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1207 Palavras

Mais tarde, decidi que precisava ver a mulher no orfanato, saber como estava, se acordou. Saí de casa sem fazer barulho, como quem carrega um pecado novo demais para já ter nome. A madrugada estava daquele jeito silencioso que só existe quando o mundo parece suspenso, como se Deus tivesse pedido alguns minutos de pausa para reorganizar as coisas. Fechei o portão devagar, sentindo o ferro gelado na palma da mão, e por um segundo fiquei parado ali, respirando fundo, tentando entender por que meu coração batia tão diferente daquela vez. Entrei no carro e, antes mesmo de girar a chave, apoiei a testa no volante. Fechei os olhos. Minha cabeça estava cheia. Ângela. O sorriso dela mais cedo. O jeito como ela me olhou quando rimos de algo bobo, como se aquele instante fosse simples demais pra cab

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