O cheiro de pipoca e churros ainda pairava no ar quando nos aproximamos da pequena praça de alimentação do parque. Luzes coloridas refletiam nas superfícies metálicas das mesinhas, enquanto o som distante de risadas e música eletrônica misturava-se ao aroma doce dos doces recém-preparados. Ângela caminhava ao meu lado, os dedos entrelaçados aos meus de forma natural, confortável, como se a rotina de proximidade tivesse se tornado uma extensão do que já éramos: amigos próximos, confidentes silenciosos, companheiros de momentos leves e significativos. Escolhemos uma mesinha afastada, longe da agitação dos carrinhos e brinquedos, e nos sentamos. Ela tirou o casaco delicadamente e respirou fundo, soltando um pequeno suspiro de alívio, como se o parque tivesse sido uma fuga necessária. Eu mant

