Episódio 11: Ardendo no Bunker

1447 Palavras
Victoria Saboia Eu juro que não sei o que estou fazendo aqui. Ou talvez saiba, mas não queira admitir nem pra mim mesma. Só sei que atravessei aquela porta como quem cruza o limite da sanidade — com os saltos firmes, a espinha ereta e o coração pulsando no meio das pernas. O apartamento dele é um espelho da alma que ele tenta esconder. Escuro. Frio. Cheio de segredos. E, ainda assim, perigoso de um jeito que me atrai. Paredes de concreto cru. Cortinas blackout que engolem a luz. Um sofá preto enorme no centro, cercado por uma coleção assustadoramente organizada de armas. O ar aqui tem cheiro de couro, pólvora e pecado. Benjamim me observa de longe. Sentado no sofá como um predador que aguarda o momento certo pra saltar. Copo de uísque na mão. Olhos cravados em mim. Ele não precisa dizer nada. A energia entre nós já grita. Pego o copo da mão dele, meus dedos encostam nos dele por um segundo a mais do que deveriam. A boca ainda arde do beijo que trocamos no carro. Beijo não... aquilo foi uma ameaça. Uma promessa. Um aviso. — Se vai brincar no inferno, melhor estar preparada — ele diz, e a voz dele entra em mim como um comando. Dou um gole no uísque. Arde. Desce queimando. Mas nada perto do que queima entre minhas coxas. — Eu nunca fui do tipo que recua quando o inferno acena — respondo, encarando ele de cima. Ele sorri de canto. E quando Benjamim sorri daquele jeito, é porque alguém vai sair marcado. Solto o copo na mesa de vidro e caminho até o sofá. Devagar. Sentando-me ao lado dele com o corpo esticado, cruzando as pernas como se tivesse o controle — e não tenho. O silêncio entre nós é tão alto que parece gritar. — Ainda quer saber se eu te quero? — ele pergunta, a voz rouca, grave, com cheiro de provocação e ameaça. — Não — sussurro. — Agora eu quero saber até onde você vai. Ele me encara como se fosse me atravessar. Os olhos deslizam pelos meus lábios, meu pescoço, meu colo. — Até você implorar — ele diz. E então o tempo para. Num piscar de olhos, ele agarra minha cintura com força, me puxa pro colo dele como se meu corpo fosse propriedade dele. Me encaixo entre suas pernas e minhas coxas apertam o quadril dele. O uísque ainda queima minha garganta quando a boca dele encontra a minha. Mas o calor do beijo apaga todo o resto. Não há mais uísque. Nem culpa. Só o som da respiração entrecortada, do couro rangendo sob nós, e da minha pele raspando na dele. Benjamim me beija como se quisesse me destruir. E eu deixo. Porque talvez seja isso que eu quero. Ser quebrada por ele. Ser marcada. Ser lembrada. As mãos dele sobem pela minha blusa e quando alcançam meus s***s, eu arquejo. Ele morde meu queixo, suga minha pele, arranha minha cintura com os dedos rudes. E quando me deita no sofá, arrancando minha blusa num puxão e tirando a calça como quem abre um pacote proibido, eu me dou conta: Não tem volta. Eu quero isso. Quero ele. Quero ser fodida no meio da escuridão desse apartamento amaldiçoado. Quero que cada marca dele fique em mim. Quero que cada vez que eu olhar pra esse sofá, eu lembre que foi aqui... que eu caí. As mãos dele estavam em toda parte. Uma segurou minha nuca com força, puxando meu cabelo como se me lembrasse quem estava no comando. A outra desceu com brutalidade, agarrando minha cintura, depois minha coxa, depois a p***a da minha calcinha que ele rasgou com um único puxão. Rasgou. — Benjamim! — arfei, surpresa e acesa. — Fica quieta — ele murmurou com a voz entre os dentes. — Agora eu vou te mostrar o que acontece quando cutuca o inferno. Ele me empurrou de volta no sofá com uma força que fez meu corpo afundar no estofado escuro. O olhar queimando sobre mim, faminto, violento. As mãos grandes agarraram meus pulsos, prendendo-os acima da cabeça com uma brutalidade crua que me deixou ainda mais molhada. — Fica. — Ele rosna, os dentes cerrados, os olhos negros de desejo. — Eu vou f***r cada pedacinho do seu corpo até você esquecer o nome daquele i****a que tava com você. A respiração dele já é arfante, o peito sobe e desce com raiva e t***o. Eu sorrio, cínica. Maldita. — Vai ter que tentar muito forte então... — provoco, sabendo que isso vai acender mais ainda o monstro que ele esconde. E acende. Ele abaixa, agarra meu queixo e morde meu lábio inferior com força. Depois lambe. Depois morde de novo. Como se quisesse me punir e me saborear ao mesmo tempo. — Você me tira do controle, Vic. — ele sussurra rouco, enquanto a mão dele desce pela lateral do meu corpo, afundando os dedos entre minhas coxas. — Molhada. Toda fodida. Pronta pra mim. Sempre. — Eu odeio você. — cuspo as palavras, tentando resistir ao prazer que cresce como lava. — E eu vou fazer você me odiar de joelhos. Ele se abaixa de novo, puxa meus quadris para a beirada do sofá e se ajoelha no chão entre minhas pernas. Sem tirar os olhos dos meus, ele enterra o rosto entre minhas coxas. A língua quente e faminta me invade com violência. — p**a que pariu! — eu grito, arqueando as costas. Ele me lambe como se estivesse torturando. Cada movimento da língua é um castigo, uma humilhação deliciosa. Ele suga, morde, chupa, lambe. Rápido. Lento. Depois rápido de novo. Me prende com os braços. Eu me contorço. Gemo. Digo que vou gozar. E ele para. Maldito. Para. — Ainda não. — ele diz com a boca suja da minha g****a quase pronta. — Você só goza quando eu estiver dentro de você. Ele se levanta. Puxa o cinto devagar. Desabotoa a calça como um predador que sabe exatamente o que vai fazer. E quando abaixa a cueca, o p*u dele pula pra fora — grande, grosso, duro, veias saltadas, pontinha vermelha, melada. Eu olho, com os lábios entreabertos e a respiração travada. — Vai me f***r agora? Ou ainda vai me torturar mais? — sussurrei, ofegante. Ele me agarrou pelos quadris, me virou de bruços no sofá. Meu rosto afundou no couro quente. O cheiro de suor, de pecado, de desejo. E então... Ele mordeu minha b***a com raiva. — p***a! — gemi, arqueando as costas, sentindo os dentes dele afundarem na carne como se estivesse me marcando, me punindo por todo o veneno que cuspi antes. Ele mordeu de novo. E de novo. Longo. Firme. Quente. Como uma tatuagem invisível feita com os dentes dele. Eu gritei. Não de dor. De t***o. — Agora você vai implorar. — ele rosnou no meu ouvido, encostando a ponta do p*u, provocando, empurrando só a cabeça. E ele entra. Devagar. Eu me contorço. — Desgraçado... — arfei, mordendo o lábio. Ele ri rouco, depois estoca com força, até o fundo, e me faz gritar. O grito que saiu de mim foi animal. Me estiquei contra o sofá, pernas tremendo, corpo sendo invadido por cada maldita estocada. — Isso... grita mais. Quero que o prédio inteiro saiba quem te destruiu primeiro. As estocadas são brutais. O som do couro batendo contra a minha pele molhada, o barulho do nosso sexo, dos gemidos, dos gritos abafados. As mãos dele puxam meu cabelo, apertando meu pescoço, depois apertam minha b***a, depois batem com força. O sofá range, a sala vibra, a tensão explode. — Vai gozar, Vic? — ele pergunta, a voz arranhando meu ouvido. — Eu... tô... — Goza. Vai. Goza pra mim. Quero ver você quebrar. E eu quebro. Gozo gritando, implorando, com o corpo inteiro tremendo. Mas ele não para. Continua metendo. Continua fodendo. Me vira de frente de novo, me jogou no chão frio do apartamento e caiu sobre mim, me beijou com raiva e meteu mais fundo. Corpos suados, pele contra pele, cheiro de g**o e inferno. Ele metia devagar agora. Mais fundo. Mais c***l. Ele queria que eu lembrasse. E eu lembrei. Cada estocada. Quando ele goza, é dentro de mim. Com um urro grave, selvagem, que faz meu corpo inteiro estremecer. Ele fica ali, dentro, arfando, suando, me olhando com um brilho perigoso. — Isso foi só o começo, princesa — ele sussurra. — Da próxima vez, vai ser na varanda. Pra todo mundo ouvir. Eu sorrio, mordendo o lábio, ainda ofegante, o corpo em brasa. — Você fala demais, segurança. — E você geme ainda mais, Savoia.
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