No dia seguinte, após o recrutamento dos novos integrantes que iriam proteger os Monges Mestres, logo pela manhã eles se encontravam no Palácio Gautama com os soberanos da Terra Monge.
- Bom dia a todos.- dizia Naki e todos respondiam.
- Esperamos que tenham passado bem esta noite e que estejam prontos para encararem o "novo normal" de vocês.- disse Umbi.
- Pois bem! A Profecia dos Deuses deixou claro que ameaças muito poderosas iriam fazer de tudo para acabar com o equilíbrio que há entre o Mundo dos Vivos e o Mundo dos Mortos.- disse Esp.
- Estas ameaças iriam chegar a um ponto de que nem mesmo os próprios monges dariam conta de zelar por esta proposta dos deuses.
- Entretanto, aqueles que hoje se encontram aqui no palácio foram eleitos por eles para que possam proteger os monges e assim manter o que foi conservado durante séculos.
- O garoto que possui o elemento gelo como referência, é o Mega Boy. Ele é o que irá comandar o grupo e assim orientá-los ao certo e ao errado.
- Não se assuste, Mega Boy. Pode contar conosco, caso se sinta inseguro com algo.
- Temos a monja do fogo, Lídia. Ela é a nossa melhor guerreira e foi escolhida para guiar inclusive você, Mega Boy.
- O hippie que guarda dentro de si o Poder de Buda, Shiku. De fato é um dos integrantes mais poderosos do grupo. Se treinar com dedicação, poderá superar até a nós mesmos.
- O filho de Thor, Zoko. Você é tão poderoso quanto o seu pai. Se treinar de forma disciplinada e focada, conseguirá ser mais poderoso do que qualquer semideus.
- Okiku, a kugutsu gênio. De fato os gênios são seres poderosos, assim como os seres divinos e demoníacos. Okiku não há dúvidas de que é uma das mais poderosas do seu mundo e de fato até do que nós.
- Por último, o último buta, Tabu. Lamentamos pela morte de seus companheiros, mas é nesse momento que recebemos você de braços abertos para o nosso povo. Contamos com você. Espero que seja bem-vindo.
Todos agradeciam pelas palavras dos monges e em seguida, Naki falava:
- Mega Boy, como você é o líder do grupo, que nome dará a ele?
O garoto pensava um pouco. Logo, ele dizia:
- Equipe Mega Boy.
- ""Pô", "vacilou" f**o, "truta". Que nome "estrambólico"".- pensava Shiku.
Umbi dizia:
- Muito bem! Vocês, Shiku, Zoko e Tabu, podem treinar juntos. Okiku e Lídia irão ficar para monitorar as nossas terras. Há os outros monges para lhes ajudar. Mesmo tendo vocês como nossos protetores, não podemos relaxar. Há monges muito fortes em nossas terras para cumprir com o papel de cooperar no que for preciso.
- Isso é tudo.- disse Esp.
Todos se reverenciavam perante os Monges Mestres e seguiam os seus destinos.
Enquanto isso, na Floresta Mágica, havia um grupo de homens que usavam roupas vermelhas de diversos tipos. A maioria deles era moreno, ruivo ou loiro. Dentre eles, havia um apenas que estava de preto. Ele tinha cabelos arrepiados e usava óculos escuros. O que tinha em comum entre eles é que possuíam uma tatuagem de ideograma chinês escrito "ódio".
- Olá, sobs.- dizia essa pessoa que usava preto.- Faz muito tempo desde que nos reunimos na última vez, que foi quando matamos os butas.
- Verdade. Aquele dia foi épico.- dizia um sob.
- Pois bem! Depois de muito tempo, creio que chegou a hora de invadirmos a Terra Monge. Vocês não sabem o quão ridículo é os vivos viverem entre os vivos e os mortos entre os mortos. Já imaginaram se todos pudessem ficar em apenas um mundo?
Os sobs comentavam entre si sobre esse ideal daquele que supostamente poderia ser o chefe deles. O sob de preto continuava dando o seu discurso:
- Com esse meu novo ideal, vamos unir forças novamente e m***r os monges, assim acabando com essa besteira. Vocês estão comigo?
- Sim, senhor!- diziam os sobs.
O sob de preto ficava pensativo por alguns segundos e dizia:
- Haru.
- Sim, senhor Boz.- um garoto ruivo e sardento aparecia dentre os outros.
- Eleja quatro sobs para lhe acompanhar para se infiltrar na Terra Monge. Antes de atacarmos o inimigo, temos que conhecê-lo.
- Certo.- o ruivo elegia os sobs que achava necessário para essa missão e assim, partiam para o destino indicado.
Aquele que se chamava Boz dizia:
- Vamos nos preparar fisicamente e mentalmente. Eles têm a magia. Nós temos os músculos. Se vencermos com nossa habilidade principal, ninguém mais nos segura!AH HAHAHAHAHAHAHAHAHA!
Todos comemoravam com os ditos de seu chefe.
Enquanto isso, Lídia e Okiku caminhavam pelo campo e a loira dizia:
- Que está achando da Terra Monge?
- É muito bonita. A natureza desse lugar é tão viva e agradável.
Lídia sorri.
- Aliás, é verdade mesmo que é estrangeira?- indaga a kugutsu.
Lídia confirmava que sim com a cabeça e dizia:
- Bem, como você foi a única que questionou a minha nacionalidade, vou lhe contar a minha história. Por que estou na China servindo aos Monges Mestres. - Se sentava em uma colina e pedia para Okiku se sentar com ela.- Foi há dois anos. Eu tive uma vida difícil. Meus pais me abandonaram porque não podiam cuidar de mim. Eu não tive uma casa fixa, morei em vários cantos do país. Servi à várias facções criminosas e cheguei a criar o meu legado. Isso tudo aconteceu quando eu tinha 13 anos.
- Nossa.- Okiku estava impressionada.
- Após ter sido perseguida por policiais e criminosos, estava à beira da morte quando levei vinte tiros. Alguém da minha idade na época não aguentaria, mas eu acredito que foi um milagre. Foi quando eu senti uma aura que me curava.
- Eram os Monges Mestres.
Lídia confirmava que sim com a cabeça e continuava:
- Eles me curaram e me explicaram o motivo de estar ali. Era porque eu tinha o destino de servi-los para que no futuro possa servir aquele que merece ser servido. A princípio não entendi, mas agora eu entendo. Mega Boy. É ele quem eu tenho que servir. É ele quem eu tenho que ajudar a cumprir com o seu objetivo. E também...- ela corava um pouco.- Esqueça.
Okiku ficava olhando para Lídia, até que sentiu alguma sensação r**m.
- Acredito que estamos sendo vigiadas. Eu sinto isso.
- Vigiadas?
Okiku confirma que sim com a cabeça.
- Cinco auras diferentes das habituais. As auras dos monges são calmas e acolhedoras. Estas que sinto são cheias de ódio. Venha!
As duas corriam até onde Okiku conseguia sentir as auras e viram cinco pessoas vestidas de vermelho que estavam escondidas em árvores que haviam ali no vilarejo.
- Podem sair. Sabemos que estão aqui.- disse Okiku.
Os sobs se impressionam ao verem que foram pegos de surpresa.
- Não acredito que uma kugutsu está aqui.- disse Haru.- Peguem elas!
Os monges que estavam por perto, alguns iam ajudar, outros fugir. Os que iam ajudar foram indicados por Lídia para saírem, pois, quem sabe dariam conta dos sobs que ali estavam.
Lídia saca sua espada, que concentra fogo e parte para cima de dois sobs. Okiku lançava dois raios de magia em ambos os sobs que iriam atacá-la.
Os sobs que atacaram Lídia, foram queimados facilmente, sem dó e piedade. Okiku transforma os outros dois sobs com quem estava lutando em borboletas.
- Droga.- dizia Haru.
- Só sobrou você.- disse Lídia.
- Deixe que eu o enfrento.- disse Okiku.
- O quê?- a loira fica pensativa.- Tudo bem então!
Haru dizia:
- Não pensem que lutarei desta forma. Eu vou acabar com você, kugutsu!
Haru se transformava em um monstro vermelho, que parecia um monstro de areia.
- Vamos lá.- disse Okiku, confiante.
Haru ia atacá-la com um soco, mas esta cria um escudo e consegue se defender. O sob ia atacando ela, onde esta vê que seu escudo está perdendo forças.
- "Não acredito nisso. Parece que terei de usar um pouco mais do esperado."- Okiku faz surgir tentáculos amarrarem seu adversário e em seguida, seus olhos brilham.
Uma onda elétrica invadia o corpo de Haru e assim, ele acaba desmaiando.
- Até que não foi tão difícil.- disse Okiku.- Poupei a vida dele porque pensei que pudéssemos fazer um interrogatório do porquê eles nos atacarem.
- Para quê? É óbvio que querem acabar com o equilíbrio proposto pelos deuses.
- Eu sei... Mas de alguma forma, eu sinto que esse garoto deve ser útil para nós.
- Você acha?
Okiku confirma que sim com a cabeça.
- É como se ele tivesse que nos ajudar a deter os sobs.
- Então, vamos levá-lo.
Os sobs já estão se mexendo para tentar m***r os monges. Como acabará essa situação.