A noite caiu devagar, quase com cuidado. O céu foi escurecendo aos poucos, como se alguém estivesse girando um dimmer invisível, diminuindo a luz do dia até sobrar apenas aquele azul profundo, pontilhado de estrelas tímidas. Do quarto, eu via as luzes do resort começarem a acender uma a uma, refletindo na piscina, nos caminhos de pedra, nas palmeiras altas que balançavam com o vento do mar. Ângela entrou no banheiro. Eu fiquei sentado na cama, ouvindo o som da água, pensando em como aquela viagem já estava me marcando mais do que eu imaginava. Não era só descanso. Era a sensação de estar vivendo algo que parecia… certo. Quando ela saiu, o coração deu um pequeno tropeço dentro do peito. Ela usava um vestido leve, escuro, com um decote discreto, mas elegante. O cabelo solto, caindo pelos

