Capítulo 145

1234 Palavras

BRUNA NARRANDO Eu nunca imaginei que uma madrugada pudesse ser tão longa, tão cheia de medo e incerteza. Acordei assustada com o som de tiros distantes, os estalos de fuzil atravessando a noite. Meu corpo inteiro tremia, e mesmo com a adrenalina me mantendo alerta, a primeira coisa que veio à minha cabeça foram as crianças. — Henry … Mateus… — sussurrei baixinho, puxando o cobertor ao redor do corpo. — Estão seguros? O motel estava escuro, só o chiado do rádio da recepção e o ventilador quebrado no teto. Peguei o celular, as mãos trêmulas, e tentei ligar para a babá. Meu coração apertava a cada toque que não caía na linha. — Vai, vai… atende, por favor… — murmurei, mordendo o lábio, sentindo o suor frio escorrer pelas costas. Quando finalmente a ligação caiu, ouvi a voz da babá, nerv

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