Viaja Comigo?

1101 Palavras
Assim que cheguei em casa, me deparei com Mel sentada à mesa, esperando Steph terminar de servir o almoço, e ela já havia tomado banho e estava pronta pra escola, fiquei feliz de ver que ela estava obedecendo e as coisas estavam dando certo. - Papai! - Disse minha pequena ao me ver. - Oi, meu amor. - Lhe dei um beijo em sua testa. - E como estão as coisas por aqui? - Tudo certo, seu Willian. - Quanta formalidade! Me contento somente com “Will”. - Sorri e a vi lançar um sorriso tímido. - Steph, me surgiu uma ótima oportunidade de subir de cargo no meu serviço, mas para isso preciso fazer uma capacitação de dois dias em uma cidade do litoral. - Ah, que legal! - Sorriu. - E bom, eu estava pensando em levar a Mel, para não passar o final de semana longe dela… - Vamos viajar, papai? - Sorriu empolgada. - É o que estou pensando, baixinha. - Logo me dirigi para Steph novamente. - Mas eu gostaria de saber, se você pode ir com a gente? Pois como vou fazer 6 horas de capacitação a cada dia, preciso de alguém que fique com a Mel. No caso, vamos na sexta e voltamos no sábado à noite . Ah, e a hospedagem é por conta do meu serviço. O que me diz? - Eu… Hã… Bom, preciso ver certinho, posso te dar uma resposta amanhã? - Claro! - Sorri. - E obviamente, te pagarei a mais por isso, mas vê e amanhã você me avisa. - Claro, aviso sim. A mulher se despediu de mim e da minha filha e foi embora. Espero que ela aceite viajar conosco. - Pra onde vamos viajar, papai? - Perguntou ao dar uma garfada em sua comida. - Pro litoral. Quer ir à praia? - Oba! Eu quero! - Vibrou de alegria. - Ótimo, mas agora come toda a sua comida pra você ir pra escola. Almocei junto da minha filha e depois a levei para a escola, antes de voltar para o serviço. (...) Steph Assim que cheguei em casa, escutei vozes vindo do quarto do meu pai e fui até o local, onde me deparei com dona Gesi e papai conversando e rindo, sorri ao vê-lo, parecia feliz. - Oi, meu amor. Você já chegou, nem tinha te visto. - Disse papai. - Oi, pai. - Dei um beijo em seu rosto. - E esse óculos? - Perguntou desconfiado. - Estou com uma irritação no olho, nada demais. - Notei dona Gesi me olhar desconfiada. - Quero ir ao banheiro. - Disse papai. - Vamos, eu te ajudo. - Falei. Levei meu pai ao banheiro, já que ele não conseguia andar sozinho, e após deitá-lo novamente em sua cama, pedi para dona Gesi me acompanhar até a sala. - Menina, me fala a verdade, o que houve? - Perguntou ao se referir ao óculos escuro que eu estava usando. - Já disse, só uma irritação no olho. - Foi ele? Ele te bateu de novo? - Perguntou preocupada. - Não, ele nunca mais me bateu. - Menti. - Tem certeza? - Me olhou desconfiada. - Aham. Ah, deixa eu te perguntar... - Tentei mudar de assunto. - Meu patrão precisa fazer uma curta viagem de 2 dias à trabalho e pediu pra eu ir junto para ficar com a Mel enquanto ele estiver na capacitação de trabalho. Vamos na sexta e voltamos no sábado à noite, tem como você ficar com o meu pai? Te pago um pouco a mais por isso. - Ah, meu bem, não precisa se preocupar, você sabe que não faço por dinheiro. Pode avisar seu patrão que você vai nessa viagem. - Ai, muito obrigada, dona Gesi. - A abracei. A mulher logo foi embora. Dei o remédio do meu pai, fiquei conversando um pouco com ele sobre o meu trabalho e quando ele pegou no sono, fui para o meu quarto. Fui até o espelho, tirei os óculos e vi que meu olho estava bem f**o, meu olho direito estava bem inchado, eu m*l conseguia abri-lo, passei um remédio para ver se melhorava. Tomara que melhore logo. Vi meu celular vibrar e o peguei. - Kami? - Oieeee. Amiga, adivinhaaa! - O quê? - Perguntei. - Acabei de voltar de viagem e queria muito te ver. Está em casa? Kamila era a minha melhor amiga desde… desde que eu me entendo por gente. Ela havia ido viajar pela Europa há algum tempo e finalmente estava de volta. - Eu ia adorar! - Olhei meu olho no espelho. - Mas hoje eu não consigo, tenho compromisso. - Ah, tudo bem, podemos nos ver amanhã. - É, pode ser, vou ver. Fiquei algum tempo conversando com Kami por telefone, até ela precisar desligar. Ah, queria tanto vê-la, ai, se não fosse esse maldito olho roxo. Liguei a TV para ver se tinha algo bom passando, mas não consegui prestar atenção em nada, confesso que estava meio curiosa para saber como seria essa viagem. Lembrei do jeito que Will havia me olhado e sorrido para mim essa manhã e foi inevitável não sorrir também. Will é um homem tão gentil, educado e cavalheiro, bem diferente do Philippe. Deitei no sofá e pouco depois acabei adormecendo. Eu estava em uma praça com Flor e Alex, meu namorado na época, e pai da Flor. Estávamos fazendo um piquenique. - Olhem, um cachorrinho! - Flor disse ao sair correndo até o filhote de um Golden Retriever. - Hey, espera! - Corri atrás dela. Flor ria enquanto fazia carinho no cão. Ela sempre gostou de cachorro, mas era apaixonada por Golden’s. - Mamãe, você me dá um cachorrinho de aniversário? - Sorriu esperançosa. - Vamos ver, meu amor. - Respondi. E m*l sabia eu que ela não teria outro aniversário. Flor fez mais um pouco de carinho no cão e depois retornamos para junto de Alex. - Vem cá com o papai. - Pediu o homem ao bater levemente em sua perna. - Não quero! - Se aproximou de mim. - Não seja boba, filhinha, senta aqui com o papai. - Quero ficar com a mamãe. - Disse a minha pequena. - Tudo bem, meu amor, tenho certeza que o papai não vai ficar chateado. - Falei. - Mamãe, brinca comigo? - Claro, meu bem. Do que você quer brincar? - De pega- pega. Saiu correndo e eu corri atrás dela, enquanto a minha pequena ria. Adorava vê-la rir. - Flor, Flor. - Olhei para os lados e não a vi. Ela não estava mais.
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