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Infernal

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Sinopse

Em um reino onde a luz dita as regras e o fogo é um pecado mortal, o Príncipe Hunter se entrega a um alfa com um poder proibido. A paixão que os une desafia leis ancestrais e segredos sombrios, mas o destino de um amor infernal pode ser o estopim para queimar tudo o que conhecem.

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Introdução ao Caos
Antes que eu possa contar como chegamos até aqui no ano de 2225, como evoluímos para uma sociedade livre e sem preconceitos letais, preciso explicar como ficamos aprisionados por muros e portões, preciso esclarecer como e porquê meus antepassados foram fundamentais para o novo mundo como conhecemos e porque há uma estátua de um homem em chamas no parque central da nossa cidade. Se você está lendo este relato em algum site ou fórum e desconhece o reino de Ashara, deve estar pensando que tal estátua representa uma cena de horror absoluto e não deveria estar exposto em praça pública, então não imagina o que o meu povo sofreu para chegar até este ponto de liberdade e quem foi aquele homem, quem foi o rei que acabou com anos de um império monárquico e como um cão infernal viveu por tantos anos para mudar a trajetória do mundo como conhecemos. E este homem foi Charles Parker, meu tataravô. ✘✘✘ No final da década de noventa um vírus se propagou de forma epidêmica, ninguém sabia como havia começado e nem como produzir uma cura. Os sintomas começavam com uma simples gripe, mas em menos de uma semana levava a morte e se alastrava entre as pessoas como se todo o ar tivesse sido contaminado, cada brisa parecia um alento de morte. Os meses de procura pela cura se arrastavam em um ritmo angustiante. O medo impregnava o ar, denso e palpável, enquanto víamos a morte ceifar vidas a cada dia. O luto se tornou constante, e a esperança, uma chama cada vez mais fraca. O ar fedia a morte e desespero, máscaras se tornaram extensões dos rostos, e o som constante de sirenes ecoava pelas ruas desertas. A febre consumia os corpos, e a tosse se tornava o prenúncio da morte. Pesquisadores, biólogos, médicos, químicos, biomédicos e farmacêuticos, todos unidos em um propósito de criar uma vacina que impedisse a morte ou um remédio que ao menos desse mais tempo para uma cura, qualquer tratamento seria uma esperança. Os meses nesta procura foram tenebrosos e em cerca de seis meses 3% da população mundial havia falecido. O planeta estava em colapso, não havia lugar para enterro dos mortos, essas pessoas juntas em covas coletivas sem o devido preparo era um crime ambiental grave, em breve o planeta também pereceria. Foi em sete meses de contágio que os principais governos mundiais abandonaram o discurso religioso ou seus próprios sentimentos sobre a morte e aceitaram que a cremação seria o melhor descarte para todos aqueles corpos, não havia mais lugares e a fumaça liberada talvez fosse menos tóxica do que milhões de corpos se decompondo sob o solo. Havia um medo inicial do vírus se propagar ainda após a morte, se alastrar ainda mais pelo ar através das cinzas. Mas já não haviam mais alternativas, não haviam mais lugares, cemitérios ou hospitais. A ideia da cremação pairou como uma sombra, encontrando resistência nos corações apegados às tradições. Mas a realidade c***l se impôs: não havia mais espaço, e o gás dos corpos em decomposição ameaçava se tornar um veneno maior que o próprio vírus. A decisão foi tomada com pesar e lágrimas, um último adeus em meio às chamas. Essa decisão acertada os trouxe a cura, ou melhor, uma direção para onde deveriam seguir. O vírus não era resistente ao fogo, não se propagava após a queima dos corpos, então usariam isso para chegar ao objetivo. Só havia um problema neste primeiro momento: o corpo humano também não resiste a altas temperaturas. Pessoas doentes, nos primeiros estágios de infecção, descobriram a possibilidade de se manterem vivas por mais tempo e passaram a se trancar em cômodos fechados com aquecedores, ficando em frente a fogueiras e lareiras, tentando suportar o máximo de tempo o calor. Ainda que houvesse quem tenha vivido um pouco mais, a maioria seguiu com a morte iminente, desta vez tendo a ajuda do sufocamento por monóxido de carbono. Após um ano de epidemia global e 5% da população dizimada, encontraram algo que acreditavam ser a cura, uma vacina que os salvaria, mudou tudo. Cientistas fizeram testes com mudança celular, introduzindo um novo gene na população que fosse capaz de combater a doença. A curto prazo foi uma solução milagrosa e efetiva, curando 87% dos pacientes infectados. As doses foram aplicadas na população saudável, que pode respirar sem máscaras novamente após tanto tempo. A vacina trouxe uma onda de euforia inicial, uma sensação de vitória sobre a morte. Mas essa alegria logo se transformou em espanto e apreensão quando os primeiros sinais de mudança se manifestaram. Força sobre-humana, controle sobre os elementos... era como se tivéssemos despertado para um mundo de fantasia, onde o poder coexistia com o perigo. O primeiro mês após a vacina deixou a todos revigorados, felizes e com esperança de que um novo mundo pudesse ser construído. Mas as consequências de brincar com o genoma humano foram devastadoras. Em poucas semanas os seres humanos já não eram mais... humanos. Força e vitalidade vieram somados de poderes elementares e descontrole. Era longe do que os cientistas queriam chegar, ao mesmo tempo que sentiam-se honrados com tal feito. Quase como se tivessem propositalmente elaborado uma mutação. A transformação era tanto gloriosa quanto assustadora. Veias pulsavam com luz, olhos brilhavam com energia elemental, e a pele parecia irradiar calor ou frio. Testemunhar esses poderes era presenciar o nascimento de uma nova era, onde o humano e o extraordinário se fundiam. E em meio ao desconhecido a população foi segregada em três classes. As classificações foram definidas da seguinte forma: Alfas: que eram seres reprodutores, tinham dons que variavam predominantemente entre terra, ar, trovões e fogo. Ômegas: que eram seres que podiam conceber, tinham dons que variavam entre luz, água, gelo e cura. E, por fim, haviam os betas que, apesar de mais resistentes, eram como humanos do velho mundo, sem poderes, sem classificação e segregados em homens e mulheres. Não demorou para que acabassem exilados pelos demais, pelo próprio rei de Ashara. Muros se ergueram, separando não apenas territórios, mas também corações. A desconfiança pairava no ar, e o olhar entre Alfas, Ômegas e Betas carregava tanto fascínio quanto medo. A sociedade, antes unida pela tragédia, agora se fragmentava em um mosaico de ódio e ressentimento. Esse novo poder mudou as pessoas e um novo caos começou a se propagar e se antes o problema eram as mortes pela doença, agora o problema eram as guerras por poder, por qual grupo era mais forte. O mundo pareceu entrar em uma obscura era medieval outra vez, reconstruindo um novo mundo do zero, repartindo os terrenos e quem era o sexo frágil. Era como se todos tivessem retornado e uma era feudal, toda a tecnologia que havia foi praticamente destruída pelo vírus e posteriormente pelas guerras. O ano de 2015 marcou o ápice de um período caótico na região. Quase tudo que a humanidade conhecia havia se perdido em meio ao conflito, e a guerra contra as potências ocidentais parecia caminhar para uma derrota iminente. O poderio militar do Ocidente residia em seus exércitos de alfas, cujas habilidades de manipular a terra e o fogo se mostravam devastadoras. Do lado oriental, apesar da maioria dos ômegas possuírem o dom da cura, seus esforços pareciam insuficientes para conter a onda de destruição. A virada ocorreu no ano seguinte, em 2016. Um ataque surpresa liderado pelo rei Davi Baynes dizimou os alfas remanescentes do ocidente, selando o fim da guerra dando a Ashara a vitória do que foi conhecido como a Guerra Auroria. Como consequência desse conflito, um decreto severo foi estabelecido: todo alfa com o poder de fogo deveria ser executado logo após o nascimento. Essa medida visava garantir que o povo jamais voltasse a sofrer nas mãos de indivíduos com tais habilidades. O primeiro rei Baynes garantiria que nunca, ninguém jamais esquecesse que o fogo quase os consumiu, que o fogo quase os destruiu. Ashara foi construída a partir das cinzas de seu povo e não deixaria que nada queimasse novamente. Antes de lhes contar mais da história dos meus tataravós, sobreviventes deste m******e, deixo aqui a citação do último rei de Ashara, um Baynes. “Seu corpo era quente como o inferno. Suas veias brilhavam sob a pele como se lava corresse por elas. Seus olhos cintilavam como brasa acesa e ainda que ele tentasse me fazer desistir, meu coração já havia sucumbido ao desejo por aquele homem.”

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