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Uma esposa esquecida: Quando a memória falha, o coração recorda.

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Sinopse

Quando Ethan, herdeiro de uma família poderosa, decide apresentar sua esposa, Isadora, uma jovem de origem humilde, para seus parentes, o destino intervém cruelmente. Um acidente grave o deixa sem memória, apagando completamente sua vida ao lado dela.Meses depois, o acaso a leva a trabalhar como empregada na mansão dele. Depois de vê-la, Ethan começa a ter sonhos vívidos e fragmentados de um amor que não consegue explicar, enquanto sente uma conexão inexplicável com Isadora."Uma história de amor, redescoberta e coragem, onde a memória pode falhar, mas o coração nunca esquece."

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Capítulo 1: Um encontro inesperado
Algumas vezes o destino resolve dar uma guinada na nossa vida, sem aviso, sem questionar se você está pronto ou não. Foi isso o que aconteceu com Isadora Hayes em uma noite morna de julho, especificamente 16 de julho. O salão estava lotado, luzes demais pendiam no teto alto, iluminando o lugar decorado com flores brancas e amarelas. Muitas amarelas para o gosto de Isadora, já que ela sente um tipo de aversão pela cor, mas estava ignorando afinal era seu trabalho e só seria por uma noite. Isadora segurava a bandeja com ambas as mãos, os nervos à flor da pele. Não era todo dia que uma garota de pequena cidade tinha acesso a um evento luxuoso. Bem, "acesso" não era exatamente a palavra certa. Ela estava ali para servir, e talvez, com um pouco de sorte, contatos para um emprego integral. Com passos cuidadosos, ela caminhava entre os convidados, equilibrando taças de champanhe enquanto desviava dos homens de ternos caros e das mulheres em vestidos deslumbrantes. Isadora teve muita sorte ao conseguir aquele emprego temporário de garçonete, ela precisava do dinheiro, e esta era sua chance de pagar a conta do mês atrasada. — Desculpe. — Murmurou ao esbarrar levemente em um homem alto que nem pareceu notar. Ele estava muito ocupado em uma conversa cheia de risadas forçadas. Isadora suspirou, tentando ignorar a sensação de inadequação. Este era o tipo de mundo que ela via de longe, nas revistas ou filmes, e a distância parecia segura. Aqui, no meio de tudo, ela só queria desaparecer. Na lateral do salão, perto de uma grande janela que oferecia vista para o jardim estava um homem com a postura relaxada, quase entediada, que se destacava do resto da multidão. Ele não ria exageradamente como os outros nem olhava em volta como se precisasse ser notado. Ele apenas observava, com um copo na mão, os olhos atentos, como se exergasse algo que os outros não viam. Isadora desviou o olhar rapidamente, sem saber se ele havia notado sua presença ou o tempo que ela ficou encarando. — Garçonete, mais champanhe! — Uma voz estridente chamou sua atenção de volta. Ela se apressou a atender, mas, ao girar, perdeu o equilibrio ao tropeçar no vestido volumoso de uma das convidadas. A bandeja inclinou-se e antes que o desastre fosse completo, uma mão firme segurou a bandeja, estabilizando-a com destreza. Isadora olhou para cima, surpresa, e encontrou os olhos dele. O homem perto da janela. — Está tudo bem? — Perguntou com um tom calmo e gentil, seus olhos avelãs, encantadores castanhos-esverdeados se fixaram nos dela. Isadora tentou dizer algo, mas as palavras ficaram presas em sua garganta. Ela apenas balançou a cabeça em agradecimento, o rosto queimando de vergonha. — Não se preocupe, acontece. — Ele acrescentou, um pequeno sorriso brincando em seus lábios. E, antes que Isadora pudesse responder, ele afastou-se, desaparecendo na multidão com a mesma calma que havia aparecido. O restante da noite parecia ter passado em um borrão para isadora. Entre os pedidos apressados de champanhe, olhares indiferente dos convidados e um cansaço que começava a pesar nos ombros, as horas se foram rapidamente. Enquanto empilhava bandejas vazias na cozinha improvisada ao fundo do salão, Isadora tentava afastar a lembrança de um sorriso que se recusava a desaparecer. — Isadora! — Era a voz de Margie, a supervisora de equipe. — Parece que alguns convidados estão pedindo sobremesas na área externa. Pegue e vá até o terraço. Isadora suspirou cansada, mas obedeceu prontamente. Pegou uma nova bandeja com taças de tiramisú e abriu as portas que davam acesso para o terraço. Lá fora, o ar fresco da noite era um alívio em comparação com o calor abafado do salão. Havia poucos convidados ali, rindo e conversando ao redor de mesas pequenas. Isadora começou a servir, mantendo-se discreta, como sempre. Ao se virar para pegar taças vazias, viu novamente o homem de antes. Ele estava encostado no parapeito, olhando para as luzes da cidade abaixo. Dessa vez, ele parecia ainda mais distante, como se tivesse se perdido em seus pensamentos. Isadora hesitou, mas precisava passar por ele para alcançar uma das mesas. Ao se aproximar, o homem ergueu os olhos, notando-a. — Você trabalha muito rápido. — Ele comentou com um pequeno sorriso que o fazia parecer interessado em conversar. — Ah... — Isadora parou, surpresa. — É parte do requisito. — Respondeu, com um sorriso tímido. — Mesmo assim, é impressionante. — Ele inclinou a cabeça. Isadora já ouviu todo tipo de comentário sobre seu trabalho, essa era a primeira vez que alguém o descrevia como "impressionante", a menos que ele estivesse se divertindo as custas dela. — Qual é o seu nome? — Ela engoliu em seco. Não estava acostumada a eventos como esse, mas algo lhe dizia que não era comum um convidado falar com uma funcionária, ainda mais de forma tão cordial. — Isadora. Isadora Hayes. — Isadora Hayes. — Ele repetiu o nome como se estivesse experimentando as palavras. — Sou Ethan Sterling. — É um prazer conhecê-lo, senhor Sterling. — Isadora respondeu, de forma educada, enquanto tentava ignorar o desconforto crescente. — Por favor, só Ethan. — Ele deu um passo para o lado, abrindo espaço para que Isadora pudesse passar. — Espero que este trabalho não seja tão terrïvel quanto parece. — Ela riu, sem querer. — Não é terrïvel. Só... cansativo. — Imagino. Você parece o tipo de pessoa que se sai bem no quer que se proponha a fazer. Isadora sentiu as bochechas queimarem, por sorte Margie apareceu no terraço, chamando-a novamente para o salão principal. Isadora lançou um olhar rápido a Ethan, murmurando um "Com licença" antes de se apressar para atender ao chamado. Enquanto caminhava de volta, não pôde evitar olhar por cima do ombro. Ele continuava no mesmo lugar, observando-a com curiosidade. E assim, com o coração batendo mais rápido do que deveria, Isadora se afastou sem ter ideia que aquele momento era apenas o inicio de uma história muito maior.

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