briga de mães

673 Palavras
Eu subi as escadas deixando-os lá na sala. Eu estava lendo meu manual enquanto tento fugir do jantar quando ouço duas batidas. — Não pode fugir do jantar. Papai disse entrando no meu quarto, ele aproximou na minha cama e sentou ao meu lado, eu agradeço imensamente por ele dar-me seu apelido, mamãe não gosta do seu apelido real, Bellucci, ela sempre diz que é uma maldição ser uma mulher Bellucci. Eu entendo sua raiva, dói em me também saber que fui fruto de um estupro, pior, que fui jogada em uma lixeira para morrer no inverno da Itália, se não fossem meus outros pais, eu estaria morta. Mamãe nunca permitiria que aquele apelido estivesse na minha certidão de nascimento, era insano, eu não sou uma Bellucci e nunca seria. Até que este homem deu-me seu apelido evitando que eu use Torres, um apelido desconhecido inventado por minha mãe como um escape da sua dura realidade. — Se for para falar do mesmo assunto, eu não quero. Fechei o livro. — Sua mãe está preocupada, com toda a razão, Bailey, desde que terminou com aquele cara você está assim, triste e nós tentando enquadrar você ao normal. — Os términos são difícil pai. — Primeiro pare de se culpar, Bailey, você é uma mulher inteligente, as coisas são como deveriam acontecer, antes cedo do que tarde, aquele cara fingia muito bem, um homem descarado e m*l-educado. É esse tipo de homem que queria para sua vida? Um homem sem valor moral, um homem sem dignidade, um homem que não respeita uma mulher, um homem sem escrúpulos? Papai suspirou. Ele tem razão, estou me lamentando por um homem que me faria infeliz. — Nós somos sua família, errados ou não, sempre estaremos aqui, cuidando de você. Eu assenti. — Eu sinto muito, pai. Papai acolheu-me em seus braços, eu me agarrei nele fortemente. — Não sinta, filha. Descruzando os pés, eu me afastei dele. — Vem, antes que sua mãe grite. Eu sorri. Nós descemos as para sala de jantar, avó Michi estava terminando de colocar os pratos na mesa. Quando a campainha tocou, quem será a está hora? Sentei-me à mesa, Chloe invadiu a sala vindo da direção do jardim, e Lucas a seguindo como sempre. — Tia Simona, partilhou a foto da Mica no grupo do w******p. Chloe afirmou, meu telefone está no quarto, porém posso imaginar o cenário, Mica no barco ou naquela piscina enorme que Tio Alex fez na sua nova casa em Berlim. Lucas, subiu na mesa de jantar sentando ficando na mesma altura que Chloe, ele quase quebrou um prato quando passou para pegar o telefone da sua irmã com urgência, Chloe fechou o ecrã imediatamente impossibilitando-o de aceder as funções do telefone caso ele tente. Esse é o seu quinto telefone que mamãe comprou neste ano, porque Lucas joga no chão ou atira na piscina. Parece que Chloe não se importa, pois sempre o entrega quando ele pede. — Aquela cachorra da sua filha, quebrou o braço do meu filho. Viramos o rosto para olhar quem pronunciou essas palavras, quando olhei, vi a mãe do Jonathan encarando mamãe não muito contente com o estrago da minha irmã. Papai que estava entretido conversando com avô Victor, olhou para trás. — Em primeiro lugar, baixe o tom de voz quando estiver na minha casa, segundo, nunca mais chame minha filha de cachorro. Mamãe disse o mais calma que ela pode. — Ela é um cachorro raivoso, você não controla adolescentes? É professora por algum motivo. Chloe não é um cachorro raivoso, ela age por emoções e convicção que está certa do que faz. — Você não ensina modos ao seu filho, é uma dama por algum motivo. Essa doeu. Aquela mulher ficou constrangida mais ergueu sua cabeça como aquelas senhoras arrogantes que não baixam a cabeça para nada. — É diferente. Ela murmurou. — Ter filho m*l caráter, não é diferente. Mamãe pisou bem na ferida. — Meu filho não é m*l caráter, sua filha prostituta seduziu meu menino.
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