Passadas algumas horas, após ter lutado com Okiku, o sob Haru havia acordado. Ele estava em uma cama igual à da época da China Antiga. Ao seu lado, tinha alguns itens de curativos e algo do tipo e ele não entendia nada.
- Onde estou?- indagava o sob.
Alguém entrava naquele quarto e era Lídia.
- Você.
- Enfim acordou.- disse a loira.- Você teve sorte de Okiku querer ter lhe poupado, senão por mim, iríamos matá-lo, da mesma forma que os seus companheiros.
Haru ficava apenas encarando a loira e dizia:
- Por que me poupar? Por que não me m***r, já que os sobs estão planejando um ataque a vocês?
- Um ataque a nós?- indaga Lídia.
O ruivo confirmava que sim com a cabeça e dizia:
- Ou será que me pouparam por motivos pessoais?
Lídia estava pensativa e dizia:
- O motivo de termos te poupado, é para que falasse a verdade.
- Então por que cuidar de mim?
- Porque mesmo sendo nosso suposto inimigo, ainda sim, é um ser vivo. E Okiku também acredita que você deve ser de utilidade.
Haru apenas olhava para Lídia e dizia:
- Muito bem! Se você quer me ouvir, eu contarei tudo e irei cooperar.
- O quê? Assim tão fácil?- indaga Lídia, surpresa com o que ouvira de Haru.
- Sim. O real motivo é que eu não gosto da ideia do nosso líder, Boz, de querer acabar com esse equilíbrio que os deuses proporem. Imagina a confusão que seria. A criação e preservação dos deuses seria em vão. Pode não parecer, mas sou contra a ideia dele.
- Sim, você está certo nessa parte.- Lídia se sentava ao lado dele.- Quer dizer que vai nos contar tudo?
- Vou.- dizia Haru.- O plano de Boz, líder dos sobs, é m***r os monges e assim gerar o tão temido desequilíbrio por vocês. Fazendo isso, ele planeja governar esse desequilíbrio. Para isso, ele quer ficar poderoso e vai treinar não somente ele, mas também seus subordinados para que assim todos possam cumprir com o seu objetivo em comum.
- Mas isso é sério! Quantos sobs há ao todo? Você sabe?
- Bem, acredito que uns dois mil.
Lídia apresentava uma expressão assustada. Logo dizia:
- São muitos. Nós só somos mil e quinhentos e apenas oitocentos são guerreiros.
- Isso é um problema.
— "Mega Boy e os outros terão de se esforçar muito para protegerem a Terra Monge. Parece que uma possível guerra está para acontecer."- pensava Lídia.- Você quer nos ajudar?
- Não somente quero como vou.- dizia Haru.- Nunca gostei de Boz nos governar. Sempre foi interesse próprio dele, nunca foi pelo nosso bem. Preferia que meu amigo Zobby governasse. Ele pensa mais na gente.
- Entendo.- Lídia se levantava.- Haru, quero propôr que se una à Equipe Mega Boy, um grupo de pessoas que estão destinadas a proteger os monges. Eu faço parte desse grupo.
Haru olhava para Lídia com uma expressão de estar interessado na proposta que ela fizera e dizia:
- Aceito.
- Ótimo.- Lídia sorri.- Agora que você é o nosso mais novo m****o, peço que descanse agora e em seguida, me encontre naquele campo aberto.- A loira aponta para o local indicado da janela.
- Certo. Irei descansar sim.- disse Haru, que começara a dormir. Aparentava estar cansado e a loira sentia isso. Ela sorria e em seguida, saía de seu quarto.
Ela encontrava Okiku que estava no corredor e esta dizia:
- Então?
- Tenho muito o que conversar com os Monges Mestres.- disse Lídia.- Eles ficarão apavorados, mas preciso passar essa informação para eles.
- Sim. Eu vou com você.
- Fique de olho no sob. Está tudo bem.
- Entendi.
Lídia saía da "casinha", que aparentava ser uma espécie de "mini hospital" e se dirigia ao Palácio Gautama.
Chegando lá, Lídia havia contado aos monges tudo o que Haru havia lhe contado. Eles ficaram surpresos com que o líder dos sobs, Boz queria fazer. Em seguida, eles falam:
- Como o sob quer ajudar e até mesmo integrou à Equipe Mega Boy, é perfeito. Toda forma de nos ajudar será bem-vinda.
- Sim, mestres. - disse Lídia.
- Não se esqueça de verificar como está o treinamento dos rapazes. Conforme estiver bom, queremos que chame Mega Boy para que Haru treine com os outros no lugar dele.- disse Umbi.
- Sim, mestres. Irei fazer isso agora.
A monja pedia licença e saía.
Enquanto isso, Okiku escutava gemidos vindo do quarto de Haru e ela decide entrar. Via que ele estava tendo alguma espécie de pesadelo.
- Sai... Não... Nem pensar... Não irei...
A kugutsu começa a ler a mente dele e vê que o pesadelo se dirigia a Boz e os sobs perseguindo Haru, onde o líder deles ordenava que ele matasse os monges. Como o ruivo não queria por contrariar os pensamentos de seu superior, ele negava essa situação.
Okiku usava os seus poderes para acordá-lo e assim o fez.
- Onde estou?- indaga o sob.
- Está tudo bem. Foi só um pesadelo.- disse Okiku.
- Ufa!
- Foi um dos piores, não é?
Haru fazia que sim com a cabeça. Ele se lembra da luta que teve com ela e dizia:
- Vocês, kugutsus, devem ser muito poderosos.
- Sim, somos. Ainda mais poderosos do que os monges.
- Incrível.
- Por que nos atacou daquele jeito?
- Porque Boz me ordenou. Eu me esforcei o bastante para ser reconhecido por todos, mas eu esperava lutar com ele um dia, já que odeio seu sistema de comando. Boz só quer poder se beneficiar em cima de nós e eu não gosto disso.
- Como ele virou líder dos sobs?
- Ele foi um dos primeiros. Por seu espírito de liderança, ele passou a governar os sobs.
- Entendi.
Enquanto isso, Lídia aparecia no local onde os garotos estavam treinando. Ela olhava eles treinarem tranquilamente.
- Muito bem! Vamos lá.- Mega Boy saca uma espada que brilhava em cor de gelo, diferente do de Lídia, que brilha cor de fogo.
Ele parte para cima de Tabu, que projeta duas lâminas e se escutava o tilintar das armas propostas pelos dois. Tabu recuava. Mega Boy parecia mais "raçudo" e pressionava o seu parceiro de treino.
— "Mega Boy está lutando bem, mas aparenta estar muito afobado."- pensava Lídia.
Tabu transforma suas pernas em mola. Em seguida, ele transforma uma das lâminas em marreta e ia atingir Mega Boy, que se afasta sem problemas.
Tabu continuava a atacá-lo com a marreta e o garoto ia se esquivando.
— "Seu reflexo melhorou bastante."- pensava a loira, que continuava a olhar a luta dos dois.
Tabu solta vários espinhos e Mega Boy cria um escudo gigante de gelo. Em seguida, ele transforma os espinhos que Tabu lançara em gelo e contra atacava. O monstro criava buracos em seu corpo e com isso, nenhum espinho lhe atingiu.
— "Muito bom o treino deles. Estou gostando."- pensa Lídia.
No outro treino, Shiku fala:
- "Tô" pronto para a "pegação de soco".
— "Esse sujeito é tão estranho."- pensa Zoko.
Shiku liberava uma aura passiva de cor dourada, em seguida, ele aumenta esse poder e se transforma em uma aura furiosa, emanando grande poder.
— "Nossa, mas que poder é esse?"- pensava Lídia.
Shiku parte para cima de Zoko, que se esquivava e este concentra raios e trovões ao redor de seu corpo. O hippie saía de perto e ouvia Zoko gritar:
- PELO PODER DO DEUS... THOOOOOOOR!- Um raio atinge Zoko e uma aura elétrica lhe envolvia. O semideus aumenta esse poder.
— "Minha nossa."- Lídia estava impressionada com tamanho poder de Zoko.
Um raio de trovão era lançado em Shiku. Este aumenta sua aura, se protegendo, mas não foi o suficiente. O hippie fora atingido, mas a sorte é que ainda se mantinha de pé.
- p*****a DE BUDA!- Um raio em forma de mão estendida ia rapidamente na direção de Zoko, que criava um raio poderoso elétrico.
Um grande impacto acontecia e Lídia dizia:
- Até que eles não estão m*l. Mas ainda assim, precisam treinar mais. Pelo menos até que se familiarizem com os seus poderes.
Depois de alguns minutos, ela ia até o Palácio Gautama e dizia:
- O treinamento deles está indo bem, mas não creio que Mega Boy tenha de deixar o treino.
- Ele continuará.- disse Naki.
- Iremos ensinar a ele uma técnica.- disse Umbi.
- Que foi passada de geração em geração.- disse Esp. - Apenas nós, os Monges Mestres, sabemos, mas agora Mega Boy saberá.
- Uma técnica? Que técnica é essa?
Eles diziam juntos:
- O *Huangjin Qiú.
Huangjin Qiú. Que misteriosa técnica será essa que os monges querem ensinar para Mega Boy?