Quando o silêncio grita

1362 Palavras

Pantera narrando Acordei com o barulho do morro respirando. Moto passando cedo demais, rádio chiando longe, algum vapor dando risada na laje. Rotina. Mas tinha uma coisa fora do lugar. Ayla. Ela tava sentada na beira da cama, de costas pra mim, abraçando os próprios joelhos. Quieta demais. Quietude dessa não é paz, é aviso. — Ô… — murmurei, a voz ainda rouca de sono. — Que foi, princesa? Ela virou o rosto devagar. Sorriso torto. Olhar fugindo. — Nada, Pantera. Só acordei meio esquisita. Nada. Essa palavra nunca vem sozinha. Sentei na cama, encostei nela, puxei de leve pela cintura. O corpo dela veio… mas não relaxou. Ficou duro. Em alerta. Aquilo me deu um nó no peito. — Tu tá com medo de quê? — perguntei baixo. — Fala pra mim. Ela respirou fundo, passou a mão no rosto. — N

Leitura gratuita para novos usuários
Digitalize para baixar o aplicativo
Facebookexpand_more
  • author-avatar
    Escritor
  • chap_listÍndice
  • likeADICIONAR