O silêncio que se instalou depois daquele primeiro choque foi pesado, quase palpável. Parecia que o ar do quarto tinha engrossado, como se respirar exigisse mais esforço. As freiras ainda estavam ali, imóveis, tentando entender aquela troca muda de olhares que não fazia sentido algum para ninguém além de mim… e dela. Foi então que algo mudou. A rigidez do corpo dela começou a ceder aos poucos. Os ombros, antes tensos, relaxaram. A respiração, que estava presa no peito, saiu em um suspiro longo, trêmulo. Os olhos ainda não desgrudavam de mim, mas agora havia menos pânico e mais… reconhecimento. Como se uma névoa estivesse se dissipando dentro da cabeça dela. Ela engoliu em seco. Os lábios se moveram, mas nenhum som saiu na primeira tentativa. A freira ao lado dela se inclinou um pouco,

