continuação... Eleonor A gente tomou café em silêncio. Só dava pra ouvir o barulho da xícara, da faca batendo no prato e o ventilador girando devagar. Aquilo tava me deixando nervosa, então criei coragem e resolvi falar. — Predador… será que você poderia deixar eu ir no mercado? Eu preciso comprar algumas coisas pra mim… coisas de higiene, coisas pessoais que vou precisar em alguns dias. Ele parou de comer e me olhou devagar. Um olhar estranho, sério, meio sem acreditar no que tinha ouvido. — Você quer sair? É isso que eu acabei de ouvir? Eu acho que fiquei foi surdo com a operação de ontem. Você só pode estar de s*******m mesmo. Mas é claro que você não vai sair daqui. Eu respirei fundo, tentando não perder a coragem. — Predador, eu não vou fugir. Eu sei que tenho uma dívida com vo

