— Eu não tô com medo de mim… — ela falou — eu tô com medo do que isso pode trazer. Aquilo foi sincero. E eu senti. Parei o carro um pouco mais à frente, num ponto mais tranquilo, e virei o corpo pra ela. — Olha pra mim. Ela virou os olhos ainda carregados pensativos eu segurei o rosto dela com uma mão. — Você acha mesmo que eu não pensei nisso? Minha voz saiu mais baixa, agora mais próxima. — Isso aqui não é brincadeira, Léo. Pausei. — É guerra. Falei sem rodeio. Porque era. — E se ela quiser comprar essa guerra… ela vai. Mas eu não desviei o olhar. — Só que ela não vai mexer com você. Apertei de leve o maxilar. — Não enquanto eu estiver aqui. Ela ficou em silêncio sentindo pensando. — E o pai dela? — ela perguntou. Aquilo me fez soltar um ar pelo nariz. — Aquele ali é

