A revanche

2565 Palavras
Uma luta mais que no auge estava acontecendo para Haru e Crow. Ambos estavam apostando os seus ideais nesse confronto, defendendo aquilo em que acreditam e nesse momento, lutavam ao máximo de seus poderes. Quem sairia vitorioso nessa luta, que teria uma continuação emocionante, com ambos estando no limite de seus poderes? Treinaram para isso, se dedicaram para isso, acima de tudo, apostaram aquilo que defendem e agora, estão colocando a teoria em prática. Haru estava com o seu poder máximo de um monstro vermelho. Ele parte para cima de Crow. Ainda estando machucado, não se dava por vencido. Não iria se perdoar se perdesse essa luta e deixasse seus amigos sem ele. — Você é corajoso, moleque. Isso tenho que admitir. — Disse Crow, que estava nos ares, com os braços cruzados, apresentando uma expressão de um começo de admiração ao nosso herói. Haru pula bem alto para atingir um soco em sua adversária. Seu salto foi tão potente que levantou um pouco da poeira que tinha. Quando ia atingi-la com um soco, esta sumia em penas e o faz cair no chão, causando uma cratera. Crow voltava a aparecer, mas em outro ponto e apena olhava para ele com os braços cruzados e agora com uma expressão de decepção. Esperava mais dele, mas via que ele nem sequer tinha poderes diversificados, a não ser saber aumentar sua força e velocidade. — Vamos, me atinja! Senão eu é quem farei o papel!— Disse a gótica, já não confiante que Haru venha a vencer a luta. O sob se levantava. Estava machucado com os últimos ataques que Crow lhe dera, sem contar que as quedas que sofreram foram muito brutais. Pareceu não ser grande coisa, porém foi o suficiente para machucá-lo. — Vamos! Você vai desistir?— Indaga Crow. Um questionamento que Haru fazia era por que ela não o atacava? Iriam lutar com tudo, porém ela só se defendeu. Decidiu ignorar seus pensamentos. Ele aumenta seu poder em grande escala. Não conseguia ampliar mais porque estava em seu limite e teria que guardar mais para poder lutar contra os outros integrantes da Facção da Morte. — Desta vez, eu tenho que pensar em como a pegarei. — Murmurava para si. — Já sei. Ele grita de uma forma assustadora e desperta pensamentos de loucura em Crow a respeito de seu adversário. Nisso, Haru bate com ambas as mãos e causava um vácuo veloz e potente. — Mas o que é isso?— Indaga a gótica, que batia suas asas e nisso, criava também vários vácuos. Haru percebeu isso e desviava sem problemas. Tinha uma ideia em mente e iria apostar nela para vencer sua rival. Não podia deixar de perder esta luta. Não queria que isso acontecesse. Iria se sentir culpado, além de causar um possível desfalque para os seus amigos. Entretanto, seu plano iria deixar de ser executado. Crow ergue sua mão esquerda e começava a juntar penas de corvo. Nisso, formava uma espada, entretanto, ela fazia o mesmo com a outra mão e surgia outra. — d***a. — Disse Haru. — Hahahaha! Parece que está com problemas, meu amigo. Mas agora não pegarei leve! Deixei você atacar, agora é a minha vez!— Disse a integrante do Olho n***o, com uma voz de confiança pura e que iria conseguir vencer a batalha. Haru decide pôr seu plano em execução. Não queria saber se iria funcionar ou não. Se der certo, sairia vitorioso, entretanto se não vier a vencer, não saberia o que fazer. Iria realmente prejudicar sua equipe. Mesmo sendo "pavio curto", se preocupava com a equipe. Se dispôs a ajudar e faria o impossível para isso. Ele grita novamente e deixava Crow sem entender o porquê dele fazer isso. Novamente vinha o pensamento dele ser louco. — Não sei por que faz isso, mas eu sei que será um sob morto agora!— Ela voava na direção de Haru. Este espalma com as mãos novamente, criando um vácuo maior, porém a gótica se cobre com as asas e quando sentira o vácuo roçar em suas penas, sua aura era liberada e nisso, ela aumenta seu poder, desfazendo totalmente o ataque. — Parece que agora não tem jeito. — Disse Haru, que pareceu aceitar a vitória. — A única maneira mesmo, é lutar com tudo que tenho. Ele esperava Crow chegar em terra firme, já que não tinha condições de lutar no ar. Estava machucado e quase ficando sem energia. Se viesse a sofrer de novo pela mesma situação que passara antes, ficaria sem condições de lutar e não queria isso. Quando Crow ia cortá-lo com ambas as espadas, Haru segurava as lâminas e a chutava, a fazendo cair no chão rolando. — Parece que agora quer lutar a sério.— Disse a gótica, que se levantava, depois de sofrer o ataque. Ela lança vários raios de energia nele, que se defendia com as espadas, que agora eram suas aliadas. Crow se impressiona com o que vê e voltava a lançar os raios, porém com mais velocidade e aos poucos fazendo Haru recuar e se sentir perdido. Funcionou. O sob estava perdendo reflexo e se via pressionado por sua adversária. — Hahahahaha! Você até que lutou bem, Haru! Isso eu tenho que admitir!— Disse Crow. — Porém agora está na hora de se render! A vitória é minha!— Ela lança um raio poderoso de energia e Haru, vendo isso, larga as espadas, que viravam penas e se desfaziam e tentaria parar o ataque de sua adversária com as duas mãos. — O quê?! É isso mesmo que estou vendo? Você vai tentar essa idiotice? Ela decide usar mais poder e ia arrastando Haru, que se esforçava para parar o seu ataque. — Está muito fácil para você. Que tal um desafio?— Ela abre suas asas e nisso, várias penas arrodeavam o raio e atingiam direto Haru, que gritava de dores. A sensação era h******l. Era como se houvesse várias agulhas espetadas em seu corpo de forma profunda. O sob agonizava de dor e estava perdendo forças para manter o ataque. Crow, por outro lado, se mostrava satisfeita. Pôde defender aquilo que imaginava ser o certo. Iria acabar com essa rivalidade entre ambos e consagrar sua vitória na luta. Estava coberta de satisfação. Pensava que se perdesse essa luta, o que os outros iriam pensar dela? Que era uma fraca? Haru estava perdido. Não sabia mais o que fazer. Queria que alguém aparecesse para ajudá-lo, mas sabia que isso não iria acontecer. Queria muito a ajuda de Tabu, seu amigo. Reconhecia sua derrota e não iria mais levantar sua mão contra sua inimiga. Perdeu a luta, porém de cabeça erguida, pois não desistiu. Se manteve firme. Lutou até onde seu corpo permitia e também se mostrava satisfeito com isso, porém antes de sofrer sua possível derrota, que era mais que prevista, dizia: — Crow! Esta tem sua atenção voltada para o seu adversário e fala: — O que foi? — Antes que eu perca essa luta ou talvez morra, queria lhe dizer algo. — Pois diga. — Vendo que estava perto de Haru perder, decide aliviar a intensidade do raio, mas mantinha sua guarda ativa. Poderia ser um truque que Haru poderia estar planejando e ela não era boba. — Saiba que admiro você como guerreira. É uma pessoa muito poderosa e tem minha admiração por causa disso. Crow sorri e fala: — Mesmo? Me sinto lisonjeada agora com os seus elogios. — Não há de quê... É uma pena que... Você... — Acabava voltando ao normal. — Esteja do lado oposto. Você seria uma ótima aliada. Confesso que tem minha admiração. Mesmo que eu morra, saiba que sempre a verei como minha rival. Uma querida rival. — Querida rival?— Nesse momento, Crow começou a ficar surpresa com o que ouvira. Fazia muito tempo que não recebia tais elogios e isso acabou a afetando. Dead sempre apoiava a Facção da Morte, porém sentia que Haru estava dizendo tais palavras, não somente por causa de sua força, mas também como pessoa. Nisso tinha certeza que nem Dead diria tais palavras. Uma lágrima escorre em seu rosto. — "O quê? Por que estou chorando?"— Pensava a gótica. — O que isso significa? Sempre que olhava para Haru, sentia mesmo vontade de chorar. Como se o que ela estivesse fazendo fosse mesmo errado. Veio uma vontade de parar de atacar Haru, porém se fizesse isso, estaria fraquejando e não queria parar, ao mesmo tempo que sentia necessidade disso. Depois de muito confrontar-se psicologicamente consigo mesma, ela aumenta a intensidade do raio e atinge Haru com tudo. Este grita de dor e a intensidade foi tão forte, que de dentro da caverna poderia ser percebido o brilho do raio de energia. — Haru!— Disse Okiku, depois de sentir uma energia se apagar. — O que houve?— Indaga Zoko. — Parece que eu senti que... Talvez Haru... — Okiku tinha dificuldade em se expressar. Não queria acreditar no que estava sentindo, porém não podia mentir para os seus amigos. — Morreu... Todos se espantam. Eles também tentam sentir a energia do companheiro, mas não obtiveram êxito. Ficaram tristes e abatidos. O mais dedicado do grupo, agora estava morto. — Essa Facção da Morte. Realmente é algo a se temer. — Disse Mega Boy, que se mostrava mais abatido ainda. Admirava Haru e gostava dele por sua dedicação. Chegou a defendê-lo contra Boz e quase perdeu a vida por causa disso. — Gente, sei que estamos abatidos, mas precisamos seguir. — Disse Lídia, tentando motivar a equipe a si mesma. Antes, estavam todos empolgados e motivados em enfrentar a Facção da Morte. Porém, quando Okiku anunciou a morte de Haru, todos mudaram radicalmente. Como se estivessem perdendo já as esperanças, sem nem ao menos tentar mudar algo. Perderam um companheiro, mas sentiram como se tivessem perdido uma parte deles, algo que era parte deles. Tiveram que seguir em frente. Estavam desmotivados agora e chateados porque Haru morreu. Como mudar isso agora? Será que a Equipe Mega Boy, mesmo depois de terem se dedicado ao treinamento, não era o suficiente para enfrentar a Facção da Morte? ------------------------------------------------ Crow olhava para o corpo de Haru. Estava na sua forma normal. Mirava com admiração. Alguém como ele chegou a elogiá-la como pessoa, sem contar que não desistiu nenhuma vez. A gótica deixou ele atacar para que ele ganhasse vantagem. Talvez gostasse dele como homem, além de um mero rival ou então, vendo que ele estava dando o máximo de si, deixou que ele a atacasse primeiro. Olhava para o seu corpo. Não se sentia satisfeita completamente com a vitória. Estava chateada. Triste. Abatida. Sem chance de comemorar. — Ah, Haru... — Disse Crow. — Confesso que no final, você foi admirável para mim, mas eu percebo que você ainda está vivo. Posso sentir isso. A vida ainda habita em seu espirito, mas está muito fraco. Não se preocupe, meu amigo. Eu vou cuidar de você. --------------------------------------------- Enquanto isso, o restante de nossos heróis estava correndo ainda pela caverna. Levaram dez minutos correndo para se encontrarem com algum inimigo e não estavam cansados. Estavam empolgados, até uma certa hora. Depois que souberam da morte de Haru, se rebaixaram. Acabaram se chocando com un integrante da Facção da Morte, depois de muito correrem. Era The Bad, o espadachim da organização. — Olá, visitantes. É uma honra estar diante de vocês. — Dizia o vilão. — Mas veja quem apareceu. The Bad. — Disse Tabu, que dava um passo a frente, o que mostrava para o restante do grupo que queria lutar com ele. — Tabu, como está? Depois de uma semana, nós iremos nos enfrentar de novo.— Dizia The Bad. — Você quer lutar com ele?— Indaga Lídia. — Sim. Eu adoraria mostrar o quanto treinei para o meu rival. Hahaha!— Responde Tabu, com orgulho do que estava dizendo. — Certo. — Disse Mega Boy. — Enquanto você faz isso, nós iremos partir para avançar. — Por que não vêm todos para cima de mim?— Indaga The Bad, confiante. — Não diga besteiras! Não pode lutar contra todos nós! Só eu seria o suficiente. The Bad pareceu não ter gostado do que ouviu. Disse aquilo anteriormente para provocar a Equipe Mega Boy, de quem sabe segurá-los, para que não pudessem lutar contra os outros, entretanto deu mais ouvidos à provocação de seu rival. — Muito bem. Já que você quer tanto lutar contra mim, então vamos. — Disse The Bad. — O restante pode passar, mas já aviso que os meus companheiros não são qualquer um. — Sabemos disso. — Disse Mega Boy. — Temos uma prova, mas daremos nosso melhor. — Fiquem à vontade. — The Bad agora voltava toda a sua atenção para Tabu. Queria lhe dar uma lição depois do que disse e quem sabe, matá-lo. Sabia que era difícil m***r um buta, mas como era muito confiante, não chegava a grilar isso em sua mente. O restante da Equipe Mega Boy corria para avançar na caverna. Esta era bem espaçosa. Daria para lutarem à vontade, já que não era uma simples caverna. Tinha 10 metros de comprimento e 15 de altura. Poderiam lutar à vontade. Era tão espaçosa que a Facção da Morte vivia treinando. — Vamos começar. — Dissr Tabu, que projeta duas lâminas em ambas as mãos. The Bad invoca duas espadas também em suas mãos e nisso dizia: — Hora do show. Ambos partiam Lara cima. Nesse quesito, talvez The Bad tivesse a vantagem, já que era um espadachim. Ambos trocavam tilintares de suas espadas e assim ficavam. O som das lâminas ecoavam a caverna de uma forma cada vez mais profunda, o que chegava inclusive a atrapalhar o sono de alguns morcegos que tinham. Estes, por se sentirem perturbados, decidiram abrir suas asas e sair voando, para que deixasse o espetáculo que estava ocorrendo, continuar. — Está bem firme, Tabu, não recuou nem um pouco. — Disse The Bad. — Você também não está lutando m*l. Confesso que estou impressionado. — Responde o buta. De fato, ambos não queriam ceder em pressão. Tinham os pés firmes no solo, não recuavam nenhuma vez. Estavam à vontade lutando um contra o outro e assim se mantinham. Entretanto, Tabu faz sair um espinho gigante de seu peito, querendo cravar em The Bad. Surpreendentemente, este pula para trás recuando sem problemas. Logo, The Bad dá um sorriso de satisfação por tal ato que cometera há pouco tempo e dizia: — Terá de ser mais rápido do que isso. Ele lança uma espada no peito de Tabu, mas foi tão rápido que o próprio não conseguiu perceber. — Argh!— Gritava o buta de dores, mas nisso, ele ri também. — Esqueceu que sou imortal? Hahahaha! Pelo visto, a luta será boa!— Ele consegue tirar a espada de dentro de si e nisso se regenerava. The Bad olhava surpreso com a cena que via, mas nisso aplica um sorriso e fala: — Realmente. Será interessante essa luta. Confesso que estou empolgado. Haru perdeu para Crow e estava em risco de morrer. A Equipe Mega Boy se desmotivada, depois de Okiku sentir uma energia fraca vindo do sob, mas tentavam não se abalar por causa disso. Tabu enfrentava seu rival, The Bad. Será que o buta vencerá a batalha?
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