Capítulo 35

1057 Palavras

Isabela narrando Quando o meu tio entrou naquela sala e soltou todo aquele papo em cima de mim, eu simplesmente congelei. Foi como se o tempo tivesse parado por alguns segundos, como se o chão tivesse sumido dos meus pés e só sobrasse o eco daquelas palavras que me atravessavam como faca. Eu conheço o Grego. Conheço o peso que ele carrega em cada olhar, em cada tom de voz, em cada ameaça que sai da boca dele, e sei também que ele nunca fala por falar. Aquilo ali foi o tipo de conversa que não se esquece. Foi a palavra de um pai, ainda que não fosse o meu de sangue, mas de alma. E isso doeu de um jeito estranho. Doeu porque eu sabia que tudo aquilo era verdade. Que eu tava me deixando levar por uma situação que não me fazia bem, que me diminuía. Que me afastava de mim. Mas, sem dúvida,

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