Vibrando

984 Palavras

A manhã seguinte ainda ecoava dentro de mim como uma música boa que não sai da cabeça. A gente acordou tarde, sem despertador, sem pressa, com aquela sensação rara de que o mundo lá fora podia esperar. O quarto estava iluminado por uma luz suave que entrava pelas cortinas claras, e o som do mar chegava abafado, constante, quase como uma respiração calma. Ângela estava deitada de lado, me observando com um sorriso preguiçoso. — Bom dia, ex-padre — ela provocou. — Bom dia, causadora oficial da minha ruína — respondi, rindo. Ela se aproximou, me beijou o rosto, depois a boca, sem pressa, como se estivesse marcando território. — Hoje eu quero fazer coisas idiotas com você — disse. — Tipo? — Andar sem rumo, rir de gente estranha, comer demais, fazer piada interna. — Parece um plano exc

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