era o integrante mais forte do grupo e não queriam que ele saísse tão cedo, já que carregava esse título. Quem sabe seria até mais forte que o líder Dead. Começava a luta entre Crow e Haru. Esta cria uma aura n***a em sua mão, que formava uma espada. A arma tinha aquela aparência de ser feita de pena. Apontava para o seu adversário e dizia: -- Vamos começar nossa luta. Ela parte para cima. Criava asas de corvo, porém lembravam muito de um anjo caído. Ela avançava louca para acabar de vez com essa luta. Queria mais que tudo derrotar Haru. Matá-lo. Torturá-lo. Enfim, queria acabar com ele. Não suportava sobs, butas e kugutsus. Este nada fazia, apenas observava, quando de repente, seus olhos ficaram vermelhos. Antes, estava assumindo uma paz interior, o que não era comum para um sob, que era conhecido por ser impulsivo e "pavio curto". Porém, quando seus olhos ruborizavam, uma personalidade maldosa lhe assumia o corpo. Uma aura vermelha que cobria o corpo e então, ele parte para cima. Quando Crow ia acertá-lo com a espada, este aplica um soco potente, que a quebrava, porém várias penas surgiam e iam lhe arrodeando. Crow desfazia a espada e deixava as penas dançarem ao redor de Haru, que ficava sem entender o que estava acontecendo. -- Mas o que é isso?-- Indaga o sob, que se mostrava confuso. -- Hahahaha! Esta é uma das minhas técnicas de mimetismo de corvo. -- Responde Crow. -- Mimetismo de corvo? -- Isso mesmo. -- Caminhava ao seu redor vagarosamente. Queria sentir essa sensação de medo de Haru, enquanto ia falando. -- Eu tenho essa habilidade porque sempre tive contato com os corvos desde criança. Depois que meus pais foram mortos na Inglaterra por bandidos, eu acabei sendo acolhida por um corvo que sobrevoava minha cabeça no momento em que eu lamentava a morte deles. Haru não fazia nada, mas aparentava estar pronto para responder esse ataque de Crow à altura. Não queria ficar de fora de mostrar o seu real poder. Crow continuava: -- Foi em um beco onde meus pais morreram nas mãos de bandidos. Eles iriam me m***r também, mas de repente, um bando de corvos voou na direção deles e me protegeram. Avançavam nos rostos deles, os fazendo recuarem. Quando percebi, aquele bando estava ao meu lado. Como percebeu, eu sou inglesa, não sou da China. Treinei nas ruas de Londres mesmo e defendi o povo inglês de ameaças como aquelas dos bandidos. -- Então por que se aliou a Dead?-- Indaga Haru. -- Porque ele me mostrou o real sentido da vida. Assim como aqueles bandidos mataram meus pais, poderia acontecer algo semelhante a aquilo e então, depois que eu perdesse meus pais, nunca mais os veria. Como evitar isso? Justamente acabando com esse maldito equilíbrio. -- Não está certo. -- Responde Haru, afirmando a sua voz. -- O Equilíbrio existe para que todos tenhamos a oportunidade de estarmos vivos e em seguida, darmos espaço para as novas gerações. Isto é o que se chama de ciclo da vida. -- Mesmo? Pois eu acho uma perda de tempo. -- Disse Crow, que ficava de costas para ele. -- Já acabou a sua lamentação? É hora de morrer então. Haru sorria. Não iria ser derrotado facilmente e Crow sabia muito bem de seu real poder. O sob ficava com a pele mais ruborizada. Uma cor mais gritante e seu corpo estava crescendo. Crow nada fazia, nada sentia e nada pensava. Apenas aceitava a transformação que o seu adversário estava passando. Sorria de lado e dizia: -- Não pense que é o único que pode se transformar, Haru. Meu treinamento não foi em vão ou simplesmente para dizer que treinei. As penas, que haviam caído no chão, ganhavam vida novamente. Elas arrodeavam agora o corpo de Crow, que liberava sua aura junto. Haru apenas observava, porém não era mais aquela transformação de costume. Havia mudado sua fisionomia. Estava mais alto, tinha o corpo mais robusto, a pele de uma coloração vermelha, porém mais escura. Tinha espinhos grandes em seus cotovelos e joelhos e uma cauda longa, semelhante a de um dinossauro. Seus olhos eram amarelos, em vez de vermelhos e tinha dois chifres em sua cabeça. Aparentava um demônio, porém não tinha tanta fisionomia deste, ao mesmo tempo. Crow terminava sua transformação. Suas asas negras cresceram mais, ficando mais pontudas, como se estivessem afiadas. Seu corpo possuía penas, que lembravam um casaco, além de suas pernas também terem penas. Seus cabelos estavam maiores e de cor n***a, sua pele era cinza e seus olhos eram vermelhos. -- Este é o Crow Mode. -- Disse a gótica, com uma voz demoníaca. -- Crow Mode. Que nome ridículo. -- Responde Haru, sem nem sequer mostrar medo. Estava confiante que a derrotaria e não seria uma simples transformação que iria acabar com os seus planos e com o seu objetivo de ajudar os seus amigos em acabar com Dead. -- Vamos lutar logo. Estou excitada com tudo isso que está acontecendo. -- Venha quando quiser. Crow subia com as asas abertas e sua aura n***a aumentava. Ela lançava uma tempestade de penas pontiagudas, fazendo com que Haru corresse dali para não ser atingido. O que antes não tinha medo, agora sentia insegurança. E se uma daquelas penas lhe atingisse e estivesse envenenada? Não que os corvos tivessem essa capacidade, mas vindo da Facção da Morte, ele não duvidava nada. Ele decide arrancar rapidamente uma árvore, usando sua força bruta e a usava para se defender. Poderia ter batido em sua adversária, mas preferiu se defender. Iria fazer isso até pensar em algo. Crow projetava uma esfera de energia n***a e lançava na direção de Haru. Este, percebendo o que iria acontecer, largava a árvore e pulava bem alto. Olhando para o alto, Crow via Haru descendo para a superfície, ameaçando aplicar um soco nela. Esta, vendo tal situação, se desfazia em penas e fazia o monstro cair no chão, se machucando. Voltava ao estado sólido e apenas o olhava dali. -- É só isso, meu amigo? Esperava mais de você!-- Disse Crow, debochada. Haru se levantava já machucado. A queda fora muito profunda e isso acabou lesionando o seu braço, que era o que estava pondo em frente, porque queria dar um soco em sua adversária, o que não deu muito certo. -- Você não percebe que está e quer o m*l?-- Dizia o sob. -- Já fui como você também desse jeito e agora onde estou? Ajudando Mega Boy a proteger aqueles que querem o bem. Algo que você não está fazendo porque falhou. -- Não diga bobagens! Você não está fazendo o bem! Está se fazendo de fantoche, isso sim! -- É o que acontece com você nesse momento? Crow não gostou da resposta. Odiava ser insultada dessa maneira, além de não gostar também que falem de Dead de qualquer jeito. -- Como você conheceu Dead?-- Indaga Haru. A gótica fecha os olhos e fala: -- Quando eu tinha 20 anos. Esse poder que adquiri foi desde os meus 10. Logo, tenho dez anos de experiência nessa parte. Quando cheguei nesse tempo, Dead apareceu lá. Me convenceu a trabalhar para ele porque queria o bem de todos, queria acabar com o Equilíbrio e assim, ditar uma nova era. Não seria magnífico, Haru? Não percebe o quão incrível seria você encontrar alguém que morreu em sua frente como se estivesse vivo? Não percebe a bondade que ele está fazendo? -- Eu não penso assim. Apenas vejo bagunça. -- Responde Haru, seriamente. Crow tinha vontade de m***r seu adversário logo. Não aguentava ser negligenciada daquela maneira. Não fazia isso porque sentia, de alguma forma, que ele só quer ajudá-la, sem fazer nenhum m*l. Sentia que ele só queria mostrar para ela que a filosofia de seu adorado não era a correta, mas queria chegar até o fim a respeito disso. Queria ver se o que ele estava dizendo era realmente verdade ou não. -- Muito bem. -- Dizia a vilã. -- Para encerrar essa minha história, vou lhe dizer que agora, que tenho 23 anos, posso admitir que não está errada essa filosofia dele, até que me prove ao contrário. -- Você é realmente teimosa. Dizem que eu sou cabeça-dura, mas você me superou. -- Responde Haru, com ar de deboche. -- Já chega! Minha paciência chegou no limite! Vou acabar com você!-- Várias penas apareciam em todos os cantos da entrada da Gruta do d***o. Crow estava com a sua aura ampliada e ela lança as penas, que eram pontiagudas na direção de Haru. -- Já estou farto de penas. -- Disse o sob, que aumentava o seu poder. Sua aura ficava mais forte e ele pula bem alto. Ignorava os ataques, mesmo que sofresse vários cortes em várias partes de seu corpo. O que impressionou Crow foi que ele conseguira resistir aos ataques dela e estaria chegando cada vez mais perto, porém ela não era boba. De forma rápida, ela lança um forte raio de energia nele, que se aproximava, o atingindo com tudo. Ele gritava de dores e assim, conseguiu causar uma cratera perto da entrada da Gruta do d***o. -- Hahahahahaha! Pelo visto, Haru, você pode treinar por mais tempo que eu sempre irei superá-lo! Hahahahaha!-- Crow se divertia com a possível derrota de Haru. Este se levantava, mais machucado ainda e exibia uma aura confiante, dizendo: -- Mesmo? Porque eu ainda estou de pé. -- É, parece que você ficou realmente mais forte, mas vamos ver até onde vai.-- Disse Crow. O sob estava tendo uma luta dura com a gótica. Será que ele vai conseguir vencê-la?
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