Pantera narrando Mano… quando eu vi a Ayla apertando aquele enviar, eu já sabia que o bagulho ia bater nela pior que tapa na cara. A mina fechou a expressão, respirou fundo, mas eu vi os dedo tremendo… vi o olho marejando… vi a alma dela gritando sem fazer barulho nenhum. E aquilo me deixou puto. Não com ela. Com a situação. Com o povo que devia proteger e só sabe ferir. Fiquei sentado do lado dela, quieto, só segurando firme, deixando ela encostar em mim. Essa mina tem o dom de parecer forte pra caramba, mas quando quebra… quebra em silêncio. E silêncio sempre falou alto pra mim. — Tô contigo, princesa — sussurrei no ouvido dela. — Até o final, ouviu? Ela só fechou os olhos, respirando pesado. O clima tava tenso… mas real. Não tinha pose, não tinha maquiagem, não tinha tá tudo bem.

