Você É Minha!

1467 Palavras
No domingo, aproveitamos mais um pouco na cidade, fomos à praia e almoçamos em um restaurante. Por volta das 18h voltamos para a nossa cidade. Will me deixou em casa, e assim que entrei tive um tremendo susto ao ver Philippe sentado no sofá. - Você? - Perguntei, assustada. - Desculpa, Steph, eu disse que você não estava, e ele não me deu ouvidos e foi entrando. - Disse dona Gesi. - Tudo bem! E o meu pai? - Está no quarto vendo TV. - Ok! Muito obrigada. - Não acha melhor eu ficar? - Encarou Philippe. - Não, está tudo bem. - Forcei um sorriso. Meio a contragosto a mulher foi embora. Senti o olhar de raiva de Philippe sobre mim, o que me deu muito medo, já imaginando o que aconteceria em breve. O homem se levantou e veio em minha direção, e eu fui para trás até acabar me encostando na parede. Philippe deu um t**a na parede, perto de mim e eu me assustei. - Onde você estava? Posso saber? - Eu… Hã… Estava viajando. - Ah, viajando? Que legal! - Falou de forma irônica. - Posso saber onde a madame estava? - Estava no litoral. - Respondi sem olhá-lo. - E posso saber com quem? - Hã… Sozinha, precisava espairecer um pouco. - Menti. - MENTIRA! - Deu um t**a na parede, ao meu lado, o que fez eu gritar, por causa do susto. - O que está havendo? - Escutei papai perguntar do seu quarto. - Nada, pai. Está tudo bem. - Respondi. Philippe me olhava com fúria enquanto eu temia seu olhar. E de repente, ele me pegou pelo pescoço e me acusou de ter viajado com Will. Ok, de certa forma eu havia viajado com ele, mas não da forma que o homem estava pensando, pois ele tinha metido na cabeça que Will é meu amante, o que era um total absurdo, já que ele era apenas meu patrão. Philippe me levou até o meu quarto e me espancou, e eu ainda tive que me conter para não gritar, pois não queria que meu pai escutasse e ficasse preocupado. Após a sessão de agressão, o homem ainda me forçou a ter relação com ele, com a desculpa de “eu que sou homem de verdade, e só eu sei te dar prazer, você nunca vai conhecer alguém que seja melhor de cama do que eu.” Que patético! Como ele consegue se achar tanto? E para piorar ainda mais - se é que isso é possível - ele disse que dormiria em minha casa, pois queria me levar para o trabalho no dia seguinte, segundo ele “para o meu patrão ver que eu tenho dono”, será que ele acha que eu sou um animal de estimação para ser o meu dono? Ah, cada dia que passa, eu sinto mais raiva dele. Pelo menos dessa vez, ele havia deixado o meu rosto intacto. (...) No dia seguinte, acordei bem cedo e vi que Philippe já havia levantado. Levantei também, e fui procurar por ele, na esperança dele ter ido embora. Quem dera. Assim que cheguei na cozinha vi o homem preparando o café da manhã. - Bom dia! - Abriu um imenso sorriso, como se nada tivesse acontecido. - O que você está fazendo aqui? - Perguntei. - Preparando o nosso café da manhã. - Não estou com fome. - Ah, mas você vai comer um pouquinho comigo, né? Olhei seriamente para o homem, e ignorando a fala dele, fui até o quarto do meu pai para vê-lo. Papai já havia acordado e deu um leve sorriso ao me ver. Amava vê-lo sorrir. - Bom dia! Como o senhor está? - Me aproximei da sua cama. - Estou bem. - Tocou levemente o meu rosto. - Está tudo bem, querida? - Aham. - Forcei um sorriso. - Daqui a pouco, a dona Gesi vai chegar para ficar com o senhor para eu ir trabalhar, ok? - Claro, meu bem. Dei um beijo no rosto dele e voltei para a cozinha após Philippe me chamar para tomar café. Me sentei à mesa e ele começou a falar com muita naturalidade, como se não lembrasse que havia me espancado na noite anterior, e talvez nem lembrasse, já que o agressor sempre esquece o que faz, mas a vítima jamais. Após tomar café, tomei um banho rápido e me arrumei para o serviço. Philippe fez questão de me levar para o serviço, infelizmente, eu falei que não era necessário, mas de nada adiantou. O homem estacionou o carro na frente da casa do Will, saiu do veículo e abriu a porta para mim, como se fosse algum cavalheiro, coisa que ele nunca foi. - Já estou entregue, pode ir. - Falei. - Não, querida, vou te levar até a porta. - Deu um sorriso sínico. - Não pre… - Xiu, vou sim, e não se fala mais nisso. O homem me abraçou de lado e me acompanhou até a porta, e eu toquei a campainha. Logo Will abriu a porta e pude ver sua expressão de surpresa ao me ver acompanhada de Philippe. - Oi. - Falei. - Steph! - Mel surgiu correndo e veio até mim, porém parou na porta ao ver Philippe. - Quem é? - Sou o Philippe, namorado da sua babá. - Você tem namorado, Steph? - Franziu a testa. - Amor, não falou de mim? Que f**o! - Não falo de assuntos pessoais no horário de trabalho. - Me defendi. - Está certa, você tem toda razão, meu amor. Bom, vou deixar você trabalhar, depois venho te buscar. Ele me beijou para marcar território, e ignorou o fato de ter uma criança no local. Em seguida, ele se despediu de Will e Mel e foi embora, graças a Deus. - Desculpa por isso. - Falei assim que o homem se retirou. - Step, está tudo bem? - Will me perguntou meio desconfiado, assim que eu adentrei sua casa. - Aham. - Eu não sabia que você tem namorado. - Disse Mel. Logo se dirigiu para o pai. - Papai, quando eu vou poder namorar? - Quando você tiver uns 35 anos. - Falou, nos fazendo rir. - Mas daí eu já vou ser velha, e como vou ser mamãe se vou ter idade pra ser avó? - Ah, Mel… - Eu ri. - 35 anos ainda é jovem, mas acho que seu pai deu uma leve exagerada. - O encarei. - Não mesmo. - Falou ao colocar a mão em meu ombro, que estava machucado, por conta da noite anterior. - Ai! - Reclamei de dor assim que ele encostou em mim. - O que houve? - Tirou a mão rapidamente. - Nada, eu só… Hã… Me bati hoje na escrivaninha do meu quarto, e ficou um pouco dolorido. - Ah… - Falou soando meio desconfiado. Logo se dirigiu para a filha. - Filhota, dá um beijo no papai, que o papai já vai. A menina pulou no pescoço do pai, lhe deu um selinho e o homem deu um beijo na testa da menina, se despediu de mim e saiu. Mel e eu fomos para o quarto dela e ficamos brincando durante algum tempo. Porém, em dado momento, ela disse: - Steph, teu ombro está muito f**o! Olhei para o meu ombro machucado e notei que estava à mostra. - Ah, sim… - Puxei a manga da minha blusa, cobrindo o ombro. Fiquei mais algum tempo brincando com a menina, até o horário da pequena tomar banho e almoçar. Observei Mel brincando com as espumas do sabonete, e lembrei da minha pequena Flor. Flashback on Flor e eu estávamos tomando banho de banheira, e a minha pequena começou a brincar com as espumas da banheira, a menina adorava fazer barba e roupas de espuma, adorava vê-la se divertindo tanto em um simples banho. - Mamãe, posso lavar teu cabelo? - Claro, meu amor. Me virei de costas para a criança e ela colocou um pouco de shampoo em meu cabelo e começou a massageá-lo, tinha o toque tão suave. Me virei de frente pra ela, que sorriu. - Eu te amo. - Falei. - Eu também te amo, mamãe. - Sorriu e me abraçou. Flor voltou a brincar com as espumas enquanto eu a observava. Flashback off - Steph? Abri os olhos, que eu havia fechado por um instante, e vi Mel à minha frente. - Está tudo bem? - Me perguntou. - Está, sim, pequena. - Forcei um sorriso. - Acho que está na hora de sair do banho, né? - Mel acenou positivamente com a cabeça. Enrolei a criança em sua toalha e a levei até o seu quarto, ajudei a menina a se vestir e lhe fiz uma linda maria chiquinha.
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