Silêncio bom

1086 Palavras

Ayla narrando Quando a porta finalmente bateu atrás da minha mãe, eu respirei fundo como se tivesse tirado um caminhão das costas. Sério… minha pressão até baixou. Minha mão tremia um pouco, mas não era medo, não. Era a descarga de tudo que eu tinha segurado por anos. Eu fiquei ali parada no corredor, encarando a porta, sentindo o silêncio voltar, preenchendo a casa inteira. Silêncio bom. Atrás de mim, ouvi o Pantera mexendo uns copos na cozinha, tentando fingir que não tava prestando atenção. Mas eu sei que ele tava com a antena ligada pra cada suspiro meu. Eu fui andando devagar até ele, ainda meio zonza. Ele tava lá, encostado na pia, com aquele meio sorriso de canto que ele dá quando tenta parecer durão mas tá todo bobo. — Cê mandou bem, mô. — ele soltou, ajeitando o copo na bancad

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