Sentindo

1148 Palavras

Eu chego ao restaurante no horário mais cheio do almoço. O movimento está intenso, como sempre: talheres batendo nos pratos, garçons cruzando o salão apressados, vozes se sobrepondo, cheiro de comida quente tomando tudo. É um caos organizado, familiar. Um lugar que sempre foi casa, mesmo quando minha cabeça estava em outros mundos. Assim que coloco o pé para dentro, m*l dá tempo de procurar meus pais com os olhos. — Gabriel! A voz da minha mãe corta o barulho do salão. Ela vem praticamente correndo na minha direção, o avental ainda amarrado na cintura, o rosto tenso demais para quem só estava trabalhando minutos antes. Quando chega perto, segura meu rosto com as duas mãos, como fazia quando eu era menino, me analisando dos pés à cabeça. — Meu filho, você tá bem? — pergunta rápido demai

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