Predador Ela estava encostada na bancada, com aquele jeito dela de quem já estava planejando tudo, organizando cada detalhe como se aquele churrasco fosse um evento importante, e talvez fosse mesmo, não pelo churrasco em si… mas pelo que aquilo representava. — Amor… acho que já vou deixar as carnes separadas, amanhã é só salgar e jogar na grelha e ser feliz. A palavra bateu direto sem aviso prévio. Eu levantei o olhar na mesma hora e fiquei encarando ela, em silêncio, absorvendo aquilo como se fosse algo novo… porque era. Ela percebeu. — O que foi? — perguntou, meio desconfiada. — Por que você tá me olhando assim? Eu demorei um segundo antes de responder, ainda com aquele meio sorriso preso no canto da boca. — Você me chamou de quê? Ela travou por um instante. Como se só agor

