Episódio 12:Mentiras que Ardem

1347 Palavras
Victoria Savoia Acordei desorientada. Minhas costas doíam. Minhas coxas queimavam. Meu corpo inteiro mole, pesado, parecia ter sido atropelado por um furacão. Um furacão com nome e sobrenome: Benjamim Lancellotti. Pisquei, tentando entender onde estava. O chão gelado de cimento liso sob minha pele nua, o sofá de couro n***o atrás de mim, a luz fraca escapando por trás das cortinas blackout. Não era meu quarto. Era o chão duro do apartamento dele. Nu. Escuro. Tóxico. E ainda assim... inexplicavelmente quente. E então... A memória vem como uma rajada: Benjamim. O sofá. Meu corpo. Meu grito. A f**a. Inferno... Eu transei com o meu segurança. Não. Eu fui fodida por ele. Com força. Com raiva. Com desejo. E foi a melhor p***a de sexo da minha vida. Como nunca antes. Como se meu corpo fosse dele. Como se ele quisesse me marcar por dentro. Como se ele me conhecesse melhor do que eu mesma. O músculo das coxas lateja. Meus lábios ardem. E algo dentro de mim ainda pulsa, como se pedisse mais. Me sento devagar, puxo o cabelo pro lado, tentando recuperar a dignidade, quando ouço a voz rouca dele ecoar pela sala vindo. — Tá arrependida? — a voz rouca, grave, vinda da cozinha, corta o silêncio como navalha. Minha cabeça girou devagar até ele. E eu congelei. Benjamim estava encostado na bancada, só de moletom cinza, baixa no quadril, sem cueca — eu noto. Cabelo molhado, bagunçado. Peitoral nu, definido, brilhando com alguns respingos de água. Lindo. Cru. Animal. Aqueles músculos perfeitos se contraíam enquanto ele mexia o café com uma colher pequena demais para aquela brutalidade de homem. Sério, Deus? Tu me odeia, né? Balanço a cabeça, tentando me recompor. Claro que não consigo. — Não. — respondi, tentando soar firme. — Não estou arrependida. E você? Se arrepende de ter fodido a filha do seu chefe? A filha do mafioso? Ele ergue os olhos devagar, a colher parando no meio do giro. — Eu não me arrependo de p***a nenhuma... — ele respondeu, firme. — Só do que ainda não fiz com você. Arfei. Não fisicamente. Por dentro. Aquela frase entrou rasgando minhas entranhas. Me fazendo lembrar do gosto dele. Do cheiro. Da boca. Do peso. Do p*u. Esse homem tem algum tipo de pacto com o inferno. Só pode. Levantei devagar, ainda nua. Com um mínimo de coragem e um máximo de loucura e uma vontade insana de provocar. Fingindo que não estou morrendo de vergonha, mesmo sabendo que ele viu cada gemido, cada g**o, cada dobra da minha alma. Andei até a cozinha, os pés descalços tocando o chão frio, fingindo segurança, mesmo com o corpo dolorido e o andar denunciando a noite anterior. Mas Benjamim percebeu. O sorriso que ele deu foi de um homem orgulhoso do estrago que fez comigo no chão, no sofá, no inferno inteiro. Desgraçado. — Então não ficou arrependido? — perguntei, parando perto dele, com os braços cruzados fingindo desprezo, quando na verdade queria que ele me jogasse na pia e me comesse até eu esquecer meu nome. — Não — ele repetiu. — Pelo seu andar mancando, eu trabalhei bem. Te comi melhor que aquele merda do seu namorado. — i****a. Você não chegou nem perto. Menti. E menti m*l. Porque a verdade é que o Enzo não chegava nem perto de ser metade do homem que Benjamim foi em uma noite, nem se nascesse de novo com o corpo do Henry Cavill e a língua do d***o. Ele se aproximou. Me encostou contra a bancada fria, o corpo quente pressionando o meu. Olhou nos meus olhos como se estivesse me dissecando. — Mentirosa — ele disse baixo. — Não tô mentindo. — minto de novo. — Foi só uma noite. Divertida, sim, mas... acabou. — Não vai mais se repetir. A mentira escorre da minha boca, mas meu corpo a desmente em cada maldito centímetro. Meu peito sobe e desce. Meus m*****s endurecem. Estou ofegante, crua, e pronta pra ser pega de novo. Ele me estuda. Com aquele olhar clínico de predador. Como se enxergasse minha alma tentando fugir do próprio desejo. E então ele age. A mão dele subiu pela minha nuca, puxou meu cabelo com força, me obrigando a encará-lo. Os lábios pairaram sobre os meus. Quase se tocando. — Você deveria mentir melhor, Savoia... E antes que eu consiga responder qualquer coisa, ele toma minha boca. Forte. Com raiva. — Vai repetir. — ele disse. — Porque você quer. Porque seu corpo quer. Porque tá molhada agora. —Diz entre os beijos. A mão desceu sem cerimônia pelo meu corpo nu como se já soubesse o caminho. E sabe. Porque ele gravou cada curva com a língua. Até alcançar minha i********e. Um dedo. Dois. Dentro. — Porra... — gemi contra a boca dele, arfando, querendo morrer ali mesmo e renascer fodida por ele de novo. — Tão molhada... — ele provocou, os olhos queimando nos meus. — E dizendo que não quer mais. Me beijou com violência de novo. Me dominou ali mesmo. Na cozinha. Com cheiro de café e g**o no ar. E eu? Eu deixei. Porque o que esse homem faz comigo não tem nome. É crime. É loucura. É vício. E eu estou completamente fodida. A boca dele desceu do meu pescoço até meu peito. Ele me chupava como se estivesse com fome. Como se meu corpo fosse um banquete sagrado e proibido. As mãos já estavam passeando com domínio absoluto pela minha cintura, minhas coxas, meu sexo exposto, latejando, pedindo mais. — Sobe. — ele ordenou, voz baixa, suja, indecente. — Na bancada. Agora. E eu obedeci. Sem pensar. Sem hesitar. Pulei, com a b***a nua encostando no mármore gelado da cozinha. Arfei com o contraste do frio do granito e o calor do meu corpo pegando fogo. Ele me abriu com as mãos. Literalmente. Os dedos afastaram minhas pernas como se fosse a coisa mais natural do mundo. Me olhou ali. Escancarada. Molhada. Tonta. — Olha o que você virou, Vic... — ele murmurou, encarando minha i********e com a boca entreaberta. — Toda minha. Toda fodida. — Cala a boca e me fode. — cuspi, quase chorando de desejo. Benjamim riu. Aquele riso grave, sacana, impiedoso. — Vai implorar ainda mais. E então, ele afundou o rosto de novo. Me lambeu. Me sugou. Me fodeu com a língua como se estivesse me castigando por cada provocação, cada desafio. Eu segurava na borda da bancada com tanta força que achei que ia quebrar a pedra. — p***a, Ben... vai... mais... vai logo... — supliquei, sentindo o g**o subir rasgando por dentro. Mas ele tirou a boca. Parou. — Ainda não, princesinha do crime. — ele rosnou. — Só goza quando eu estiver metendo tão fundo que nem teu pecado vai esconder. E então ele se ergueu, tirou o moletom com brutalidade, o p*u duro e latejando já melado na ponta. Sem aviso, sem frescura. Entrou. De uma vez. — c*****o! — gritei, quase escorregando da bancada. Ele me segurou pelos quadris, me mantendo presa, me fodendo com força, com ritmo, com raiva e t***o. Cada estocada fazia a bancada ranger. A colher caiu no chão. O café transbordou. O mundo parou. Só existia ele me comendo. E eu deixando. Meus gritos ecoavam. As mãos dele se espalhavam pelo meu corpo. Me puxava pelos cabelos. Me mordia os s***s. Me fazia gozar e implorar por mais. E eu gozei. Gozei com as pernas tremendo. Com a alma saindo do corpo. Com ele metendo ainda mais fundo enquanto minha g****a escorria por entre nós. — Isso... grita. Goza. Quebra. — ele rosnou, antes de enterrar tudo de novo e urrar no meu ouvido, gozar dentro de mim com tanta força que seu corpo inteiro tremeu. Ficamos ali. Ofegantes. Suados. Pecadores. — Benjamim... — sussurrei, ainda tonta, com a cabeça pendendo pra trás. — O quê? — Se isso for o inferno... me deixa morar aqui. Ele riu baixo, mordendo meu ombro com carinho bruto. — Você já tá presa aqui, Vic. E eu... não vou te soltar.
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