Magrin narrando Mano… tô com a mente fritando desde a hora que a Mari saiu andando braba, sem nem olhar pra trás. Fiquei ali parado no meio do beco igual um poste queimado, tentando entender onde que eu vacilei. Mas vacilei feio, isso eu já sabia. Subi pra laje onde Pantera tava, sentado na cadeira dele, mexendo no rádio, tranquilo demais pra quem comanda metade da quebrada. Quando ele me viu, já franziu o cenho: — E aí, Magrin… que cara de enterro é essa, fi? Eu cocei a nuca e soltei um suspiro pesado. — Deu r**m, chefe… Pantera apoiou o braço no joelho, me encarando com aquele olhar que atravessa alma. — O que tu aprontou? Aí eu contei. Do jeito que foi. Sem florear, sem inventar desculpa. Quando eu acabei, ele ficou me olhando uns cinco segundos inteiros, em silêncio, só ba

